Resumo
As fábricas
trouxeram a necessidade de se “criar” novo tipo de relação
com o mundo do trabalho. Passou-se a exigir um tipo de trabalhador que
se adaptasse à nova realidade. Até o surgimento da fábrica,
a produção era determinada, em grande parte, pelos ritmos
da natureza.
É com o taylorismo que se observa o primeiro estudo sistemático
do comportamento do trabalhador na fábrica, ao mesmo tempo em
que se propõe um conjunto de medidas para “ajustá-lo”
às novas necessidades. O taylorismo é, portanto, uma estratégia
patronal de gestão/organização do processo de trabalho
e, juntamente com o fordismo, integra a Organização Científica
do Trabalho.
O taylorismo tem, como principal objetivo, a eliminação
da autonomia dos produtores diretos e do tempo ocioso, para assegurar
aumentos na produtividade do trabalho. Caracteriza-se pela separação
programada da concepção/planejamento das tarefas; extinção
de qualquer iniciativa e trabalho cerebral dos operários; intensificação
da divisão do trabalho, e o controle rigoroso dos tempos e movimentos.
O taylorismo
caracteriza-se pela intensificação do trabalho pela racionalização
científica, tendo como objetivo eliminar os movimentos inúteis,
por meio da utilização de instrumentos de trabalho mais
adaptados à tarefa. O fordismo é estratégia mais
abrangente de organização da produção, que
envolve extensa mecanização, uso de máquinas-ferramentas
especializadas, linha de montagem, esteira rolante e crescente divisão
do trabalho.
No fordismo, a linha de montagem é acoplada à esteira
rolante. Com essa técnica, evita-se o deslocamento dos trabalhadores
e se mantém fluxo contínuo e progressivo das peças
e partes, permitindo a redução dos “tempos mortos”.
Ou seja, é a máquina que define o tempo e os movimentos
do corpo do operário que se adaptar ao ritmo da máquina.
Enquanto o taylorismo pode ser aplicado em firmas médias e pequenas,
o fordismo difunde-se principalmente em grandes empresas produtoras
de bens de consumo duráveis (tecnicamente mais complexos), tendo
em vista a produção de produtos padronizados, para consumo
de massa. E assim se forma a economia de escala, elemento central do
fordismo.