Morgan (2002:104) aponta algumas capacidades importantes que a cibernética sugere para as “organizações que aprendem”: 1) sondar e antecipar mudanças ambientais; 2) questionar, desafiar e mudar as normas vigentes; e 3) possibilitar que um padrão de organização e direção estratégico venha à tona.

  • Sondar e antecipar mudanças ambientais

É preciso desenvolver a habilidade para aceitar a mudança ambiental como uma norma. As organizações que aprendem necessitam ser capazes de identificar sinais antecipados de alerta que apontam mudanças de tendências e padrões. Também, muitas vezes, têm de criar novas formas de ver a sua área e suas atividades para desenvolver novas possibilidades. Podemos dar como exemplo a Apple Computer: sua visão de um mundo em que cada pessoa tem um microcomputador ajudou-a a redefinir a indústria do computador.

Os sistemas inteligentes capazes de aprender têm habilidades para antecipar linhas de ruptura, antecipar futuros e agir no presente de forma a concretizá-lo. Essa capacidade inclui as habilidades intuitiva, emocional e tátil.
Por essas idéias, podemos perceber que esse tipo de aprendizagem extrapola, e muito, o processamento passivo de informações das máquinas cibernéticas porque incorpora uma inteligência ativa, característica do cérebro humano. Da mesma forma que os produtos do cérebro humano, as ações de uma organização capaz de aprender mudam o ambiente no qual ela se insere.




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