Como dimensionar a taxa livre de risco, RF, riskfree rate?

Suponha que o investidor esteja nos EUA, para efetuar operações naquele mercado. A referência para o ativo livre de risco serão os títulos do Tesouro dos EUA. Suponha que seja feito um investimento no Treasury Bill - T-bill - uma letra do Tesouro de curto prazo, com vencimento até um ano. Se a operação for por seis meses e os Treasuries para este período for de 3,0% ao ano, a taxa livre de risco a ser operada será de 3,0%. Caso a operação fique entre 1 e 10 anos a referência será uma Nota do Tesouro. Caso a operação seja de 10 anos ou mais anos, a referência para a taxa livre de risco será uma Obrigação do Tesouro.

Segundo Damodaran (2007) a premissa para um ativo livre de risco é que o governo emissor do título não fique inadimplente, ao menos em moeda local. Em muitos países emergentes, essa premissa nem sempre pode ser vista como razoável. Em uma operação no Brasil, por exemplo, como calcular a taxa livre de risco? O autor sugere que se olhe para a classificação de crédito do Brasil junto às empresas de Rating. Como o Brasil recebeu, em 2008, o selo de investment grade pela agência classificadora Standard & Poor’s com classificação BBB (risco acima da média), devemos colocar o spread por inadimplência para títulos com esta classificação e diminuir este valor da taxa paga pelo Tesouro.

Por exemplo, suponha que para a classificação “BBB” o risco de inadimplência fosse de 1,5%. Se o Tesouro está pagando uma taxa de 11,75% ao ano, devemos fazer o seguinte cálculo: 11,75 – 1,5 = 10,25%. Esta seria a nossa referência para uma taxa livre de risco naquele momento. No caso dos títulos do Tesouro dos EUA, o risco de inadimplência é tido como sendo igual a zero.



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