| Unidade 1 | Módulo 1 | Tela 1 |
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1 - A comunicação A comunicação está presente em todos os momentos do nosso dia a dia, nas mais diversas formas: ao conversarmos com alguém, ao enviarmos um e-mail, ao assistirmos televisão, ao acessarmos a internet. Em seu sentido original, o termo comunicação tem o significado de tornar comum, ou seja, tornar a ideia que está sendo transmitida de conhecimento de todos, passível de entendimento por todos.
A comunicação é tão presente e tão necessária à interação entre as pessoas que pode ser considerada como uma necessidade básica do homem. É por meio dela que são transmitidos padrões de vida, valores e cultura, constituindo-se, na prática, no elemento mais importante do processo de socialização humana. |
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Tela 2 |
| De forma geral, a comunicação pode ser verbal ou não verbal. A verbal
é aquela feita por meio de palavras, escritas ou orais, e a não
verbal é a que ocorre através de gestos, olhar,
tom de voz etc.
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Tela 3 |
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| 2 – A evolução da comunicação Como veremos mais adiante, os objetivos da comunicação mudaram com o passar do tempo, de acordo com as mudanças que a própria sociedade foi atravessando. Da mesma forma, podemos falar de etapas na história evolutiva da comunicação, que guardam relação com as transformações na civilização humana. McGarry classifica as etapas de evolução da comunicação da seguinte maneira:
Na etapa oral, o meio preponderante para o estabelecimento da comunicação entre as pessoas era a voz. Naquela fase,
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Tela 4 |
| As duas etapas seguintes (alfabeto e manuscrito) ocorrem de forma inter-relacionada, uma vez que, a partir da criação de alfabetos, o ser humano obteve a competência para realizar registros escritos da sua comunicação. Assim, em ambas as fases,
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Tela 5 |
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| A
tipografia
revolucionou a comunicação, permitindo uma maior difusão,
tanto em termos geográficos quanto em termos de alcance de quantidade
de pessoas. Até então, os livros eram redigidos e copiados
a mão, restritos a pequeno número de pessoas.
Com a invenção da imprensa, os livros puderam ser reproduzidos em velocidade superior e com custos menores, o que gerou outras consequências, como uniformização da ortografia, acesso de maior quantidade de pessoas à educação formal e normalização da língua, dentre outros fatores. As principais características dessa fase foram:
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Tela 6 |
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| A etapa da eletrônica pode ser assinalada pelo surgimento do computador, cujo uso começou em ambientes corporativos, com grandes mainframes (nos antigos Centros de Processamento de Dados – CPD, principalmente), e migrou para os lares, com o advento do computador pessoal (ou PC – do inglês personal computer), que passou do desktop para o notebook (e depois para o netbook e outros dispositivos ainda menores e de maior portabilidade, processo que começa a se acelerar com o uso de tablets, como o iPad, e de smartphones) – aliado à internet. As principais características dessa etapa são:
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Tela 7 |
| Cabe
ressaltar que essas etapas evolutivas da comunicação não
eram independentes (ou seja, uma terminava para outra começar), mas
sim concomitantes. Trata-se de processo dinâmico e com níveis
de desenvolvimento que variam de acordo com uma série de fatores
– sociais, políticos, econômicos, culturais, educacionais
etc. Um exemplo: mesmo hoje, a tradição oral está presente
em pequenas tribos ou clãs, em diversos lugares, enquanto alguns
países utilizam a comunicação eletrônica de forma
intensa.
Para ilustrar de forma bastante sintética o que vimos sobre as diferentes etapas evolutivas da comunicação, que tal assistir ao vídeo a seguir? |
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Tela 8 |
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| 3
- Objetivos da comunicação Assim como a comunicação passou por diversas fases evolutivas, os objetivos com os quais as pessoas se comunicam também se modificaram, com o passar do tempo. Segundo Berlo, um dos primeiros registros sobre objetivo da comunicação remonta a Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.), que estabelecia, em sua época, que a meta principal do estudo da retórica (comunicação) era a persuasão, a tentativa de levar outras pessoas a adotarem o ponto de vista de quem fala. Essa ideia prevaleceu até fins do século XVIII, quando os conceitos defendidos pela Psicologia das faculdades passaram a prevalecer. Para os estudiosos dessa escola, haveria não apenas um, mas três objetivos da comunicação, que são assim definidos por Beltrão e Quirino: |
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Tela 9 |
A proposta de três objetivos para a comunicação é hoje criticada devido aos seguintes fatores:
Nesse sentido, deve o emissor levantar as seguintes questões:
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Tela 10 |
| 4 - Os elementos da comunicação Ao final do estudo dos objetivos da comunicação, percebemos o uso de termos novos até então, como emissor e receptor. Mas... o que significam essas palavras? Qual a sua importância?
Emissor e receptor são alguns dos elementos que caracterizam o processo de comunicação, que é um conjunto de acontecimentos ligados à troca de mensagens entre o remetente e o destinatário - e que estudaremos detalhadamente mais adiante. Para facilitar a compreensão, vamos analisá-los um a um. |
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Tela 11 |
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| 4.1 - O emissor (ou codificador ou comunicador)
Beltrão vê o comunicador (emissor) como o elemento que toma a iniciativa de provocar em outros "a saída da inércia para a ação intercomunicativa", ou seja, é o elemento que decide se comunicar. Essa iniciativa surge do anseio ou da expectativa de adquirir impressões e experiências do outro, ou de transmitir-lhe, por sua vez, as suas. O autor sugere que o emissor coloca em prática as seguintes ações durante o processo comunicacional: |
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Tela 12 |
| 4.2 - O receptor (ou decodificador)
Assim como vimos em relação à codificação, no início do processo, agora ocorre a decodificação.
