No mercado, quanto maior a aversão ao risco, maior será o prêmio cobrado pelo investidor, logo, maior a diferença entre a taxa de juros dos ativos considerados livres de risco para os ativos com risco. Como exemplo, podemos mencionar a desconfiança criada a partir de março/abril de 2002, no Brasil, na ocasião da eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na medida em que Lula avançava nas pesquisas eleitorais, mais o risco país crescia, passando de 700 pontos em abril de 2002 para 2400 pontos em novembro/dezembro de 2002. Os investidores, temerosos das promessas antigas do Sr. Lula da Silva, chegaram a exigir um prêmio pelo risco Brasil de 24% ao ano.

Por outro lado, na medida em que a aversão ao risco diminui, maior exposição ao risco ocorre por parte do investidor. A história das bolhas especulativas tem mostrado justamente isso. A busca por ganhos maiores parece que escurece a visão do investidor, a guarda vai se abrindo e, quando menos se espera, a bolha arrebenta, e lá se vai pelo ralo o rico dinheirinho apurado durante a vida toda.



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