Técnicas de gestão surgidas no final de 1970/80 difundem-se a exemplo da experiência da Terceira Itália e do Toyotismo no Japão e ganham espaço. Independentemente da discussão sobre a possibilidade de ter ocorrido uma ruptura e superação do modelo taylorista-fordista ou não, ficam evidentes algumas mudanças ocorridas no processo produtivo. Ressalta-se, entretanto que, dependendo do setor de atuação, do tipo de empresa, do país em que se localiza e do montante de investimentos, há diferenças de intensidade dessas transformações para cada caso, como salientam ANTUNES (1995), PIMENTA (1997) e FLEURY & FLEURY (1997).

Essas modificações na forma de gestão da força de trabalho acabam por definir um novo tipo de trabalho e trabalhador. O trabalho não se restringe exclusivamente à produção repetitiva de tarefas fragmentadas e pré-definidas. Ao contrário, ele engloba, em um mesmo cargo, tarefas diferentes que exigem conhecimento de mais de uma operação e pode demandar a habilidade de controle de mais de uma máquina. O trabalho já não pode ser prescrito como antes, em função das linhas flexíveis de produção, em que ele necessita ser um constante alvo de inovações. Em alguns casos, em dias diferentes, o funcionário executa tarefas diferentes. O trabalhador deve tornar-se um funcionário polivalente ou multifuncional. A subjetividade do trabalhador constitui-se em um elemento importante para a criatividade e a mudança no ambiente produtivo. Deve agir de forma cooperativa com os demais funcionários e ser comprometido com o processo produtivo. Agrega-se a necessidade de um trabalhador que utilize sua inteligência e sua capacidade a favor do processo produtivo e não apenas se utiliza um elenco restrito de habilidades, como anteriormente, no modelo taylorista-fordista.



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