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| No processo de decodificação, existem duas condições essenciais para que haja sintonia com o comunicador: 1ª -
que a mensagem prenda a sua atenção. Se essas condições não se concretizam, conjuntamente ou em separado, a compreensão da mensagem e o seu retorno ao comunicador ficam prejudicados. Despertado seu interesse ou capturada sua atenção, o receptor exerce, no processo de comunicação, três funções básicas: Tema recorrente na análise dos principais pontos relacionados ao emissor e ao receptor é a mensagem – próximo tópico do nosso estudo. |
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Tela 14 |
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4.3 - A mensagem
Trata-se de elemento central no processo comunicacional, uma vez que consiste do próprio objeto da comunicação – ou seja, é o elemento que efetivamente “carrega” a ideia que o emissor deseja transmitir e que, ao final, será decodificado pelo receptor. Berlo enumera três aspectos essenciais na estruturação da mensagem:
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Tela 15 |
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Quanto à elaboração da mensagem (de caráter subjetivo), Beltrão classifica a comunicação humana em: Tanto a comunicação sensorial quanto a racional apresentam as seguintes categorias relacionadas ao conteúdo da mensagem (de caráter objetivo), de acordo com esse autor: |
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Tela 16 |
| 4.4
- O canal
A palavra canal, hoje largamente utilizada em comunicação humana, significa, segundo Beltrão, "o instrumento, natural ou artificial, mediante o qual se emitem e recebem as mensagens". De acordo com Angeloni “é o meio ou veículo pelo qual o emissor e o receptor são ligados e que possibilita à mensagem circular”.
A escolha do canal é fator fundamental para o sucesso da comunicação. De acordo com Schuler, o meio, o canal físico para veicular a mensagem, representa papel determinante no processo de comunicação. Ele é que possibilita que a mensagem chegue ao receptor-alvo no momento oportuno, com a intensidade e frequência desejadas. Existem canais naturais (como vimos, a boca, os ouvidos, a visão etc.) e artificiais, que consistem daqueles meios criados pelo ser humano (como e-mail, telefone etc.). Via de regra, quanto mais canais são utilizados no processo comunicacional, mais completa será a emissão/captação da mensagem. Vejamos um exemplo, para ilustrar melhor: uma palestra. Nela, o palestrante ilustra a sua explanação com mensagem verbal (voz), com gesticulação adequada (movimentos corporais), utilizando painéis, recursos multimídia, dentre outros elementos visuais e sonoros. O público, por sua vez, utiliza-se de seus canais receptores, captando os sons (sistema auditivo), as imagens (visão) e dando suas respostas: intervém expressando-se por meio da fala e de gestos, elaborando perguntas, ponderações etc. |
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Tela 17 |
| Resumo
Em seu sentido original, o termo comunicação tem o significado de tornar comum, ou seja, tornar aquela ideia que está sendo transmitida de conhecimento de todos, passível de entendimento pelas pessoas. A comunicação é tão presente e tão necessária à interação entre as pessoas que pode ser considerada como uma necessidade básica do homem. É por meio dela que são transmitidos padrões de vida, valores e cultura, constituindo-se, na prática, no elemento mais importante do processo de socialização humana. De forma geral, a comunicação pode ser verbal
ou não verbal. A verbal
é aquela feita por meio de palavras, escritas ou orais, e a não
verbal é a que ocorre através de gestos,
olhar, tom de voz etc. Até o final do século XVIII, o objetivo principal da comunicação era a persuasão. A partir de então, os objetivos da comunicação passaram a ser: informar, persuadir e divertir. Atualmente, a comunicação tem por objetivo influenciar com intenção. Busca alterar as relações originais entre o emissor e o ambiente em que ele está inserido. O objetivo da comunicação possui as seguintes dimensões:
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Tela 18 |
São elementos do processo de comunicação: o emissor, o receptor, a mensagem e o canal.
Ações: idealização da mensagem, codificação da mensagem, envio da mensagem e expectativa da reação.
Condições essenciais para estabelecimento de sintonia com o comunicador: que a mensagem prenda a sua atenção; que a mensagem desperte o seu interesse. Suas funções: captação da mensagem, decodificação da mensagem e reação à mensagem.
Três aspectos essenciais, de acordo com Berlo: código, conteúdo e tratamento.
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| Unidade 1 | Módulo 2 | Tela 19 |
| 1 - O processo de comunicação É por meio do processo de comunicação que trocamos experiências, informações e opiniões. Como vimos anteriormente, o processo de comunicação é um conjunto de acontecimentos ligados à troca de mensagens entre o remetente (emissor) e o destinatário (receptor). Aristóteles, em sua obra “Retórica”, foi o primeiro a ressaltar que se devem observar três elementos na comunicação: quem fala, o discurso que ela faz e a pessoa que ouve. A rigor, embora mais complexos, os modelos atuais que descrevem o processo comunicacional estão muito próximos dessa observação, pois consideram sempre três elementos fundamentais: a) quem fala;
Com o tempo, vários modelos surgiram para representar os fluxos do processo de comunicação. Um dos primeiros foi o modelo linear de Laswell, publicado em 1948, que considerou a comunicação como:
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Tela 20 |
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| O autor tinha como premissa a intencionalidade da comunicação, com o efeito (finalidade) de procurar influenciar o comportamento das demais pessoas por meio da transmissão de mensagens. Esse efeito deveria ser passível de avaliação, observável. Segundo Laswell, ainda, a iniciativa do processo comunicacional seria sempre do emissor (o agente ativo), e os efeitos ocorreriam apenas junto ao receptor (o polo passivo) – portanto, as duas “extremidades” do processo estariam isoladas entre si. Críticas ao modelo de Laswell abrangem o excesso de linearidade, numa ótica mecanicista e que não levava em conta fatores sociais ou o dinamismo na troca de papéis entre emissor e receptor em um processo comunicacional. Outro modelo de grande repercussão, que influencia a forma como o processo de comunicação é interpretado até hoje, foi o de Shannon e Weaver, divulgado na obra “A Teoria Matemática da Comunicação”, publicada em 1949. Shannon era matemático e Weaver, engenheiro. Ambos trabalhavam na companhia telefônica norte-americana Bell e seu modelo era originalmente focado na comunicação eletrônica. No entanto, sua facilidade de interpretação e funcionalidade levaram os estudiosos da época a utilizá-lo para analisar a comunicação humana.
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Tela 21 |
O
esquema proposto pelos autores pode ser assim analisado:
Modelo
de Shannon e Weaver |
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Tela 22 |
Vamos pensar num exemplo prático?
Você percebe o uso de termos próximos à eletrônica, como sinal e ruído, não? Pois é... Esse caráter tecnicista, linear e não dinâmico do processo foram algumas das críticas feitas ao modelo. |
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Tela 23 |
| O caráter estático do diagrama de Shannon e Weaver seria minimizado com o surgimento de outro modelo: o de Wilbur Schramm que, em 1954, após tentativas de esquematização, chegou a uma nova proposição, na qual comunicador (fonte) e transmissor são um único elemento e destinatário e receptor, outro. Mas o grande diferencial em relação ao modelo daqueles autores era a questão da retroação (ou retroalimentação ou feedback) no processo.
