Valendo-se desse recente ponto de vista de estruturação de sujeitos de trabalho, a questão da subjetividade passou a se constituir em um pensamento dominante na Administração. Há que considerar que os estudos de Hawthorne apontaram para a importância da organização informal do trabalho, do papel dos grupos e da comunicação para a produtividade, mas a subjetividade no trabalho, há bem pouco tempo, passou a ser encarada como uma das variáveis que interferem no processo organizacional.

A vertente mais otimista pode afirmar que a preocupação com a subjetividade está relacionada à busca de um trabalho e de um trabalhador mais completo, menos alienado e mais integrado às necessidades organizacionais. Os pessimistas podem encarar o movimento de entender e agregar a subjetividade das pessoas à organização como mais uma forma de dominação e expropriação do saber que se estende para a dominação e a expropriação do ser, do estar sendo no mundo.

O fato é que se pode falar, sem exageros, do esgotamento do modelo tradicional de Gestão de Pessoas baseado em remuneração salarial. Desde Maslow e McGregor já se havia delineado que apenas salário não era fator motivacional e de recompensa pelo trabalho humano. Hoje, os novos modelos de gestão, em especial o japonês, apregoam qualidade total a partir das pessoas, e isso é possível se as pessoas de fato estiverem integradas à estratégia global das empresas. Na Gestão de Pessoas vem à tona um novo constructo – a subjetividade, na tentativa de conhecer melhor o envolvimento do indivíduo no trabalho.


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