| Unidade 4 | Módulo 1 | Tela 1 |
| 1 - O que é cultura organizacional? A cultura organizacional representa uma percepção coletiva da organização, mantida por seus colaboradores. Não importa quão diferente seja a formação profissional ou intelectual dos colaboradores, o importante é que todos descrevem a cultura da organização de forma semelhante. Segundo Robbins (2002), pesquisas recentes sugerem sete características básicas na cultura de uma organização. São elas:
Estas características estão na base da compreensão compartilhada de como as coisas são feitas e como os funcionários devem se comportar. A cultura começa a se solidificar à medida que os colaboradores começam a assimilar as características da empresa, passando a fazer delas seus valores, porque é desta forma que a empresa pretende ser entendida, além de esperar que seus membros se comportem, segundo essas expectativas.
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Tela 2 |
| Quando falamos da cultura de uma organização, estamos falando da cultura dominante, sem desconhecer as sub-culturas dentro de uma organização, que, em geral, refletem problemas, situações ou experiências comuns que alguns membros vivenciam. Como exemplo, podemos falar de departamentos, que têm subculturas compartilhadas, única e exclusivamente pelos seus membros, o que não significa perder os valores da cultura dominante. Ainda segundo Robbins (2002), cultura teria algumas funções, entre elas: A cultura de uma organização pode se tornar uma barreira quando, mesmo de forma sutil, impede as mudanças. |
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Tela 3 |
| Pelo fato de moldar
atitudes e comportamentos, a cultura de uma empresa tem efeito impactante
sobre o comportamento das pessoas e organizações, podendo
facilitar ou dificultar a adaptação às mudanças
necessárias. |
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Tela 4 |
| 2 - Clima organizacional A maioria de nós, ao ouvir a expressão "o clima da festa não estava bom", imediatamente consegue entender que o interlocutor está se referindo ao ambiente do local em questão. E sempre que nos encontramos num local onde o "clima" não seja agradável, sentimo-nos muito desconfortáveis, não é mesmo? Nas empresas
também funcionam assim. O que seria o clima nas organizações?
Podemos dizer que o clima organizacional está ligado diretamente à percepção que os colaboradores têm da organização. Na vivência diária das políticas, estruturas, sistemas e valores da organização, os colaboradores vão assimilando a forma da organização se posicionar no mercado. O clima organizacional exerce forte impacto sobre as pessoas, determinando, muitas vezes, o seu modo de sentir e agir dentro da empresa. |
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Tela 5 |
| Dependendo
da organização, essa assimilação pode trazer,
ao colaborador, saldos positivos ou negativos, que se refletem no clima
da organização e na produtividade.
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Tela 6 |
| Dr. Phil Smith, um psicólogo organizacional que reviu 61 casos de trabalhadores demitidos, no Reino Unido e em Hong Kong, observou três aspectos nas demissões:
Segundo ele, o fator exaustão é o mais sensível dos fatores que influenciam negativamente o clima organizacional e constitui forte indicador de que os fatores estressantes estão muito ligados à própria empresa. Muitas vezes, estão relacionados à função desempenhada, ao excesso de trabalho e aos conflitos de papéis. Todos exercem pressão sobre o aspecto emocional do empregado, embora sejam, muitas vezes, minimizados por meio de recursos como: suporte social, reconhecimento pelo trabalho e sistemas de recompensas. |
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Tela 7 |
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| Quando a situação estressante permanece por longo tempo, há uma tendência para as pessoas adoecerem e perderem a motivação, independente dos estímulos que estejam sendo oferecidos. Grande parte das organizações modernas está voltada para temas como ergonomia, carga de trabalho, processos mentais e emocionais. A saúde e a segurança no ambiente de trabalho são cada vez mais importantes para as organizações, principalmente para aquelas, nas quais um mero descuido pode ter conseqüências catastróficas. Citam-se, aqui, as empresas de petróleo, as químicas, as de aviação, etc. Para avaliar o clima organizacional, normalmente, as empresas aplicam questionários para conhecer a percepção dos funcionários quanto à política de gestão de pessoas, a comunicação, o relacionamento entre chefia-subordinado, a segurança e a satisfação. Ao nos referirmos ao clima e à cultura organizacional, estamos falando de atitudes, comportamentos, percepções e dinâmicas que podem afetar as pessoas em seu trabalho diário e que se revelam na produtividade e nos relacionamentos profissionais. |
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Tela 8 |
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3 - Qualidade de vida - Uma necessidade! Ao falarmos de qualidade de vida, estamos nos referindo a um conceito muito rico em significados. Por que dizemos isso? Porque "qualidade" ganha conotações e sentidos diferenciados para cada indivíduo. O que é qualidade para um pode não ser para o outro. Como resolver esta questão na empresa? Toda organização,
que esteja preocupada com a qualidade de vida de seus profissionais, deve
iniciar com credibilidade, confiança, respeito a todos. Sabemos que o ser humano tem necessidades que precisam e devem ser satisfeitas, por isso a qualidade de vida vai abranger áreas como saúde, (física e mental), alimentação, habitação, lazer entre outros. À medida que uma sociedade oferece a seus cidadãos a oportunidade para usufruir de todas essas condições, está propiciando condições para boa qualidade de vida.
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Tela 9 |
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| É
no todo que o ser humano se revela, portanto não basta apenas privilegiar
um aspecto da vida, em prejuízo de outros, para garantir a qualidade
de vida de um cidadão. Somente no conjunto de ações,
pode-se garantir essa qualidade que determina maior comprometimento e
envolvimento das pessoas beneficiadas.
Hoje, ao entramos numa empresa, já começamos a perceber fatores que irão contribuir para o bom clima organizacional e, conseqüentemente, para a melhoria da qualidade de vida de seus funcionários. Aspectos como a formalidade ou a informalidade no tratamento, a disponibilidade de móveis, restrições ou não a determinados setores, diferenças na decoração entre os andares. |
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Tela 10 |
Atualmente,
o conceito de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) está relacionado
tanto aos aspectos ambientais e físicos como aos aspectos psicológicos.