Com isso, em determinados momentos, o emissor faria a codificação da mensagem e, em outros, a decodificação (e o receptor, vice-versa), mas ambos cumpririam os dois papéis, em um movimento sem fim, num processo permanente de retroalimentação – segundo Schramm, o ato comunicativo era interminável. |
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Tela 24 |
Esse processo é explicado assim por Rüdiger: “os homens estão constantemente se comunicando, recebendo e transmitindo mensagens, de modo que não faz sentido pensar que o processo tenha início e fim predeterminados (...). A comunicação é sempre realimentada, na medida em que o comunicador conduz suas ações em referência às respostas do receptor, monitorando as reações do destinatário e assumindo o papel de receptor, no contexto ou no momento do processo que podemos chamar de feedback da comunicação”. Modelo de Schramm
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Tela 25 |
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| Característica
comum a esses modelos pioneiros era o foco no processo da comunicação
em si – o percurso da mensagem, os elementos envolvidos, a existência
de feedback ou não, e assim por diante. Com o passar dos anos, novos
modelos foram criados, procurando dar conta de dimensões não
atendidas por aqueles.
Assim, de acordo com a ótica das características da ciência ou do campo de estudos do autor que analisava a comunicação, foram criadas novas abordagens para o processo comunicacional, como, entre outros: Independentemente do modelo, os seus elementos (emissor, canal, receptor etc.) costumam ser comuns. Cabe analisar, agora, os efeitos deles sobre a comunicação. |
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Tela 26 |
| 2
– Efeitos da comunicação
Quando o emissor deseja comunicar-se, deverá ter em mente que sua mensagem poderá ser recebida por um receptor pretendido (intencional) ou por um receptor não pretendido. Neste caso, uma pessoa, por algum motivo, decodifica a mensagem e, muitas vezes, emite uma resposta ao emissor, sem que este tivesse a intenção de dirigir-lhe a mensagem. Esse tipo de acontecimento é denominado efeito da comunicação. Vamos estudar alguns deles, como a efetividade e a fidelidade, o ruído e a redundância.
Todo comportamento de comunicação tem o objetivo, a meta de produzir certa reação. Assim, a comunicação será positiva e efetiva quando o emissor exprimir seus objetivos em termos de respostas específicas por parte de seu receptor. Idealmente, em um processo de comunicação, o emissor deseja que o seu objetivo inicial seja alcançado. Quando isso ocorre, diz-se que existe fidelidade na comunicação: há um codificador que expressa perfeitamente o que a fonte quer dizer e um decodificador que traduz a mensagem para o receptor com total exatidão. |
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| Diversos
são os fatores de efetividade e a fidelidade do processo de comunicação,
sendo relacionados a fonte e receptor, canal e mensagem.
a) Fonte e receptor – existem quatro fatores, relacionados à fonte e ao receptor, que podem aumentar a fidelidade do processo de comunicação:
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b) Mensagem - afetam a fidelidade da comunicação, os elementos e a estrutura do:
c) Canal: o emissor deve selecionar o melhor canal para que sua mensagem chegue ao seu destinatário e seja perfeitamente decodificado. Essa seleção deve considerar:
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Tela 29 |
2.2 - Ruído Mas nem sempre o processo de comunicação apresenta efetividade e fidelidade, não é mesmo? Quando esses elementos não tiverem sido presentes, é sinal de que houve ruído no processo. Assim, torna-se importante analisar os fatores que geram os ruídos e a efetividade no processo comunicativo.
O ruído pode originar-se:
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Tela 30 |
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2.3 - Redundâncias Com o objetivo
de combater os ruídos na transmissão das mensagens faladas
ou escritas, a língua dispõe de mecanismos paliativos
- as redundâncias. Elas são necessárias
à clareza e à inteligibilidade das mensagens.
A redundância poderá ser manifestada de diversas formas:
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3 - A classificação da comunicação A comunicação nem sempre é diálogo, com resposta imediata, na mesma modalidade ou mesmo instrumento – como vimos anteriormente. Ela ocorre devido à existência do emissor e do receptor, que podem assumir tipos diversos. O emissor pode ser um determinado indivíduo, grupo, organismo ou instituição. O receptor pode ser um indivíduo (com reação pessoal), uma figura institucionalizada (com reação que represente interesse de grupo; exemplo: empresa, governo etc.) ou massa de receptores, também denominada audiência (com reação que, muitas vezes, poderá ser avaliada). Essas peculiaridades permitem diversas formas de classificação para a comunicação, como a de Beltrão (1982), que analisa a comunicação realizada entre pessoas, a interpessoal, e a que faz isso considerando uma instituição (ou organização) como um dos elementos (emissor ou receptor) desse processo, a institucional. |
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Tela 32 |
3.1- Comunicação interpessoal
O emissor entra em contato pessoal com o receptor, por meio de um laço físico e de um sistema simbólico de linguagem. Nesse caso, o emissor recebe uma resposta imediata do receptor, quase sempre na mesma modalidade empregada na emissão. A comunicação interpessoal também pode ser:
De acordo com a maneira de transmissão, a comunicação interpessoal classifica-se em:
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Tela 33 |
3.2 - Comunicação institucional
No entanto, mesmo quando não há contato direto, a reação existe e pode ser individual ou grupal. Em geral, ocorre por modalidades e canais diversos daqueles utilizados pelo comunicador. Em relação ao destinatário, a comunicação institucional é classificada, de acordo com Beltrão, em:
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Tela 34 |
Vistas essas classificações, vamos conhecer e analisar com maior profundidade uma das mais importantes dentre elas: a comunicação de massa. Mas, antes disso, vamos fazer um teste de conhecimento dinâmico e divertido? Preencha as palavras cruzadas abaixo, que tratam de alguns dos pontos mais importantes deste módulo. Boa aprendizagem! Clique sobre o campo que deseja preencher.
