8 - Vantagens da Metáfora Orgânica

Morgan (2002: 84) alerta que, diante da variedade de idéias produzidas por essa metáfora, não é fácil identificar suas forças e limitações.

Vantagens:


  • o ambiente externo deve ser um dos centros de preocupação das organizações, devendo elas olhar para fora e não se isolarem nos seus assuntos internos;
  • a sobrevivência como um objetivo chave;
  • ao entendermos que as necessidades precisam ser satisfeitas, caso a organização busque sua sobrevivência, a administração pode ser aprimorada;
  • a ênfase colocada na compreensão das relações entre as organizações e seus ambientes nos leva a entender as organizações como sistemas abertos, com processos contínuos, em lugar da coleção de partes;
  • oferece uma metodologia para que as organizações alcancem relações eficazes com o ambiente, constituindo uma base sólida para os atos gerenciais;
  • a ecologia da organização nos auxiliar a ver que o futuro das organizações está vinculado ao contexto mais amplo em que estão inseridas.

São desvantagens:

• “As organizações não são organismos e seus ambientes são muito menos concretos do que a metáfora presume” – os ambientes organizacionais são produtos de idéias; portanto, suas configurações são menos resistentes que a estrutura de um organismo. Além disso, os ambientes são bem menos tangíveis do que a visão da metáfora;

• Há um exagero na concepção de “unidade funcional” e de coesão interna – a maior parte das organizações não apresenta um grau tão alto de funcionamento unificado. Também, freqüentemente, os subsistemas de uma organização são capazes de viverem separados, podendo, até mesmo, a se conflitarem;

• Há severas críticas com relação à teoria da ecologia populacional, sendo as principais: 1) essa teoria é muito determinista; 2) dá muita ênfase a escassez de recursos e à concorrência;

• Cuidado: facilmente, esta metáfora pode se tornar uma ideologia.




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