Esses aspectos afetam atitudes e comportamentos, individuais e grupais,
ligados à produtividade. Cabe ressaltar os aspectos motivacionais
para o trabalho, a adaptabilidade às mudanças no ambiente
organizacional, a criatividade e inovação, que sofrem forte
influência do clima e da qualidade no trabalho.
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Tela 11 |
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À medida que esse ciclo não acontece, sobrevém a frustração do indivíduo que poderá assumir várias atitudes e comportamentos. Entre eles:
Esses fatores,
junto com outros, podem causar o que se chama de Neurose Organizacional:
o trabalho passa a ser fonte de grande ansiedade para o indivíduo.
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Tela 12 |
| 4 - A Luta pela Qualidade de Vida no Trabalho Sabemos que o século XVIII foi marcado por grandes mudanças nos processos industriais. O mercado consumidor crescia aceleradamente, o que estimulava a produção em larga escala e automaticamente induzia ao desenvolvimento e aprimoramento tecnológico. Era necessário colocar no mercado o maior número de produtos no menor tempo possível. A mão-de-obra tornava-se abundante nas cidades em virtude do grande crescimento populacional em parte devido ao abandono do campo pelo camponês, que via na cidade uma melhor fonte de renda e sobrevivência.
A partir de então, começaram a surgir as primeiras preocupações com a racionalização da produção e com o comportamento do ser humano diante de seu trabalho. Adam Smith (1723-1790), economista e filósofo escocês, foi um dos primeiros incentivadores da racionalização do trabalho e é considerado o mais importante teórico do liberalismo econômico. O trabalhador vivia em condições desumanas onde suas necessidades básicas muitas vezes não eram supridas. Com o tempo, surgia uma série de doenças, no nível físico e no psíquico. Mesmo sem afetar a prática dos processos produtivos, o trabalhador continuou a ser motivo de preocupação e questionamento. |
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Tela 13 |
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| A melhoria
do ambiente de trabalho e os fatores que afetavam diretamente a vida do
ser humano em seu local de trabalho passaram a ser observados com maior
frequência. |
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Tela 14 |
| Essa preocupação retornou no início dos anos de 1980 , quando as empresas japonesas começaram a ganhar, em competitividade, das empresas norte-americanas e afetaram várias regiões do mundo. Essa perda foi o que levou à reavaliação dos estilos de gerência praticados em diversos países e ao relacionamento da produtividade com a melhoria na qualidade de vida no trabalho. Qualidade de vida no trabalho pode ser entendida como a resultante direta de combinações estritamente inerentes ao trabalho, com outras variáveis que determinam o bom desenvolvimento das atividades, tais como saúde, conforto, alimentação, higiene, etc. Essas variáveis são capazes de levar à motivação e à satisfação em níveis diferenciados e desenvolvem novas condutas dos indivíduos pertencentes à organização.
No mundo empresarial atual, trabalho e produtividade viraram sinônimos, o ser humano não mais é visto como recurso e sim como um componente essencial da engrenagem empresarial; a ele deve-se dispensar atenção e cuidados necessários à saúde física e mental. |
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Tela 15 |
É
importante lembrar que aspectos que afetam o ser humano em seu ambiente
de trabalho, conseqüentemente, se refletem além das paredes
da organização, isto é, em seu ambiente social;
o mesmo acontece no sentido inverso. A organização e o indivíduo passam então a ser vistos como um binômio de grande significado, no qual um não funciona sem o outro, e qualquer fato, fenômeno ou situação que venha a interferir ou influenciar uma das partes, a outra sofrerá interferências, positivas ou negativas, dependendo do contexto.
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Tela 16 |
| Ao buscar a saúde e a qualidade de vida no trabalho, a proposta é o ser humano sair da rotina neurotizante do trabalho, superar o do "fazer pelo fazer". O objetivo das empresas é levar seus colaboradores a sentirem-se bem em seus locais de trabalho e, assim, pela reflexão, gerarem novas idéias, criar novas possibilidades e novos fluxos organizacionais. É importante que exista uma interação entre as pessoas e a organização, por meio da qual a organização consiga alcançar seus objetivos junto com as pessoas, e estas consigam satisfazer suas necessidades por meio da organização. Empresas interessadas em melhorar a qualidade de vida no trabalho preocupam-se com:
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Tela 17 |
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5 - Influências da qualidade de vida no clima organizacional Ao falarmos em qualidade de vida, estamos tratando a empresa como um todo, incluindo tudo que circunda em em nível ecológico. Por isso, é importante incluir, no planejamento estratégico, as condições que garantam a manutenção do sistema ecológico.
As
empresas precisam interligar seus projetos com os investimentos na qualidade
de vida, conscientizar seus colaboradores da necessidade e importância
que a melhoria da qualidade de vida representa para a sociedade como um
todo. |
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Tela 18 |
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| Para a organização, investir na qualidade de vida significa investir na pessoa em detrimento da lucratividade exagerada e aumentar a probabilidade de satisfação, e de envolvimento, dos seus colaboradores. Investir na área de gestão de pessoas é contribuir para a melhoria da qualidade de vida no trabalho. Como relacionar
a qualidade de vida com o clima organizacional?