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Tela 35 |
| Resumo O processo de comunicação é um conjunto de acontecimentos ligados à troca de mensagens entre um remetente e um destinatário. Os três elementos básicos do processo de comunicação são: quem fala, o que fala e quem ouve. Com o passar do tempo, diversos modelos foram criados por estudiosos para representar a forma como ocorre o processo de comunicação. Os pioneiros foram os modelos de Laswell, de Shannon e Weaver e de Schramm – que agregou o elemento feedback a esse processo. Existe fidelidade na comunicação quando há um codificador que expressa perfeitamente o que a fonte quer dizer e um decodificador que traduz a mensagem para o receptor com total exatidão. Fatores que determinam a efetividade e a fidelidade do processo de comunicação: Fatores da Fonte e do Receptor a) suas habilidades
comunicadoras; Fatores da Mensagem a) código;
Os Fatores do Canal a) tipo;
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Tela 36 |
| Ruído corresponde a tudo o que afeta, em graus diversos, a transmissão da mensagem. São obstáculos que impossibilitam ou alteram o sentido da comunicação, reduzindo a sua fidelidade. O ruído
pode originar-se: Para combater os ruídos na transmissão das mensagens faladas ou escritas, a língua dispõe de mecanismos paliativos – as redundâncias. Elas são necessárias à clareza e à inteligibilidade das mensagens. Redundante é todo elemento da mensagem que não traz nenhuma informação nova. É utilizado para reforçar ou enfatizar o objetivo da mensagem. A redundância poderá ser manifestada de diversas formas: sintáticas, gestuais ou tonais. O emissor pode ser um indivíduo específico, pode representar um grupo, organismo ou instituição. Já o receptor poderá ser um indivíduo, uma figura institucionalizada e uma massa de receptores, também denominada de audiência. Existem diversas
maneiras de se classificar a comunicação. Dentre elas, a
que prevê a existência da comunicação interpessoal
e da institucional. |
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| Unidade 1 | Módulo 3 | Tela 37 |
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| 1 - A comunicação de massa Embora a comunicação de massa tenha dado os primeiros passos com o advento da imprensa (século XV), chegando a ser expressiva no século XVIII, somente no século XX, com os meios eletrônicos – rádio, TV – promoveu a revolução de, simultaneamente, transmitir eventos de qualquer distância para lugares distantes. Assim, segundo Beltrão e Quirino:
O rádio permitiu que se partisse da linguagem gráfica – pouco acessível por causa dos níveis de analfabetismo – para a comunicação sonora e simultânea, em linguagem totalmente apreensível. A TV uniu as virtudes do rádio à imagem com movimento e a cenas reais. Mas essas transformações não ocorreram de forma linear ou simples. Desde o início do século passado, muitas análises foram feitas sobre a comunicação de massa e a determinadas características da sociedade da época até chegar-se ao estágio atual. |
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Tela 38 |
| 2 – A sociedade de massa As mudanças ocorridas na passagem do século XIX para o XX, tais como o aumento acelerado da urbanização, com deslocamento de grandes contingentes de pessoas do campo para as cidades, e a intensificação do processo de industrialização, com o aumento da produção e da comercialização de produtos manufaturados, levaram estudiosos a cunharem o termo sociedade de massa. A teoria da sociedade de massa pressupunha uma massa maleável de pessoas em que pequenos agrupamentos, vida comunitária e identidade étnica são substituídos por relações despersonalizadas em escala de sociedade.
Essa concepção de sociedade acarretou uma crítica generalizada da vida moderna. Os críticos da sociedade de massa formularam numerosas proposições, que giravam em torno de uma despersonalização das relações humanas, da fragmentação do trabalho, da dissolução dos vínculos familiares e comunitários, fatores que apontariam para a decadência social. |
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Tela 39 |
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| Os meios de comunicação da época, como jornais, tiveram de crescer em ritmo industrial, para darem conta do aumento da demanda. Em paralelo, o rádio e o cinema começavam a se popularizar – e, para os críticos da sociedade de massa, constituíam-se nos instrumentos de exercício do poder, de manipulação da massa. Surgiam, assim, os meios de comunicação de massa, de onde provém o termo mídia (em função do original em inglês, mass media).
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Tela 40 |
Com isso, da mesma forma que ocorreu em termos de criação de modelos para buscar explicar o processo de comunicação, diversos estudiosos começaram a propor teorias e hipóteses para avaliar a natureza e as características da comunicação de massa – sistematizadas por DeFleur e Ball-Rockeach em três dimensões:
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Tela 41 |
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| A partir desses questionamentos, hipóteses e teorias foram desenvolvidas. Uma das pioneiras, surgida na primeira metade do século passado, foi a Teoria Hipodérmica (ou da Bala Mágica ou da Correia de Transmissão).
De acordo com esse modelo, os meios de comunicação seriam onipotentes, atingindo indivíduos, considerados seres indiferenciados e passivos, que estariam expostos diretamente aos estímulos da mídia, que seriam capazes de moldar a opinião pública e inclinar as massas para qualquer ponto de vista desejado pelo comunicador. |
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Tela 42 |
| A partir de estudos iniciados na década de 40, Lazarsfeld e Katz propõem, em 1955, a hipótese do “fluxo de comunicação em duas etapas” (two-step flow of communication), segundo a qual o processo de comunicação se daria em dois níveis (ou etapas):
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Tela 43 |
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| O principal mérito dessa hipótese é o destaque dado aos efeitos indiretos da comunicação (diferentemente da Teoria Hipodérmica), na forma da influência das relações interpessoais sobre o seu fluxo.
Já nos anos 70, o mesmo Katz e outros estudiosos, como Blumler e Elliott, desenvolvem análises a partir de uma corrente de estudos denominada dos Usos e Gratificações. Por meio delas, a questão central passa a ser uso que as pessoas fazem do meio – e não mais o que os meios fazem ou que influência exercem sobre as pessoas. Surge a ideia de uma “leitura negociada”, na qual o receptor passa a ser visto como um agente capaz de praticar processos de interpretação e satisfação de suas próprias necessidades – ou seja, utilizar-se dos meios e obter gratificações por intermédio deles. Esses e outros
modelos (como o agenda setting – conhecida em português
como Teoria
dos Efeitos a Longo Prazo – e a Teoria
dos Efeitos Limitados, por exemplo) constituíram a Escola Norte-Americana
de estudos sobre a comunicação de massa. |
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Tela 44 |
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| Outra abordagem importante foi a da >Escola de Frankfurt, cuja primeira geração desenvolveu a maior parte de seus estudos centrais nas décadas de 30 e 40 do século passado. Partindo das ideias apresentadas por grandes pensadores do século XIX, como Marx, Freud e Nietzsche, os frankfurtianos (que contavam com expoentes como Theodor Adorno, Max Horkheimer, Walter Benjamin e Herbert Marcuse) elaboraram análise crítica sobre a sociedade da época e quanto aos efeitos que os meios de comunicação geravam sobre as pessoas. Adorno e Horkheimer, na obra “Dialética do Esclarecimento”, sugeriam a existência de uma indústria cultural, conceito segundo o qual estaria havendo, à época, um processo de transformação da cultura em mercadoria, levada a cabo por meio de um processo de subordinação da consciência à racionalidade capitalista.
