Resumo
O aspecto mais importante
do risco é o risco total do ativo, tal como visto pelos investidores
no mercado. O modelo de risco e retorno há mais tempo em uso, e
que ainda é o padrão na maioria das análises, é
o CAPM. O risco total de um ativo pode ser medido pelo desvio-padrão
ou pela variância desse ativo.
O risco total de um ativo será igual ao risco sistemático
mais o risco não sistemático desse ativo.
O risco sistemático é aquele tipo de risco que não
pode ser eliminado pela diversificação. O risco não
sistemático é aquele tipo de risco que pode ser eliminado
pela diversificação.
Quando investimos em apenas um ativo (carteira com ativo isolado) estaremos
exposto tanto ao risco específico do ativo quanto ao risco de mercado.
Se, no entanto, expandirmos nossa carteira para que inclua outros ativos
(caderneta de poupança, fundos de renda fixa, fundos de ações,
CDBs, RDBs, ações, títulos do governo, imóveis
de renda etc.) estaremos diversificando e, ao fazê-lo, poderemos
reduzir nossa exposição ao risco específico (diversificável)
de um ativo.
O retorno esperado de um ativo com risco depende apenas do risco sistemático
desse ativo. Como o risco diversificável pode ser eliminado pela
diversificação não existe qualquer recompensa por
assumi-lo. O mercado não recompensa riscos desnecessários.
O CAPM liga o risco sistemático (não diversificável)
ao retorno para todos os ativos. A principal conclusão do CAPM
é esta: o risco relevante de um ativo individual é sua contribuição
para o risco de uma carteira bem diversificada.
A medida específica para o risco sistemático é o
coeficiente beta, ß. Ele nos diz quanto risco sistemático
determinado ativo tem em relação a um ativo médio.
Um ativo livre de risco, por definição, tem um retorno esperado
que vai ser sempre igual ao retorno realizado. Um ativo livre de risco
não contém nem risco sistemático nem risco não
sistemático.
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