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Tela 19 |
| A forma como as organizações concebem qualidade de vida pode ser percebida por meio da política de recursos humanos que adotam. Há bem pouco tempo, fez-se um levantamento das melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Concluiu que as primeiras colocadas investiam fortemente no colaborador e na qualidade de vida no trabalho, gerando assim um excelente clima organizacional. Cada organização é um sistema complexo que apresenta características peculiares, revelando-se por uma cultura e um clima próprios. Todo esse contexto exige observação constante para que seja sempre aperfeiçoado e resulte constante motivação e produtividade. Dificilmente uma organização
muda sua cultura. Por outro lado, o clima organizacional pode passar por
mudanças, desde que a organização esteja atenta as
características listadas abaixo e procure desenvolvê-las:
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Tela 20 |
| A manutenção
ou a mudança do clima organizacional está muito ligada à
liderança administrativa que, embora sofra influência dessa
cultura, é responsável direta por sua manutenção
ou transformação. Isto depende muito da forma de liderança
exercida. Os valores estão no cerne da cultura, são eles que definem e estabelecem, em termos concretos, os padrões que devem ser alcançados na organização.
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Tela 21 |
| A cultura da organização é aprendida, principalmente, pelos novos colaboradores, por meio de:
Todos esses fatores interligados dão legitimidade à existência da organização. Mudar a cultura de uma organização é um processo difícil e demorado, portanto os gerentes e administradores devem manter-se em alerta sobre isso. Um ponto a cuidar é a seleção dos empregados: quando apresentam valores muito diferenciados dos propostos pela organização, a tendência é surgir, com o passar do tempo, a desmotivação e a falta de comprometimento, que gera, muitas vezes, desajustes e desavenças. |
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Tela 22 |
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Tela 23 |
| Resumo A cultura organizacional
representa uma percepção coletiva da organização,
mantida por seus colaboradores, ou seja, a cultura está relacionada
com a forma pela qual colaboradores percebem a organização,
e isso afeta diretamente o desempenho e a satisfação no
trabalho. Empregado e empresa, sofrem o impacto da cultura organizacional, que poderão ser positivas ou não, e geram um clima agradável ou constrangedor. Podemos dizer que
o clima organizacional está ligado diretamente à percepção
que os colaboradores têm da organização. Na vivência
diária das políticas, estruturas, sistemas e valores da
organização, os colaboradores vão assimilando a forma
da organização se posicionar no mercado. O clima organizacional
exerce forte impacto sobre as pessoas, determinando, muitas vezes, o seu
modo de sentir e agir dentro da empresa. |
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| Unidade 4 | Módulo 2 | Tela 24 |
| 1 - A organização e a doença As doenças ocasionadas pelo trabalho, incluindo as de ordem física, psíquica e psicológica, constituem grande preocupação dos profissionais da área da saúde e dos empresários. Muitos estudos foram desenvolvidos no sentido de controlar as causas e identificar as possíveis formas de prevenção, para que tais doenças não se instalem nos trabalhadores. Por esse motivo, é importante considerar as repercussões da organização e das condições do trabalho na saúde psíquica do trabalhador. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o objetivo da saúde no trabalho é:
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Tela 25 |
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Para Dejours (1987,1994), a forma de organização do trabalho pode propiciar o desencadeamento de doenças somáticas e doenças psíquicas ou, ao contrário, promover o equilíbrio e a saúde mental. É necessário que, nos dias atuais, órgãos públicos da área de saúde, empresários, representantes da classe trabalhadora, assim como os próprios trabalhadores, estejam atentos aos perigos que a interação inadequada com trabalho pode acarretar para a saúde física e mental. Somente por meio da educação e da adequada prevenção, com campanhas sinalizadoras a esse respeito, pode-se diminuir o comprometimento que a relação inadequada com o trabalho pode causar.
Ao longo
do tempo, as populações que desenvolviam atividades rurais
e artesanais, aos poucos foram engajadas em uma nova relação
de trabalho, na medida em que a máquina ganhou espaço no
mundo industrial. |
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Tela 26 |
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Somente nos meados do século XX surgiu a ergonomia, ciência voltada para o ambiente e as máquinas, mas principalmente ao trabalhador. A partir daí, são levadas em conta as capacidades e limitações humanas na construção das máquinas, no sentido de diminuir a probabilidade de acidentes, reduzir a fadiga, aumentar a satisfação no trabalho e, conseqüentemente, aumentar a produtividade. O mercado passou a exigir nova performance não só da empresa mas do próprio trabalhador, que se tornou pressionado psicologicamente para que o resultado de seu trabalho fosse o melhor possível em curto espaço de tempo. |
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Tela 27 |
| Com estas
modificações na forma de produção e nas formas
de organização do trabalho, observou-se que o trabalhador
enfrenta insegurança no emprego, falta de preparo profissional,
supervisão rígida e clima de tensão no ambiente de
trabalho, ocasionando-lhe fadiga, ansiedade, insatisfação
profissional e estresse. No próximo
tópico veja com mais detalhes as doenças mais comuns no
ambiente de trabalho e as formas de prevenção. |
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Tela 28 |
| 2 - Doenças ocupacionais e formas de prevenção Confira algumas doenças ocupacionais que podem influenciar no processo produtivo do indivíduo:
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Tela 29 |
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a) Estresse
Podemos dizer que o stress surge quando o corpo e a mente não caminham no mesmo ritmo, e a tendência do indivíduo é reagir com tensão, medo, impaciência, cansaço físico e mental. Como evitar essa situação? Em primeiro lugar, melhorando a qualidade de vida seja dentro da organização ou fora dela. Muitas vezes as pessoas executam atividades que requerem muito esforço, principalmente no plano intelectual. Acrescente-se a isso a responsabilidade assumida, o risco da tomada de decisões, a alimentação inadequada, o mercado competitivo e a vida sedentária, e teremos uma porta aberta para o stress. É importante conhecer os sinais que o corpo nos dá. O stress nada mais é do que um sinal do organismo a nos dizer que estamos ultrapassando nosso limite. Assemelha-se à sirene de caldeira, que dispara quando ela chega a temperaturas indesejáveis.