Por meio dela, a produção artística e intelectual passava a se orientar em função de sua possibilidade de consumo no mercado, “permitindo o surgimento da ideia de que o que somos depende dos bens que podemos comprar e dos modelos de conduta veiculados pelos meios de comunicação”. A partir da segunda metade do século, surgiram importantes escolas de análise dos meios de comunicação de massa, como os Estudos Culturais e a abordagem latino-americana, dentre outras. Vistas as principais teorias e conhecidas as principais escolas que, durante o século XX, procuraram analisar os efeitos da mídia sobre as pessoas, no âmbito da sociedade de sua época, é momento para tomarmos contato, com um pouco mais de detalhamento, sobre as características da comunicação de massa. |
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Tela 45 |
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| 3 - Características e funções da comunicação de massa As principais características da comunicação de massa são:
Com isso,
as mensagens só são emitidas quando adequadas ao fim a que
se propõem. |
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Tela 46 |
| Como se pode perceber, as características da comunicação de massa diferem bastante das relativas à comunicação interpessoal. Um exemplo é o que se mencionou, anteriormente, quanto à predominância da unilateralidade do fluxo da mensagem, no caso da comunicação de massa. Em relação à comunicação interpessoal, o fluxo da mensagem tende a ser bilateral (pois há interação, troca entre emissor e receptor nesse tipo de comunicação). Outro fator é quanto ao montante de feedback (retroalimentação) disponível: enquanto, na comunicação de massa, é baixo, na comunicação interpessoal é alto. Abaixo, veja um quadro comparativo entre alguns fatores relacionados aos canais interpessoais e aos canais de comunicação de massa.
Fonte: Everett M. Rogers – "Mass media and interpersonal communication", in Handbook of communication. Chicago, Rand McNally, 1983. (com adaptações) |
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Tela 47 |
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| Além dessas características, a comunicação de massa exerce funções diversas, assim classificadas por Beltrão e Quirino:
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Tela 48 |
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| 4 - Efeitos da comunicação de massa Há
consenso de que a comunicação de massa produz consequências
sobre três campos distintos de ação: cognitivo,
afetivo (ou emocional) e comportamental. Existem cinco tipos de efeitos cognitivos:
b) Afetivo Refere-se às reações emocionais e sentimentos. Estados de medo, ansiedade, disposição de ânimo ou alienação podem ser afetados pela informação veiculada. c) Comportamental No domínio
do comportamento, a comunicação de massa atua por meio da
ativação (iniciando um novo comportamento) e da desativação
(cessando antigos comportamentos). As duas hipóteses podem ocorrer
em função de informações recebidas. |
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Tela 49 |
| 5 – A difusão e as mudanças nos meios de comunicação Como vimos, a difusão (entendida como a transmissão de mensagens à sociedade) é o grande diferencial da comunicação de massa. A difusão pode ser:
Os meios de comunicação, como difusores de inovações técnicas e científicas de princípios sociais e ideológicos, de cultura informal e formal, demonstram sua dimensão positiva. Anteriormente, até o século XIX, muitos anos eram consumidos em qualquer processo de difusão de novas ideias, de novas técnicas ou de novos procedimentos legais, sociais etc. Com o advento dos meios de comunicação de massa, esse tempo foi enormemente reduzido, sem prejuízo da clareza das informações. É
na difusão ideológica, política e de consumo que
o poder da comunicação de massa é severamente criticado.
Muitos imaginam, como vimos anteriormente, que os veículos de comunicação
eram utilizados para manipular a sociedade, que seria composta por uma
massa de pessoas passivas e desprovidas de vontade própria. |
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| Na realidade, as modernas teorias de marketing contrariam tal premissa, ao afirmarem que qualquer mensagem dirigida a determinado público, se não estiver dentro das expectativas explícitas ou potenciais desse público, não será captada, nem considerada.
Essa abordagem do marketing estava alinhada a outras, que questionavam o caráter massivo dos meios de comunicação, ou melhor, a repensar essa característica. Nos estudos de comunicação de massa, a grande ênfase está no emissor, ignorando-se a participação do receptor ou reduzindo seu papel no processo comunicacional. Mudanças ocorridas nos meios de comunicação ajudaram a aumentar os questionamentos. Um exemplo é a televisão: a partir dos anos 70 do século passado, começou a surgir a TV por assinatura. A possibilidade de o receptor escolher os canais ou um pacote de canais dentre outros começou a demonstrar que o receptor não era um elemento passivo – mesmo que suas opções de escolha fossem restritas a optar entre canais pré-definidos pela empresa de televisão a cabo. Ao analisar
as diferenças relacionadas à televisão, Wolton constata
que "a mesma mensagem dirigida a todo mundo não é
recebida da mesma maneira por todos". Justamente porque os espectadores,
independentemente de sua capacidade crítica, não vivem da
mesma maneira. As diferenças de contexto têm uma influência
sobre a recepção dos produtos. E a questão clássica
é menos saber o que as mídias fazem com o público
do que o público faz com as mídias”. Saiba
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| 6 – A internet Em meados
da década de 90 do século passado, foi lançada, em
caráter comercial, a internet. Surgida no final dos anos 60 como
uma rede de computadores vinculada ao Departamento de Defesa dos Estados
Unidos (a Arpanet),
passou a ser interligada a outras, normalmente ligadas a universidades
e departamentos de pesquisa, até chegar ao grande público
naquela época.
