Nesse ponto, podemos qualificar os negócios como um jogo, em que os fornecedores, clientes, competidores e parceiros complementares interagem com a empresa, que oferece produtos e serviços. Nesse jogo, uma organização deve ser vista como passível de estar atuando, a qualquer momento, como qualquer um dos elementos citados, aos que se denomina nova rede de valor (BRAMDENBURGER & NALEBUFF, 1996). Essa flexibilidade apresenta desafios relevantes para a gestão de recursos humanos que passa a ter que redirecionar ações de treinamento para um profissional que precisa se adaptar a novas funções. A multidisciplinaridade de capacitações passa a ser ingrediente importante na formação de equipes multifuncionais, que se complementam na cadeia de produção. Toda essa evolução traz à função de recursos humanos, um universo de desafios que exige novos olhos, novas estratégias de abordagem dos problemas e novas ações.

Com as novas tecnologias e a nova visão negocial, surgirão profissionais que, ao perder o status do emprego estável, deverão ser apoiados adequadamente, para que não percam a cultura e o clima organizacional necessários ao alcance dos níveis de produtividade esperados. A função de pessoal deve desenvolver novas competências gerenciais, tanto para consumo próprio como para o enfrentamento de um processo de gestão de mudança continuada, em que o plano de carreira deixa seu ar mais sisudo e torna-se flexível o bastante para que novas lideranças sejam desenvolvidas nesse novo ambiente.



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