Normalmente
o estresse está associado a causas e consequências negativas,
porém ele também tem seu lado positivo, assim, podemos
dizer que existem dois tipos de estresse: Estudiosos ainda não conseguiram definir ao certo a origem do estresse, se está ligado ao ambiente, se é uma característica do individuo ou interação entre indivíduo e ambiente. De qualquer forma, no contexto organizacional, podem-se identificar pelo menos três fontes potenciais para o desenvolvimento do estresse: fatores ambientais, fatores organizacionais ou fatores individuais. As consequências da exposição ao estresse vão depender das diferenças individuais, conforme modelo apresentado a seguir:
Independente do
que gerou o estresse, os estudiosos concordam que o melhor caminho para
a prevenção e tratamento é o entendimento das fontes
da pressão organizacional antes de diminuir, intervir e resolver
o estresse ocupacional.
Quanto
à prevenção do estresse, são recomendadas
ações que visem o equilíbrio de todos os aspectos
da vida da pessoa, lembrando que o estresse manifesta-se de maneira
diferenciada em cada um. A pessoa pode controlar o estresse utilizando-se
de:
Caso seja identificada a necessidade de tratamento do estresse, é necessário que a pessoa procure ajuda clínica, seja com os profissionais de saúde da empresa, seja em entidades particulares ou municipais da cidade tão logo detectar os primeiros sintomas. Quanto mais rápido for o atendimento, melhor e mais rápida será a recuperação. |
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Tela 30 |
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| b) Depressão
Pesquisas recentes têm demonstrado que quase 20% dos funcionários de grandes empresas têm sintomas de depressão em algum momento de suas carreiras. É comum aparecer entre os 25 e os 40 anos, quando, na maioria das vezes, o indivíduo está no auge de sua carreira produtiva. Entende-se por depressão a perda da capacidade afetiva, tornando o indivíduo apático com comportamentos automatizados. A Associação Nacional de Doença Mental dos Estados Unidos calcula que as empresas americanas tenham um prejuízo em torno de 80 bilhões de dólares anuais com a depressão de seus funcionários. Os primeiros sintomas da depressão estão associados a um empobrecimento da visão de mundo que o sujeito começa a apresentar. É muito comum a perda da autoestima, ou seja, o indivíduo não se vê mais como capacitado a desempenhar as atividades que vinha desempenhando. As coisas começam a perder o sentido para ele. Se ele possuía um projeto de vida, não consegue mais se ver naquele projeto. É comum a pergunta: "Para que?" Podem ocorrer pensamentos suicidas, perda de energia, diminuição na capacidade de pensar ou concentrar-se.
Surge um profundo desconforto, há uma tendência ao isolamento e falta de disposição para as atividades mais simples, como tomar banho, pentear-se, alimentar-se. O sujeito tem uma alteração dos hábitos, como passar a dormir horas a fio ou então, ao contrário, dormir uma média de 1 a 2 horas por noite. É importante que pessoas próximas, quer sejam colegas de trabalho e/ou familiares, estejam atentas para esse comportamento, para que o doente seja orientado a procurar ajuda o mais rápido possível.
O atendimento inicial e o diagnóstico devem ser feitos por um médico psiquiatra, que prescreve medicação para eliminar os sintomas. É comum a indicação de psicoterapia, em geral feita por psicólogos, para ajudar o paciente na localização e compreensão das causas dos sintomas apresentados. O perigo de evolução da depressão para quadros
mais severos é o fato de ela ser, muitas vezes, confundida com
falta de motivação, tristeza, mágoa, etc. O que
diferencia a depressão dos quadros de tristeza é a sua
duração, que em geral é muito maior e pode não
ter causa aparente.
Para os médicos,
a depressão tem uma causa bioquímica relacionada à
baixa produção de alguns neurotransmissores,
principalmente a serotonina que responde pela sensação
de prazer.
Em geral, o desconhecimento
da doença, por parte dos chefes e colegas de trabalho, faz com
que eles não entendam nem respeitem o momento pelo qual o colega
está passando. Às vezes, na tentativa de dar apoio e ajuda,
tentam estimular o colega deprimido a desenvolver atividades, reforçando
ainda mais sua incapacidade para coisas que antes eram rotineiras, fáceis
e prazerosas. |
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Tela 31 |
| c) Síndrome ou transtorno do pânico
É
uma doença grave que limita a vida física e psicológica
de seus portadores. É caracterizada por ataques de ansiedade
intensa e incontrolável em circunstâncias imprevisíveis.
O pânico é um medo infundado, um pavor repentino que se
apropria do indivíduo, sem que este tenha condição
de controlá-lo. O transtorno do
pânico é um problema sério de saúde e, atualmente,
afeta de 2 a 4% da população mundial na faixa etária
entre 24 a 40 anos, em sua maioria mulheres. Isto é complicado
para o sistema produtivo, uma vez que atinge as pessoas quando se encontram
na plenitude de sua vida profissional. Esse perfil de personalidade predispõe a pessoa às situações de alto estresse, que levam a um aumento da atividade cerebral. Em consequência, pode ocorrer um desequilíbrio bioquímico que favorece o aparecimento do transtorno. Há que se considerar, também, o fator hereditário, pois a doença ocorre, com maior frequência, em famílias com história da doença. Outras causas que
podem aumentar as alterações cerebrais e levar ao transtorno
do pânico são: o uso de anfetaminas, em geral empregadas
nos regimes de emagrecimento e das drogas como a maconha, a cocaína
e outras. |
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Tela 32 |
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| d) Alcoolismo
O uso da bebida alcoólica é um hábito antigo na existência humana, o álcool sempre apareceu nos rituais humanos religiosos, sociais e mesmo nos rituais bélicos. Atualmente, estima-se que 10% das mulheres e 20% dos homens façam uso abusivo do álcool. Esses percentuais tendem a aumentar porque, a cada dia, pessoas mais jovens lançam mão do álcool como forma de diversão e entretenimento. Sabe-se que o álcool é responsável por 50% dos casos de morte em acidentes automobilísticos, 50% dos homicídios e 25% dos suicídios. Muitos acidentes de trabalho também ocorrem por causa do uso abusivo do álcool, por parte de operadores de máquina. Segundo o Ministério do Trabalho, vários acidentes na construção civil, como queda de andaimes, acidentes que podem levar a perda de membros, etc. estão relacionados ao uso inadequado de equipamentos, a problemas de ordem neurológica, mas também ao uso abusivo do álcool. Detectar a dependência alcoólica é difícil, porque o álcool é livremente consumido em nossa sociedade. Além disso, as próprias pessoas recusam-se a aceitar sua condição de dependente. A maioria deles quando chegam ao estágio de aceitação da doença já tiveram perdas substanciais em sua vida, como emprego, família, autoestima, entre outros. O álcool traz consequências físicas e psicológicas para quem o consome de forma excessiva. Entre as consequências
físicas, citam-se: Entre as consequências físicas deve ser apontada a síndrome da abstinência, que é o estado de interrupção ou redução abrupta da quantidade de álcool ingerida. Situações mais graves sofrem as gestantes dependentes, que podem gerar fetos com má formação no coração, crânio ou face, bem como com prejuízo no desenvolvimento intelectual. Entre as consequências
psicológicas que o álcool pode trazer, citam-se: As consequências profissionais do alcoolismo são, em geral, falta ao trabalho, queda no rendimento, acidentes no trabalho e no trajeto, dificuldade de relacionamento com colegas de equipe, negligência e imperícia, entre outros.
