O que está em jogo não é a possibilidade de uma modernização, ainda que conservadora, mas também a (re) construção das referências simbólicas que impõem e/ou bloqueiam a democratização no interior das empresas, tanto na perspectiva da organização inserida no contexto social mais amplo, como do coletivo de seus trabalhadores. Nesse sentido, evidenciam-se as alterações do tecido organizacional em seus planos cultural, simbólico e existencial que podem (e necessariamente o fazem) transfigurar os parâmetros da sociabilidade e da ação política dos atores em presença.

Nesse contexto, torna-se importante aprofundar a análise das conexões entre as dimensões culturais e políticas do exercício do trabalho e do poder nas empresas, refletindo sobre as características e os impactos das novas tecnologias de gestão sobre a formação da subjetividade política dos trabalhadores e, principalmente, na análise das empresas em suas dimensões sociais, culturais e políticas.



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