A
Teoria de Münster ou Teoria Econômica
da Cooperação foi desenvolvida na Alemanha e divulgada
na América Latina a partir da década de 1970.
Os pressupostos básicos da Teoria de Münster podem ser resumidos
nos seguintes pontos:
•
cooperação econômica não exclui o interesse
pessoal nem a concorrência;
•
o associado busca satisfazer seu interesse individual por intermédio
da cooperação quando toma consciência de que a ação
isolada lhe é menos favorável;
•
cooperativa desenvolve atividades econômicas complementares às
unidades produtivas de seus sócios;
•
lealdade de grupo resulta de contrato em que estão definidas
as bases do relacionamento econômico.
Assim,
as organizações cooperativas são constituídas
pela reunião de pessoas que defendem seus interesses econômicos
individuais por meio de uma empresa que elas mantêm e administram
conjuntamente.
Ademais, o acordo de constituição da cooperativa não
implica perda de autonomia econômica das unidades individuais dos
sócios.
Isto significa que o produtor integra-se ao complexo produtivo coordenado
pela cooperativa sem que esta exerça função de gerência
nos negócios particulares do cooperado.
Portanto, o cooperativismo é plenamente compatível com o
pressuposto de livre iniciativa dos sistemas capitalistas concorrenciais.
A possibilidade de utilizar-se de serviços que adicionam valor
ao seu negócio particular impele o produtor ou consumidor a organizar-se
em sociedades cooperativas.