Você pode observar que, em determinadas situações, não podemos deixar de fazer e emitir juízos de valor, mas é importante que saibamos fundamentá-los, na tentativa de torná-los consistentes.

No entanto, é preciso ter cuidado. Todo e qualquer juízo de valor que manifeste uma posição de desrespeito ou que evidencie uma postura preconceituosa em relação aos outros não deve ser usado em uma argumentação. Não importa se temos ou não o direito de ser preconceituosos. Devemos ter sempre em mente que, no caso da argumentação, juízos de valor que depreciam as pessoas e as coisas raramente são sustentáveis.

Manifestações preconceituosas, muitas vezes, pretendem demonstrar como verdade argumentos que podem ser falsos e que por isto impossibilitam o raciocínio lógico, que exige a disponibilidade e disposição para discutir, analisar ou ponderar diferentes aspectos de uma mesma questão.

Se iniciarmos uma análise utilizando conceitos preestabelecidos, não estaremos fazendo análise alguma, estaremos apenas apresentando uma conclusão particular, individual acerca do assunto, porque partimos da ideia de que já sabemos que a questão deve ser vista de determinada forma.



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