A letra a indica a típica comunicação entre dois pontos, havendo um emissor e um receptor. Pode ser ilustrada pelo envio de uma mensagem por e-mail para um destinatário único. A letra b demonstra uma emissão de um para muitos, típica da comunicação de massa, que pode ser exemplificada por uma rádio, um jornal ou uma revista on-line. A letra c mostra diversos emissores enviando uma mensagem para um receptor, caso que ocorre quando as pessoas enviam e-mails para o serviço de atendimento ao consumidor no site de uma empresa, por exemplo. A letra d
ilustra a troca de mensagens entre emissores e receptores em número
indeterminado, de forma dinâmica. Poderíamos pensar em redes
sociais, como o Orkut e o Facebook, para evidenciar esse tipo de fluxo
comunicacional. |
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| As diversas formas que o processo de comunicação pode assumir na internet fazem com que o próprio conceito de comunicação de massa, aplicado a esse meio, seja repensado, pois se trata de uma mídia que abrange diversas formas, desde a comunicação interpessoal (como vimos na letra a, acima) até a difusão típica de uma mídia de massa (como na letra b). Assim, segundo Castells, com a “internet, uma nova forma de comunicação interativa emergiu, caracterizada pela capacidade de envio de mensagens de muitos para muitos, em tempo real ou a qualquer tempo, e com possibilidade de uso de comunicação ponto a ponto, para uma audiência específica ou difusa, dependendo do propósito ou das características da prática de comunicação pretendida”. Agora que vimos um pouco sobre a criação da internet e de como ocorrem os fluxos de comunicação nela, que tal assistir ao vídeo abaixo, que trata do surgimento da internet no Brasil?
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| 7 – A sociedade em rede Manuel Castells associa o surgimento da internet a um novo momento social, posterior à sociedade de massa, no qual três processos independentes se uniram, inaugurando uma nova estrutura social predominantemente baseada em redes:
A
essa “nova ordem” social o autor denominou sociedade em rede,
na qual a ideia de aldeia
global de McLuhan tornou-se realidade. Nesse novo contexto, a comunicação
realizada por meio de redes de computadores – e, mais especificamente,
pela internet (a “rede das redes”) – não é
mais “apenas” de massa. |
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| Assim, surge uma nova forma de comunicação, baseada na internet e típica da sociedade em rede, com potencial para combinar características típicas da comunicação de massa, como a possibilidade de atingir uma audiência global (por exemplo, através da postagem de um vídeo no YouTube, mensagens enviadas por e-mail para grandes quantidades de pessoas etc.), com as da comunicação interpessoal (e-mail enviado para um único destinatário). Além disso, o conteúdo pode ser gerado tanto por instituições (elemento inerente à comunicação de massa) quanto ser gerado e difundido pelas próprias pessoas, horizontalmente (o que Castells denomina “autocomunicação de massa”). Outro elemento
predominante na sociedade em rede é a convergência
tecnológica das mídias. Assim, têm-se rádios
e transmissões de TV ocorrendo tanto em aparelhos próprios
quanto na internet; livros, revistas e jornais lidos tanto em mídia
impressa (papel) quanto em meios digitais, na web ou em tablets,
como o iPad; internet sendo acessadas em aparelhos de TV, enfim, uma série
de possibilidades que começam a surgir cada vez com maior intensidade. |
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Tela 55 |
| Alguns autores resumem o cenário de convergência da seguinte maneira:
Mais
do que nunca, vemos o grassar de novas formas de comunicação,
num novo tipo de sociedade: a sociedade em rede. |
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Tela 56 |
| Resumo Embora a comunicação de massa tenha dado os primeiros passos com o advento da imprensa (século XV), chegando a ser expressiva no século XVIII, somente no século XX, com os meios eletrônicos - rádio, TV - promoveu a revolução de, simultaneamente, transmitir eventos de qualquer distância para lugares distantes. O rádio permitiu que se partisse da linguagem gráfica - pouco acessível por causa dos níveis de analfabetismo - para a comunicação sonora e simultânea, em linguagem totalmente apreensível. A TV uniu as virtudes do rádio à imagem com movimento e a cenas reais. Assim, podem-se definir os meios de comunicação de massa como "os instrumentos ou aparelhos técnicos mediante os quais se difundem mensagens - pública, direta e unilateralmente - a um público disperso", denominado audiência. A partir dos questionamentos surgidos com relação à sociedade de massa, no século XX, hipóteses e teorias foram desenvolvidas. Uma das pioneiras, surgida na primeira metade do século passado, foi a Teoria Hipodérmica (ou da Bala Mágica ou da Correia de Transmissão). Outras foram
a corrente dos Usos e Gratificações, bem como a do agenda
setting - conhecida em português como Teoria dos Efeitos a
Longo Prazo - e a Teoria dos Efeitos Limitados, todas fazendo parte da
Escola Norte-Americana. Em relação a outros movimentos,
vale ressaltar as pesquisas realizadas pela Escola de Frankfurt, que cunhou
o termo indústria cultural. |
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Tela 57 |
| As principais características da comunicação de massa são:
Diferença entre canais de massa e interpessoais:
Além dessas características, a comunicação de massa exerce funções diversas, assim classificadas por Beltrão e Quirino:
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Tela 58 |
| A difusão, aqui entendida como a transmissão de mensagens à sociedade, é o grande diferencial da comunicação de massa. Ela pode ser genérica (quando é transmitida para todos, de forma indistinta) ou seletiva (quando procura ser segmentada e atingir parcelas específicas de público). Efeitos Há
consenso de que a comunicação de massa produz seus efeitos
sob três âmbitos: Cognitivo, Afetivo (ou emocional) e Comportamental.