O tratamento do
alcoolismo é bastante complexo e depende única e exclusivamente
da pessoa querer parar de beber e aceitar ajuda médica e psicológica.
São prescritos medicamentos que auxiliam o tratamento, e algumas
organizações têm trabalhado, com sucesso, junto
a funcionários dependentes. |
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Tela 33 |
| e) Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT)
Os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, mais conhecidos como DORT ou LER (lesão por esforços repetitivos), são problemas musculares, sobretudo de pescoço e membros superiores, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), têm sua origem em fatores de ordem física, organizacional, psicossocial, individual e sociocultural. A dor é o principal sintoma de DORT e se manifesta pelo movimento, mudanças bruscas de temperatura e pelo estresse. Outros sintomas são a dormência ou formigamento e sensação de peso ou fadiga. Quase sempre o seu diagnóstico é dúbio, envolvendo a análise do histórico ocupacional e das condições de trabalho da pessoa. Os exames complementares comprobatórios só confirmam o diagnóstico, quando confirmam, quando a doença já está em estágio avançado. Os fatores físicos, que estão relacionados ao clima,à exposição a ruídos, carga de trabalho (exigência biomecânica), luminosidade e radiação, têm sido o principal responsável pelas queixas de DORT, tais como, ritmo e duração da jornada de trabalho, pausas reduzidas realizadas durante o expediente, horas-extras, entre outros. Porém, a percepção de sobrecarga também influencia no aparecimento do distúrbio, devendo ser tratada de maneira distinta, como por exemplo, acúmulo de tarefas, pressão no trabalho, entre outros exemplos que associam a carga física a fatores psicossociais. Estudos da década de 90 mostram uma associação positiva moderada entre os fatores psicossociais e os distúrbios osteomusculares. Observa-se, também, que o estresse ocupacional tem destaque na maioria das pesquisas sobre DORT. Entende-se por fatores
psicossociais, as variáveis ligadas ao indivíduo, como
por exemplo, a personalidade; ao ambiente de trabalho, como por exemplo,
a falta de autonomia; ao ambiente social, como por exemplo, os costumes.
Na realidade seria a influência da interação dessas
variáveis do ambiente ocupacional de natureza não física
no bem-estar e no desempenho do indivíduo. Diante dessas condições o surgimento de dores musculares seria quase uma consequência da situação vivida pelo indivíduo no trabalho. O surgimento de dores musculares não quer dizer que, obrigatoriamente, o indivíduo apresentará DORT, mas serve como um alerta para aumentar os cuidados com o ambiente do trabalho. Uma forma de prevenção dos distúrbios osteomusculares é controlar o estresse ocupacional, além de observar as condições físicas de trabalho. |
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Tela 34 |
| 3 - Interferências no Sistema Produtivo A evolução é algo que não se pode frear. Ela acontece de uma maneira ou de outra. A evolução tecnológica traz consigo novas diretrizes, novas necessidades, novas profissões e com isso surgem também novas doenças relacionadas diretamente com o exercício das novas profissões ou com o clima organizacional que se estabelece em torno dessas profissões.
Pesquisadores modernos têm-se preocupado em viabilizar melhores condições de trabalho na busca da melhoria de qualidade de vida dos trabalhadores, nas organizações e na vida social. |
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Tela 35 |
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Durante muito tempo, as áreas de segurança do trabalho preocupavam-se com o aspecto físico da proteção: uso de capacetes, cintos e uma série de equipamentos de proteção individual contra acidentes.
Além
da saúde física, hoje há uma preocupação
com a saúde mental do trabalhador que, dependendo das condições
da empresa, pode ser severamente comprometida. |
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Tela 36 |
| 4 - Formas de prevenção Uma organização pode desenvolver muitas ações de suporte à saúde de seus funcionários e com isso diminuir a incidência de problemas. Entre essas podemos considerar:
Mudar sequência das imagens. |
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Tela 37 |
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Tela 38 |
As ações de programas de qualidade de vida devem ser selecionadas, considerando: porte da empresa, perfil dos empregados e região em que a empresa está inserida. Esses programas devem possibilitar, inclusive, o estabelecimento de relacionamentos frutíferos, que despertem amizades entre as famílias dos colaboradores da organização, bem como entre os trabalhadores, em todos os níveis. Todas essas atividades devem ser acompanhadas e avaliadas sistematicamente para garantir que atendam ao objetivo de colaborar com a saúde dos empregados. Em paralelo a esses programas, as empresas devem implantar formas de monitoramento da saúde do grupo funcional, mediante exames médicos periódicos, para detecção precoce de doenças já instaladas. |
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Tela 39 |
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Tela 40 |
| Resumo O bem-estar
físico e psicológico do trabalhador reflete-se em seu desempenho
profissional e no comprometimento com o trabalho executado. Portanto,
investir em segurança e saúde no trabalho é benefício
para todos. |
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| Unidade 4 | Módulo 3 | Tela 41 |
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1 - O que é o Trabalho? A palavra trabalho apresenta inúmeros significados ao longo da história dos povos. Em nossa língua, poderíamos dizer que trabalho é a forma de expressar a realização de uma tarefa, seja ela qual for. Pode ser uma atividade de caráter físico ou intelectual, que engloba as atividades do estivador ao poeta. Trabalho é, portanto, uma forma de expressão humana.
