| Resumo
O cooperativismo tradicional
no Brasil possui deficiências estruturais como baixa taxa de retorno
dos investimentos, gigantismo e dificuldades de capitalização.
Nota-se ainda que a gestão das cooperativas é conduzida
de maneira não profissional, o que compromete o êxito dos
empreendimentos explorados. O principal motivo que dificulta a profissionalização
da gestão cooperativa é a arquitetura organizacional que
não permite adequada separação entre propriedade
e controle.
Dado que os princípios doutrinários recomendam limites ao
pagamento de juros ao capital, as cooperativas têm dificuldade de
captar os recursos necessários ao financiamento do crescimento
e da modernização tecnológica.
Como alternativa, o modelo de nova geração de cooperativas
permite alcançar a integração horizontal e vertical
da produção, de forma a racionalizar o fluxo de produção
de acordo com os sinais de mercado.
As cooperativas de nova geração superam problemas relacionados
à ação de cooperados oportunistas e à capitalização,
visto que as suas quotas-partes são negociáveis, o núcleo
dos associados é composto dos melhores produtores e as relações
cooperativas estão ancoradas em contrato formal.
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