Solução 4

a1) retorno esperado para cada ativo isolado:

F = (16 + 17 + 18 + 19)/4
F = 17,5%
G = (17+16+15+14)/4
G = 15,5%
H =(14 +15+16+17)/4
H = 15,5%

a2) Variância e desvio-padrão dos retornos esperados:

kF = {[(16 – 17,5)2 + (17 – 17,5)2 + (18 – 17,5)2 + (19 – 17,5)2]/4}/10.000
kF = 0,000125

kF = 0,000125

kF = 0,01118

kG ={[(17 – 15,5)2 + (16 – 15,5)2 + (15 – 15,5)2 + (14 – 15,5)2]/4 }10.000

kG = 0,000125

kG = 0,000125

kG = 0,01118

kH ={[(14 – 15,5)2 + (15 – 15,5)2 + (16 – 15,5)2 + (17 – 15,5)2]/4 }/10.000

kH = 0,000125

kH = 0,000125

kH= 0,01118

4b) covariância e coeficiente de correlação linear:

CovG,H = {[(17 -15,5) . (14 – 15,5) + (16 -15,5) . (15 – 15,5) + (15 – 15,5) . (16 – 15,5) + (14 – 15,5).(17 – 15,5)]/4}/10.000
CovG,H = -0,000125

Observe que:

• No Ano 1, enquanto o retorno esperado do Ativo G se apresenta acima do retorno médio esperado (17% >15,5%), no Ativo H, o retorno esperado se apresenta abaixo da média (14% < 15,5%), logo, os retornos esperados se apresentam em sentidos contrários, enquanto um anda acima da sua média, o outro anda abaixo da sua média, portanto, a correlação é negativa (isto é ótimo).

• No Ano 2, enquanto o retorno esperado do ativo G anda acima da média (16% > 15,5%), o retorno estimado para o ativo H anda em sentido contrário (15% < 15,5%), ou seja, ambos os retornos esperados se comportam em sentido contrário ao das suas médias, logo, novamente estamos diante de uma correlação negativa, o que é muito bom. Deve-se sempre perseguir correlação negativa.

• O mesmo processo pode ser observado para o Ano 3 e para o Ano 4. Em muitas situações, como neste exemplo, se percebe o sinal da covariância sem ser necessário o cálculo, basta olhar o comportamento dos retornos esperados ou observados com seus respectivos retornos médios esperados ou observados.

rGH = -0,000125/0,01118 x 0,01118
rGH = -1,0 (correlação perfeitamente negativa)

CovF,G = {[(17 -15,5) . (16 – 17,5) + (16 -15,5) . (17 – 17,5) + (15 – 15,5) . (18 – 17,5) + (14 – 15,5).(19 – 17,5)]/4}/10.000
CovF,G = -0,000125
rF,G = -0,000125/0,01118 x 0,01118
rF,G = -1,0 (correlação perfeitamente negativa)

CovF,G = {[(14 -15,5) . (16 – 17,5) + (15 -15,5) . (17 – 17,5) + (16 – 15,5) . (18 – 17,5) + (17 – 15,5).(19 – 17,5)]/4}/10.000
CovF,G = 0,000125

Observe que:

Ano 1: tanto o retorno esperado de F quanto o retorno esperado de H andam no mesmo sentido (correlação positiva), isto é, ambos operam abaixo das suas respectivas médias.

Ano 2: assim como ocorreu no Ano 1, ambos os retornos esperados estão andando abaixo das respectivas médias, ou seja, andando no mesmo sentido (correlação positiva);

Ano 3: ambos os retornos esperados estão andando acima das suas respectivas médias (18% >17,5%) e (17% >15,5%), novamente, correlação positiva.

Ano 4: idem o observado no Ano 3.
rF,H = 0,000125/0,01118 x 0,01118
rF,H = 1,0 (correlação perfeitamente positiva)
Veja que o sinal do coeficiente é igual ao sinal da covariância.

4c) cálculo do retorno de cada carteira/desvio-padrão de cada carteira:

Carteira 40% de G e 60% de H
P = (0,40 x 15,5) + (0,60 x 15,5)
P = 15,5%
PG,H =0,42 x 0,000125 + 0,62 x 0,000125 + 2,0 x 0,4 x 0,6 x -0,000125
PG,H = 0,0022 x 100

PG,H = 0,22%

Média ponderada dos desvios-padrão dos ativos individuais
MP = (0,4 x 1,118) + (0,6 x 1,118)
MP = 1,118%

Percebemos que a diversificação reduziu muito o risco, pois, na carteira com dois ativos, o risco total é igual a 0,22%, enquanto a média ponderada dos desvios padrão dos títulos individuais alcançou 1,118%. O motivo para esta queda significativa do risco deve-se ao fato de estarmos diante de uma dupla de ativos que apresenta correlação perfeitamente negativa.

Carteira 60% de F e 40% de G
P = (0,60 x 17,5) + (0,40 x 15,5)
P = 16,7%
PF,G =0,62 x 0,000125 + 0,42 x 0,000125 + 2,0 x 0,6 x 0,4 x -0,000125
PF,G = 0,22%

Média ponderada dos desvios-padrão dos ativos individuais
MP = (0,6 x 1,118) + (0,4 x 1,118)
MP = 1,118%

Novamente, em função do par de ativos apresentarem um coeficiente de correlação linear igual a -1,0, percebemos uma forte redução no risco total medido pelo desvio-padrão, que passou de 1,118% para 0,22%.

Carteira 70% de F e 30% de H
P = (0,70 x 17,5) + (0,30 x 15,5)
P = 16,90%
PF,G =0,72 x 0,000125 + 0,32 x 0,000125 + 2,0 x 0,7 x 0,3 x 0,000125
PF,G = 0,01118 x 100

PF,G = 1,118%

Média ponderada dos desvios-padrão dos ativos individuais
MP = (0,7 x 1,118) + (0,3 x 1,118)
MP = 1,118%

Neste caso, para qualquer composição de carteira entre os ativos F e H, o desvio-padrão dos retornos esperados da carteira será sempre igual à média ponderada dos desvios-padrão dos retornos esperados dos títulos individuais. Assim, seria indiferente colocar o dinheiro numa carteira com apenas um ativo ou colocar o dinheiro numa carteira com dois ativos diferentes porque o risco total (medido pelo desvio-padrão) não sofreu nenhuma redução. Observe que neste par de ativos o coeficiente de correlação linear é igual a 1,0.

Logo, somente diante de pares de ativos com coeficiente de correlação linear menor do que 1,0 é que será possível ocorrer diminuição do risco total entre uma carteira com dois ativos diferentes e uma carteira com ativo individual (isolado).



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