A palavra trabalho tem origem no latim Tripalium, que era um instrumento trabalho, com pontas de ferro, com o qual os agricultores batiam o milho, o trigo e o linho para rasgá-los e esfiapá-los. A palavra tripalium também designava um instrumento de tortura que era formado de três paus, aos quais eram atados os condenados. Esse aparelho servia também para manter presos os animais difíceis de ferrar. Na verdade, a palavra vem do verbo tripaliare, que significa torturar. Daí, a associação do trabalho com tortura, sofrimento, pena e labuta. O que se sabe é que, provavelmente, esse segundo significado tenha perdurado ao longo dos séculos, associando o trabalho a algo como padecimento ou cativeiro, que foi evoluindo para esforço e labor. |
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Tela 42 |
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Na antiguidade, o trabalho era realizado pela força do trabalho escravo, e, sobre ele, as civilizações se apoiaram e progrediram, cultivando seus campos, urbanizando suas cidades e construindo seus monumentos.
Nesse período da história, o ser humano livre dedicava-se "apenas" às atividades de discutir, em praça pública, os destinos de sua pólis, ficando a atividade pesada a cargo dos escravos. O trabalho estava relacionado a força física e o esforço era considerado atividade de segunda categoria, pois só os escravos o realizavam. A atividade intelectual não era considerada como um trabalho a ser desenvolvido. Este sentido perdurou pelo menos até o século XV mais ou menos. |
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Tela 43 |
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Segundo Albornoz (1998), com base no dicionário filosófico, o "ser humano trabalha quando põe em atividade suas forças espirituais ou corporais, tendo em mira um fim sério que deve ser realizado ou alcançado". Com base nisso, podemos dizer que o homem é capaz de se ver em seu trabalho, isto é, se projetar nas atividades que venha as desempenhar. O trabalho tem sua história ligada à História do ser humano. A Bíblia trata o ser humano como fadado ao trabalho em virtude de ter pecado: " tirarás do suor de teu rosto o teu sustento". Na Iidade Média, a sociedade estava bem dividida, cabendo a uns pensarem, a outros orarem e a outros o trabalho: este último continuava nas mãos dos menos afortunados.
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Tela 44 |
Com o
advento do Capitalismo, o trabalho ganhou novo perfil, passando a ser
considerado mola propulsora do desenvolvimento da sociedade. Ter um trabalho
ou exercer uma atividade de labor, passou a dignificar o ser humano. O
trabalho deixa de ser fruto do pecado e passa a ser o centro da vida humana,
em torno do qual tudo passa a girar e a ganhar novo significado.
Atualmente, a questão do trabalho está sendo rediscutida enquanto valor, obrigação e, ainda, enquanto fonte de satisfação pessoal. Essa questão tem sido fortemente reelaborada sob o ponto de vista da segurança individual, do valor pessoal e do sentido de utilidade social. |
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Tela 45 |
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Debates têm surgido em torno das implicações que esse processo, o trabalho, tem trazido para o ser humano, tanto no plano físico como no psíquico.
Isto significa dizer que o ser humano é criativo e inovador, bastando apenas que lhes ofereça um ambiente apropriado para que tudo isso venha à tona. Portanto, as empresas mais modernas procuram contemplar esta faceta humana, na medida em que geram ambientes de trabalho satisfatórios e adequados ao crescimento e desenvolvimento. |
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2 - A evolução do trabalho Voltando no tempo, vemos que a família era a unidade econômica básica, na qual todos produziam para o sustento de todos. Enquanto as mulheres cuidavam dos afazeres de casa, como cozinhar e tecer para garantir o bem-estar da família, cabia ao homem a cota mais pesada como o arar ou caçar para o sustento de todos. Embora pudessem sofrer com as intempéries da natureza, o que o homem produzia era dele. Sua motivação era clara: se não trabalhasse, sua família não sobreviveria. O homem era seu próprio patrão, e as relações de trabalho e família eram as mesmas.
A partir da segunda metade do século XVIII, com o advento da revolução industrial, as relações de trabalho sofreram uma transformação radical. Os homens, em sua grande maioria, já não mais detinham os meios de produção. Surgiram as máquinas que lhes ocupou o lugar no meio produtivo. A transformação foi drástica. |
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A Revolução Industrial foi uma revolução não só na tecnologia, mas também nas relações humanas. As relações de trabalho tornaram-se mais complexas, surgindo o famoso "manda quem pode, obedece quem tem juízo", revelando uma relação de dependência entre patrão e empregado. Enquanto aqueles detinham os meios de produção, estes tinham apenas força de trabalho para ser vendida.
A Revolução Industrial produziu maravilhas no sentido de facilitar a vida das pessoas, mas a um custo muito alto no que se refere a satisfação que os indivíduos obtêm com seu trabalho. Ao longo do tempo, o trabalho ocupou várias dimensões em nossa sociedade. Já foi visto e medido pela capacidade de produção, numa relação, terra x capital x trabalho. Depois, o referencial passou a ser a forma como esse trabalho se organiza no sentido de minimizar custos e maximizar os lucros. Nesse aspecto, a evolução tecnológica veio para facilitar e ampliar essa relação.