Afetivo - Refere-se às reações emocionais e sentimentos. Estados de medo, ansiedade, disposição de ânimo ou alienação podem ser afetados pela informação veiculada. Comportamental - No domínio do comportamento, a comunicação de massa atua através da Ativação (iniciando um novo comportamento) e da Desativação (cessando antigos comportamentos). As duas hipóteses podem ocorrer em função de informações recebidas. Em meados
da década de 90 do século passado, foi lançada, em
caráter comercial, a internet. Surgida no final dos anos 60 como
uma rede de computadores vinculada ao Departamento de Defesa dos Estados
Unidos (a Arpanet), passou a ser interligada a outras, normalmente ligadas
a universidades e departamentos de pesquisa, até chegar ao grande
público naquela época. |
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Tela 59 |
| Stasiak e Barrichello apresentam os seguintes tipos de fluxos na internet: a típica comunicação entre dois pontos, havendo um emissor e um receptor; a emissão de um para muitos, típica da comunicação de massa; diversos emissores enviando uma mensagem para um receptor; e a troca de mensagens entre emissores e receptores em número indeterminado, de forma dinâmica. Manuel Castells associa o surgimento da internet a um novo momento social, posterior à sociedade de massa. A essa "nova ordem" social o autor denominou sociedade em rede, na qual a ideia de aldeia global de McLuhan tornou-se realidade. Nesse novo contexto, a comunicação realizada por meio de redes de computadores � e, mais especificamente, pela internet (a "rede das redes") � não é mais "apenas" de massa. Assim, surge uma nova forma de comunicação, baseada na internet e típica da sociedade em rede, com potencial para combinar características típicas da comunicação de massa com as da comunicação interpessoal (e-mail enviado para um único destinatário). Além disso, o conteúdo pode ser gerado tanto por instituições (elemento inerente à comunicação de massa) quanto ser gerado e difundido pelas próprias pessoas, horizontalmente (no que Castells denomina "autocomunicação de massa"). Outro elemento predominante na sociedade em rede é a convergência tecnológica das mídias. Assim, têm-se rádios e transmissões de TV ocorrendo tanto em aparelhos próprios quanto na internet; livros, revistas e jornais lidos tanto em mídia impressa (papel) quanto em meios digitais, na web ou em tablets, como o iPad; internet sendo acessadas em aparelhos de TV, enfim, uma série de possibilidades que começam a surgir cada vez com maior intensidade. Essa convergência
é acompanhada pela miniaturização e mobilidade dos
dispositivos tecnológicos, viabilizada pelo aumento da largura
de banda de acesso à internet, e distribuída principalmente
por meio de telefones celulares do tipo smartphones, como o iPhone
e o BlackBerry. Com isso, o telefone, anteriormente um simples aparelho
para a comunicação falada entre as pessoas, permite, hoje,
o envio de mensagens, o acesso à internet, ouvir música,
assistir vídeos etc. |
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| Unidade 1 | Módulo 4 | Tela 60 |
| 1 – Comunicação sob a ótica de teorias administrativas A comunicação é elemento fundamental no contexto das organizações, pois é por meio dela que a conversa entre as pessoas se estabelece, as orientações são repassadas, o planejamento é feito, enfim: ao pensar no dia a dia nas empresas em que trabalhamos, todas as atividades são perpassadas pelo elemento comunicativo.
Mesmo sendo
aspecto central ao funcionamento das organizações, a comunicação
não costumou ter um papel central, mas sim acessório, sob
a ótica de análise das diversas escolas e campos de estudo
que compõem as teorias administrativas. |
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Tela 61 |
| Alguns estudiosos, contudo, procuraram traçar paralelos entre a comunicação e essas teorias, de forma a desvendar como o tema era abordado de acordo com elas. Nesses estudos, os autores não pretenderam analisar todas as teorias administrativas, mas selecionar algumas delas e correlacioná-las com aspectos inerentes ao processo comunicacional, agrupando diferentes teorias em correntes, de forma a sintetizar e facilitar a análise da comunicação sob esses pontos de vista. Alguns autores – como Angeloni e Angeloni e Fernandes – analisam a comunicação sob a ótica de teorias da administração começando pelos autores clássicos até chegar aos dias atuais. Para isso, agrupam o trabalho de teóricos de algumas das principais teorias administrativas nas correntes:
Veremos cada uma dessas correntes a seguir. |
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Tela 62 |
| 2 - Corrente racionalista clássica Nesta corrente, as autoras incluem o trabalho de Taylor, Fayol e Weber – representantes da teoria da Administração Científica, Teoria Clássica e Teoria da Burocracia, respectivamente. Na obras desses teóricos, a comunicação nas empresas tem um viés mais voltado a orientações operacionais, de trabalho, costumeiramente formais. Seu fluxo é descendente e o emissor é o segmento diretivo (a administração).
Já na teoria clássica de Fayol, o foco maior é nas funções administrativas (planejar, comandar, organizar, controlar e coordenar), com ênfase no papel do gerente. Por sua vez, na teoria da burocracia, a racionalidade como elemento central de análise da obra de Max Weber. A burocracia seria um “tipo ideal”, baseada em pontos como hierarquia, seleção de pessoas para cargos específicos e retribuição salarial fixa e permanente, dentre outros fatores.
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Tela 63 |
Em termos de comunicação, o fluxo é descente (da direção para os trabalhadores, de cima para baixo), com o emissor sendo a administração, por meio de instruções de serviços distribuídas pela chefia imediata e tendo como receptor o trabalhador, agente passivo no processo. Assim, não ocorre fluxo comunicacional, mas sim a transmissão de informação de uma ponta a outra do processo (no caso, da direção para o trabalhador).
O conteúdo principal da comunicação são ordens, instruções de como trabalhar e se comportar. O registro preferencial é o escrito (formal). Na organização racional, procura-se, ainda, evitar a comunicação informal, que é indesejada e deve seguir os canais prescritos pelas redes da organização. O quadro a seguir sintetiza o modelo de comunicação do ponto de vista da corrente racionalista clássica.
Fonte: Angeloni e Fernandes (1999); Angeloni (2010), com adaptações
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Tela 64 |
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| 3
- Corrente psicológica
Nesta corrente, encontram-se Mayo, Likert, McGregor, Leavitt e Maslow – autores relacionados tradicionalmente à Escola das Relações Humanas e à Teoria Comportamental, elaboradores de estudos relacionados à motivação humana no trabalho e à influência de aspectos psicossociais e grupais sobre o trabalho, primordialmente.
Em relação à Escola de Relações Humanas, os estudos de Elton Mayo, especialmente na experiência de Hawthorne, demonstraram a importância dos fatores psicossociais do trabalho em grupo e a influência deles sobre a produtividade. Diferentemente do que se considerava até então, o ser humano passava a ser visto como “homem social”, que possui outras necessidades que não a retribuição financeira e que valoriza outros aspectos, além dos econômicos, em sua atividade profissional. Saiba + |
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Tela 65 |
| O aumento do interesse por outras dimensões humanas facilita o grassar da comunicação, agora não apenas num fluxo descendente – apesar de a administração ainda ser o emissor predominante. Segundo Angeloni, essa corrente é a origem da multiplicação das políticas de comunicação e supõe um desenvolvimento da informação descendente e da comunicação horizontal. Os psicólogos reconhecem a importância da comunicação formal e informal, considerando-as como um fator de cooperação em todos os níveis hierárquicos. A comunicação não é mais funcional, mas relacional. A consciência da importância da comunicação interna começa a ser desenvolvida. O quadro a seguir resume o modelo de comunicação do ponto de vista da corrente psicológica.
