Resumo

As empresas vêm adotando como novas tecnologias organizacionais planos de desenvolvimento gerencial, planejamento estratégico, informatização/logística, grupos de empreendimentos, grupos de trabalho multifuncional, gestão participativa, entre outros.

Observa-se que as tendências atuais em matéria de adoção de novas práticas gerenciais são as mesmas em todos os países, diferenciando-se apenas quanto ao tempo de sua aplicação. Crozier (1998) resume bem este fato ao afirmar “que as duas tendências dominantes foram e são ainda o downsizing e a reengenharia”. Seguem-se à onda dominante, práticas diferenciadas e complementares, revelando que as novas tecnologias adotadas são inspiradas em modelos aplicados bem sucedidos (benchmarking) e também em esforços de modelização da teoria.

Desenvolvimento dos empregados em relação à terceirização, nível de escolaridade baixa, perfil inadequado, expectativa e ansiedade dos empregados. Esses dados indicam com clareza alguns percalços de um processo de mudança na área de novas tecnologias gerenciais sinalizando áreas em que a gestão das pessoas precisa trabalhar com mais sensibilidade e competência.

A adoção de novas tecnologias organizacionais implica necessariamente em revisão do processo organizacional. Quanto à área de Gestão de Pessoas, nos últimos anos, verificou-se a criação de alguns (mesmo que poucos) segmentos organizacionais, bem como desativação de setores na área de Gestão de Pessoas.

A análise das modificações ocorridas na área de Gestão de Pessoas de empresas pesquisadas mostrou uma tendência de terceirização para alguns setores como recrutamento e seleção, um redirecionamento na concepção do treinamento e desenvolvimento, certa indefinição quanto aos processos de avaliação de desempenho, e poucas alterações de conteúdo em relação aos benefícios. Nas áreas de Cargos, Salários e Carreira, as mudanças, quando ocorridas, são as mais radicais.



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