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Hoje, após três séculos da Revolução Industrial, as relações de trabalho estão sendo vistas e analisadas sob um novo prisma. Fala-se em um novo tipo de capital - o capital intelectual. O saber passou a ser um fator de diferenciação no trabalho, a força física e as aptidões gerais foram superadas, em parte, pelas aptidões intelectuais. O trabalho começa a assumir um conteúdo crescentemente intelectual, com valorização da informação.
As empresas que acompanham essa evolução estão preocupadas em facilitar os processos de aprendizagem, no nível individual e no coletivo, de todos os seus colaboradores. Adotam uma postura flexível e aberta no que se refere a mudanças, principalmente no aspecto intelectual, e estabelecem incentivos para a formação intelectual e atualização para todos. As empresas que conseguem incorporar o "apreender" como alavanca para seu progresso apresentam um diferencial competitivo no mercado que fica difícil de ser combatido por outros meios. |
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Esse bem, "o conhecimento", passa a ser disputado livremente no mercado, o seu detentor o carrega consigo por onde quer que vá, pois o conhecimento é inerente a ele. Segundo Davenport (1998), "existe um genuíno mercado do conhecimento nas organizações. Como os mercados de bens e serviços, o mercado do conhecimento tem compradores e vendedores que negociam para chegar a um preço mutuamente satisfatório para os bens trocados". No mundo do conhecimento, a relação entre explorado e explorador é mais satisfatória, pois todos os participantes da transação tendem a se beneficiar. Existe um bem escasso, o saber, que é trocado por um determinado valor. Uma empresa hoje tem que administrar recursos materiais e financeiros e, ao mesmo tempo, atrair, administrar e reter os talentos que são seus colaboradores.
As pessoas de talento esperam muito mais do que o simples pagamento pelo seu trabalho. São comprometidas com o que fazem, e, para elas, é fundamental trabalhar em organizações cuja cultura envolva também esse comprometimento e a valorização do capital intelectual ali retido. |
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Sabe-se
que ações de diversas companhias estão sendo valorizadas,
não só pelo tipo de cultura ou produto que desenvolvem,
mas pelo nível de profissionais que ela é capaz de reter.
Na medida em que essa capacidade aumenta, o mercado percebe isso como
possibilidade de investimento de menor risco. A empresa passa a atrair
maior número de investidores.
O que se percebe é que o valor humano é considerado como fundamental para o bom relacionamento em qualquer tipo de atividade. |
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| Outro ponto a considerar,
na evolução das relações de trabalho, são
os projetos de gestão do conhecimento que objetivam a valorização
máxima do potencial humano.
Essas empresas
procuram tratar o seu capital intelectual como um ativo. |
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Uma questão que permeia atualmente o mundo do trabalho é "quando" e "como" investir no funcionário. Grandes organizações procuram se adaptar à nova realidade, gerando possibilidades de crescimento de seus colaboradores. Essas organizações percebem que é preciso investir para valorizar.
Entendem que treinamento e educação não significam despesa, mas sim investimento. Um investimento que pode se revelar muito compensador, em pequeno ou médio prazo, dependendo do ramo de atividade. Embora existam vagas disponíveis no mercado, vemos que o desemprego se mantém. Isso significa que falta, a muitas pessoas, o fator empregabilidade, isto é, o encontrar-se em condições técnicas ou educacionais de ser absorvido por um mercado competitivo. Uma grande parte de nossa mão-de-obra não se mantém no mercado, não por incompetência, mas pela falta de um treinamento adequado. Muitas empresas ainda são relutantes em aceitar candidatos sem experiência no ramo. Valorizam exclusivamente o tempo de trabalho e não as habilidades básicas dos indivíduos no desempenho de determinadas tarefas. |
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É preciso considerar que a qualidade de um produto não está apenas no produto em si, mas em todo o contexto que o envolve, incluindo matéria-prima, fornecedores, distribuidores, mão-de-obra, entre outros. O valor de um produto ou serviço passa pela forma como é percebido no mercado consumidor. Para se colocar no mercado algo de qualidade, a organização deve preocupar-se com todo o contexto organizacional, que vai da matéria-prima até o clima da organização, passando forçosamente pelas atividades de treinamento. Um exemplo: Uma organização consciente e preocupada em melhorar a sua performance no mercado sabe que precisa investir em pessoas e destinar recursos para treinamento e aperfeiçoamento de seus colaboradores. Uma empresa pró-ativa, com visão de futuro e preocupada em liderar o mercado, sabe da grande responsabilidade social, principalmente no que se refere à valorização e formação das pessoas. |
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3 - Afeto e Trabalho Pesquisas atuais mostram a relevância do lado emocional do ambiente de trabalho. O aspecto emocional é um fator que deve ser tratado preponderantemente pelas empresas, uma vez que seu reflexo se fará sentir no clima da empresa como um todo. O gerente moderno deve estar atento a esse fator e desenvolver trabalhos em equipe de forma a eliminar atos de autoritarismo para alcançar os resultados desejados. As empresas modernas procuram respeitar a individualidade de cada cidadão que ali trabalhe, valorizando-lhes a iniciativa e a criatividade.
Valorizar e respeitar as opiniões e decisões das pessoas é a principal prioridade das empresas. Além disso, criar um ambiente propício à participação, estabelecer uma comunicação transparente com seus colaboradores, oferecer incentivos, elogios e reconhecimento. A empresa que não segue esse processo será prejudicada por causa de equipes desmotivadas e conseqüentes resultados negativos. |
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É importante lembrar que as organizações são administradas por pessoas e não por "forças superiores a elas". Organizações conscientes de seu papel social não visam somente ao lucro, mas, ao contrário, demonstram-se preocupadas em criar ambientes propícios para que seus colaboradores, sentindo-se confiantes, valorizados e seguros, encontrem-se em condições emocionais de estabilidade para desenvolver seu potencial criativo e inovador. Alguns pesquisadores sugerem que as empresas criem um relacionamento mais produtivo entre líderes e liderado:
O comportamento de um colaborador pode ser interpretado pelos demais de maneira diferente da intencionada e, com isso, gerar restrições no relacionamento. É importante evitar a tendência a distorcer informações sobre objetos, pessoas e eventos; essas distorções influenciam diretamente nossos relacionamentos e nossas motivações.
