Segundo
Assaf Neto (2005), quando o coeficiente de correlação for
igual a rX,Y = -1,0, diz-se que os retornos dos ativos em estudo
estão negativamente (inversamente) correlacionados, isto é,
quando o retorno do ativo Y diminui, o retorno do ativo X tende a elevar-se.
Quanto mais próximo de –1,0 ficar o coeficiente de correlação
linear, mais negativa será a correlação entre os
dois ativos; atinge a posição perfeitamente negativa (inversa)
quando o coeficiente de correlação for exatamente igual
a rX,Y = -1,0.
Por sua vez, quando o coeficiente de correlação linear for
exatamente igual a rX,Y = 1,0 conclui-se que os retornos dos
ativos em estudo apresentam-se perfeitamente (ou diretamente) correlacionados.
Isto é, os retornos de Y serão acompanhados por alterações
paralelas e, no mesmo sentido, pelos retornos de X.
Podem ser encontrados, ainda, retornos que se comportam de maneira totalmente
independentes entre si. Ou seja, não há relação
alguma entre os valores, o que permite sejam definidos como não
correlacionados. O coeficiente de correlação, no caso, é
igual a zero, rX,Y = 0.
Segundo Ross, Westerfield e Jaffe (2002) toda vez que o coeficiente de
correlação linear entre os retornos de um par de ativos
for menor que rX,Y < 1,0, o desvio-padrão do retorno
de uma carteira de dois títulos será menor do que a média
ponderada dos desvios padrão dos retornos dos títulos individuais.
Qual a implicação disso? Implica a redução
do risco total da carteira, ou seja, será preferível uma
carteira com dois ativos a uma carteira com apenas um ativo isolado.
O que irá acontecer se o coeficiente de correlação
linear for igual a rX,Y = 1,0? Neste caso, o desvio-padrão
dos retornos da carteira com dois ativos, para qualquer composição
de carteira entre esses dois ativos, será sempre igual à
média ponderada dos desvios-padrão dos retornos dos títulos
individuais, assim, sejam investimentos em carteiras com dois ativos diferentes
ou em carteiras com apenas um ativo isolado, o risco total da carteira
não será reduzido.
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