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4 - Corrente sociológica Aqui, os principais autores destacados são Emery e Trist, Friedberg e Crozier – os dois primeiros, primordialmente associados à Teoria Contingencial, e os dois últimos, a estudos sobre a sociologia da organização, em temas como estrutura organizacional, burocracia etc.
Nesta corrente, considera-se a importância da estrutura das organizações para a comunicação, pois é dentro delas que esta ocorre – surgindo, a partir disso, limitações e formas com as quais ela se desenvolve. |
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Tela 67 |
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Assim, envolvidas em um contexto organizacional, as pessoas são submetidas à hierarquia (e, consequentemente, a ordens, a instruções de trabalho etc.), à autoridade, a um conjunto de regras que vão influenciar a forma como a comunicação ocorre naquele ambiente. Mesmo com essas restrições, segundo as autoras, observa-se “a importância de um sistema de comunicação que torne possível as relações e interdependência entre os diferentes atores”. Saiba + As empresas são vistas como sistemas abertos e, para esse conjunto de autores, a expressão passa a ser considerada prioritária, parte de uma forma de administração mais participativa, valorizando, também, a comunicação informal e em mais de um sentido nesse processo. O quadro a seguir apresenta o resumo do modelo de comunicação do ponto de vista da corrente sociológica.
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Tela 68 |
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5 - Corrente gerencial Nesta corrente, os autores centrais são Peter Drucker e Herbert Simon – respectivamente, vinculados à Administração por Objetivos, na Teoria Neoclássica, e ao modelo de racionalidade limitada, nos estudos sobre o processo de decisão nas organizações.
Para Drucker, as organizações deveriam estimular um processo de identificação e busca de objetivos comuns, no qual houvesse participação tanto de gerentes como de subordinados, com responsabilidades especificadas para cada um deles em função dos resultados esperados. Simon considerava que gerentes e administradores não têm possibilidade de acesso a todas as informações necessárias para tomar uma decisão perfeita. Além disso, haveria altos custos envolvidos nesse processo, havendo, então, uma escassez de recursos para esse fim, quem toma a decisão na empresa opta por um nível satisfatório, capaz de identificar os problemas e gerar soluções alternativas. |
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Tela 69 |
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Dadas essas colocações, pode-se perceber a relevância da comunicação, uma vez que, tanto para a busca do envolvimento de subordinados e gerentes quanto para a tomada de decisões (mesmo que dentro de uma racionalidade limitada, vale ressaltar), o papel de coordenação exercido pelo gerente é preponderante. Para cumprir esse papel, considera-se a necessidade de que o gestor desenvolva diversas competências, como a comunicacional, a de saber tomar decisões em condições de incerteza e de planejamento estratégico. O quadro a seguir apresenta a síntese do modelo de comunicação do ponto de vista da corrente gerencial.
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Tela 70 |
| 6 - Corrente da administração pós-industrial Nesta corrente, foram incluídos Ouchi, Peters e Waterman, Archier e Serieyx e Kanter, que tiveram algumas de suas principais obras com destaque na década de 80 do século passado (como "Teoria Z", de William Ouchi, publicado originalmente em 1981, e "Em busca da excelência", de Tom Peters e Robert H. Waterman Jr., de 1982), sem fazerem parte necessariamente de uma teoria da administração.
O destaque é dado à importância de as empresas tomarem a iniciativa de desenvolverem técnicas e métodos visando a facilitar a comunicação - e à necessidade de adaptação da função dos executivos para acompanhar esse processo. |
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Tela 71 |
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Segundo Angeloni, o papel primordial dos executivos é o de facilitar a comunicação, estimulando interações constantes e positivas. O sucesso das empresas está intimamente relacionado com a comunicação rica e informal. A comunicação passa a ser caracterizada por uma efervescência de ideias, de conceitos, de métodos, pela explosão de novas teorias e ampliação do campo de pesquisa, surgindo dessa forma a consciência da necessidade da comunicação organizacional como uma função básica das empresas. Observe a seguir o modelo de comunicação do ponto de vista da corrente pós-industrial.
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Tela 72 |
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| 7 - Corrente contemporânea Da corrente
de administração contemporânea fazem parte estudiosos
ligados à gestão
do conhecimento, como Davenport e Prusak, Nonaka e Takeuchi, Stewart,
Sveiby e Morrison, cujo auge da repercussão de suas obras teve
lugar na década de 90 do século passado, principalmente.
Eles propõem
modelos para que o conhecimento possa fluir dentro do contexto das organizações
e tornar-se fator de vantagem competitiva e determinante para o sucesso
dos negócios das empresas. O grande desafio dessa função administrativa, comunicação, passa a ser o da transmissão do conhecimento dentro das dimensões interna e externa, assim como em todas as direções e sentidos da organização. Essa relevância do conhecimento dentro das organizações se dá pelo fato de que ele passa a ser a única vantagem competitiva duradoura de uma empresa. Na ótica da gestão do conhecimento, a comunicação auxilia a estimular o processo de compartilhamento do conhecimento na organização não apenas no espaço físico da empresa, mas com possibilidade de se ampliar além dessas fronteiras, utilizando-se especialmente de dispositivos baseados na internet, como o e-mail, no que se costuma denominar de meios virtuais (aqueles nos quais não existe suporte físico para fluxo da comunicação). |
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Tela 73 |
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| O surgimento desse e de outros meios se deve aos avanços verificados na tecnologia, a partir da disseminação dos computadores e das redes de comunicação (internas e externas às empresas). O quadro a seguir resume o modelo de comunicação do ponto de vista da corrente contemporânea.
As autoras concluem afirmando que "apesar das grandes mudanças no ambiente de negócios e do ápice de algumas variáveis em detrimento a outras, a comunicação percorreu o caminho do pensamento administrativo, crescendo em importância, e firmando seu papel fundamental para a eficiência e eficácia dos objetivos empresariais. Imaginar êxito organizacional na perspectiva contemporânea, sem trabalhar os processos de comunicação, pode ser considerado uma imprudência". |
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Tela 74 |
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Agora que chegamos ao final do módulo, vamos fazer uma pequena revisão do que acabamos de estudar? Para isso, leia as questões a seguir e arraste para o local adequado.
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