Os pontos críticos desta análise podem ser:

a) o questionamento de uma nova Gestão de Pessoas, fundamentada na subjetividade, a ser implantada apenas como um elemento reformador do atual modelo de organização do trabalho;

b) o repensar da estrutura produtiva.

Essas questões não invalidam os esforços que vêm sendo empreendidos para humanizar as relações de trabalho. Por intermédio da administração de recursos humanos, baseada nessa nova ótica, procura-se garantir a manifestação da subjetividade no processo de trabalho. Para isso é necessária a articulação entre a ressonância simbólica, de uma parte, e o espaço da palavra de outra parte. O grande desafio para os gestores nesse início de século é: respeitar a individualidade e a interioridade das pessoas, ao mesmo tempo em que as incorpora aos objetivos organizacionais traduzindo-se em novo ambiente e em novas relações interpessoais e produtivas.

A subjetividade aparece como fator de relevância do saber no contexto produtivo atual, pois estabelece à demarcação de um limite, sendo este a “impossibilidade de colocar entre parênteses a experiência e a vida dos homens que trabalham.” (SANTOS, 1997). É ela que dá sentido à função do trabalhador enquanto papel social e permite a sua participação de forma mais interativa e produtiva, gerando benefícios recíprocos para a realização do indivíduo e os resultados que a empresa almeja. Por tanto tempo desconsiderada, quando não completamente ignorada pelos gestores da organização, a subjetividade é uma dimensão cada vez mais integrada à nova lógica organizacional, pois o trabalhador que simplesmente cumpria normas e instruções cegamente parece ter definitivamente perdido seu lugar, abrindo espaço para a proliferação de questionamento a respeito do trabalho e das formas de melhorá-lo. Isso pressupõe um novo profissional
que enfatiza seu lado subjetivo ao invés de encobri-lo.



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