4 - Classificação do beta de um ativo, ßj

Suponhamos que o beta da Petrobras seja igual a 0,7, logo, como comparar este beta? Todo beta deverá ser comparado com o beta médio de mercado, ou seja, com o beta igual a 1,0. No caso do beta 0,7, isto significa que estamos diante de um beta defensivo porque é menor que o beta médio de mercado.

Suponhamos que o beta da CBD (Companhia Brasileira de Distribuição) seja igual a 1,7, como classificar este beta? Por ser um beta maior do que o beta de risco médio, 1,0, estamos diante de um beta agressivo, mais volátil.

Agora suponhamos que o beta da Vale seja igual a 1,0, como classificar este beta? Por ser um beta igual ao beta médio de mercado, estamos diante de um beta com risco médio.

Os betas dos ativos serão sempre fixos? Não, vamos olhar para o caso do beta hipotético da Petrobras. Ele poderá ser alterado a qualquer momento e o mesmo vale para o beta da CBD e da Vale, porém, no caso do beta do ativo livre de risco, este será sempre igual a zero, assim como no caso do beta da carteira média de mercado que será sempre igual a 1,0, por definição.

Existem ativos com beta negativo? Segundo Brigham e Ehrhardt (2006), teoricamente é possível para um ativo ter um beta negativo. Nesse caso, os retornos do ativo tenderiam a aumentar quando os retornos de outros ativos caíssem. Na prática, os autores nunca viram um ativo com beta negativo. Isto não impede que um ativo em determinado período do ano ou mesmo em determinado ano possa se mover contra o mercado como um todo, embora o beta do ativo seja positivo. Como exemplo, podemos mencionar a ação da Gol (empresa de aviação civil) que, a partir de março/abril de 2007 até o final do ano de 2007, em que pese ter um beta positivo, andou o tempo todo em sentido contrário ao mercado.



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