No contexto organizacional, essas diferenças podem influenciar a forma como as pessoas reagem às diversas práticas organizacionais e gerenciais e no desempenho das tarefas. |
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4 - A Mulher no Mercado de Trabalho Ao analisarmos a desvalorização da condição feminina ao longo dos séculos, veremos que sua condição sempre foi de submissão. Ainda hoje, sabemos que mulheres do mundo inteiro ainda sofrem com algum tipo de discriminação. Desde os meados do século passado, as mulheres começaram a aumentar sua participação na sociedade e no mercado de trabalho formal e remunerado, hoje, cada vez mais, lutam por sua auto-realização.
Embora não tenham muitas oportunidades de exercerem cargos de grande destaque e de não receberem o mesmo salário que um homem ao exercer a mesma função, as mulheres conseguem compartilhar possibilidades e chances que antes eram inimagináveis e trabalham com a mesma motivação que estimulou os homens durante décadas: o sentimento de realização. |
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| Com maior acesso à escolaridade, as mulheres galgam melhores cargos, chegando, hoje, a uma condição de liderança em várias empresas. O ingresso das mulheres no mercado de trabalho não é devido apenas à necessidade econômica de complementação da renda familiar, mas também pela mudança profunda que envolve as aspirações e as percepções que têm de si próprias. Em muitas sociedades, até os dias atuais, poucos são os papéis institucionalizados para as mulheres, cabendo em sua maioria o papel de mãe, irmã e esposa.
Segundo dados do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos, metade das pessoas que procuram os cursos de pós-graduação são mulheres. Na era do conhecimento, a educação oferece oportunidades para mulheres que queiram competir no mercado de trabalho em igualdade com os homens. Atualmente, as mulheres estudam muito mais do que em décadas passadas. Segundo o MEC, a participação delas na escola nunca foi tão grande. Na década de 1990, as mulheres constituíam maioria no ensino fundamental e no ensino superior. Em conseqüência, a participação feminina no mercado de trabalho está crescendo em média 20% a cada dois anos e, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, houve um aumento de 85% no número de mulheres eleitas entre 1992 e 2000. |
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A professora da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo, Christina de Paula, pesquisou a vida de mulheres de sucesso e concluiu que:
A política econômica vigente nos últimos tempos não tem favorecido o trabalho da mulher por causa dos baixos salários, contratos temporários, critérios para aposentadoria, trabalho informal e deficiência de creches e pré-escolas. Enquanto o índice de mulheres que chefiam famílias passou de 13% para 20%, entre 1970 1989 e em 2002 atingiu a marca de 25% (IBGE, 2002). |
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| As mulheres ganham mais espaço no mundo acadêmico e no mundo político. O ingresso da mulher no mercado de trabalho formal e remunerado trouxe reflexos para o mercado, já que a mulher tornou-se cliente em potencial de tudo que é ofertado no mercado consumidor. Elas compram de lingeries a serviços financeiros. Certas empresas automobilísticas estão adaptando seus carros a padrões que atendem aos interesses femininos.
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| Tom Peters, em seu livro Vencendo a Crise, chama a atenção das empresas para que orientem suas estratégias para esse filão que é o mercado consumidor feminino. Segundo ele, o fato de as mulheres terem a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo e não se prenderem tanto às normas, como os homens, fazem-nas mais adaptadas às novas necessidades do mercado profissional. Algumas organizações estão ampliando seu quadro de colaboradoras:
É importante observar que, com a grande competitividade, as empresas estão querendo os melhores talentos do mercado, independente do sexo, acirrando, assim, a disputa entre homens e mulheres no mercado de trabalho.
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Resumo A palavra trabalho se origina do latim Tripalium, que nada mais era que um instrumento com pontas de ferro, com o qual os agricultores batiam o milho, o trigo e o linho para rasgá-los e esfiapá-los. Vamos encontrar também a palavra tripalium, significando instrumento de tortura. Inúmeros debates têm surgido em torno das implicações que esse processo, o trabalho, tem trazido para o ser humano, seja no plano físico, seja no psíquico. O que se observa é que, ao longo do tempo, o trabalho ocupou várias dimensões em nossa sociedade. Pesquisas atuais mostram a relevância do lado emocional do ambiente de trabalho. O aspecto emocional é um fator que deve ser tratado preponderantemente pelas empresas, uma vez que seu reflexo se fará sentir no clima da empresa como um todo. Conceito de diferenças individuais mostra que as características pessoais dos colaboradores influenciam o desempenho das tarefas e, conseqüentemente, o ambiente de trabalho. Ao observarmos esse novo século que se inicia, comparando-o com outros momentos históricos, veremos que muitas conquistas foram feitas. Desde os meados do século passado, as mulheres começaram a aumentar sua participação na sociedade e, hoje, cada vez mais lutam por sua auto-realização. A mulher possui características peculiares que contribuem para o seu ingresso no mercado de trabalho. Sua sensibilidade ao lidar com pessoas contribui em muito para o relacionamento interpessoal dentro das organizações. Por outro lado, o fato de ser mais detalhista, o que significa ter uma percepção mais aguçada, permite a ela conhecer melhor e mais rapidamente o ambiente, o trabalho e as pessoas com quem se relaciona. O importante a observar é que, com a grande competitividade, as empresas estão querendo os melhores talentos do mercado, independente do sexo, acirrando, assim, a disputa entre homens e mulheres no mercado de trabalho. |
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