Maiores
controles
Em
um Sistema de Franquia Formatada, os controles sobre as operações
do franqueado são constantes e permanentes. Muitas vezes, a
auditagem do sistema detecta falhas no cumprimento das obrigações
por parte do franqueado que poderão acarretar aborrecimentos
mútuos. Além dos controles financeiros e contábeis
sobre as vendas para efeitos de pagamentos de royalties e
fundo de publicidade, o franqueado sofrerá controles e revisões
periódicas sobre suas operações, em relação
a políticas, procedimentos e normas convencionadas.
A auditagem procura garantir os interesses dos quotistas ou acionistas
no negócio, buscando reordenar para o rumo certo a gestão
do empreendimento, verificando as causas e definindo as conseqüências
da utilização inadequada dos princípios e normas
geralmente aceitos na condução dos negócios.
Embora as constantes visitas do pessoal do franqueador sejam encaradas
como um trabalho adicional desgastante, a auditoria serve, também,
como guia orientador, indicando os pontos fortes e fracos da organização,
auxiliando o franqueado em suas dificuldades do dia-a-dia. Entretanto,
os controles excessivos e/ou absurdos podem cercear demais o espírito
empreendedor do franqueado. Somente os controles essenciais devem
ser mantidos, a não ser que o franqueado necessite da constante
intervenção do franqueador.
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Autonomia
parcial
É
bom lembrar que, ao se associar a uma rede de franqueados, o empreendedor
estará intimamente ligado ao franqueador e a toda rede, pois
a interdependência mútua é condição
para o sucesso do conjunto.
O negociante independente tem um grau de liberdade total, mas a responsabilidade
pelo sucesso ou fracasso também é totalmente dele.
O cerceamento à autonomia do franqueado é parcial e
refere-se somente aos aspectos básicos do sistema. A participação,
tanto nas glórias quanto nos sacrifícios do empreendimento
comum, será distribuída eqüitativamente entre todas
as unidades da rede. A mentalidade de espírito de equipe também
prevalecerá na rede franqueada e, portanto, ao se tomar uma
iniciativa, mesmo que positiva, esta terá de contribuir para
o todo e não só individualmente.
Outro aspecto de autonomia parcial se refere à criatividade,
característica da personalidade empreendedora que, no caso
da franquia, não poderá ser exercida livremente. Compete
ao franqueador orientar o processo de inovações e alterações
sugeridas, tentando aperfeiçoar o sistema e estender, após
testes em suas unidades próprias, os benefícios a toda
a rede, quando atender aos interesses do sistema como um todo.
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Risco de
descumprimento do contrato
Uma
vez firmado o contrato com franqueador, pode ocorrer, por parte deste,
o descumprimento de algumas ou muitas condições contratuais
do negócio.
Em alguns casos especiais os produtos perderão a sua qualidade
inicial, os fornecimentos não chegarão em tempo hábil
para venda, o mix de produtos não será respeitado,
estoques excessivos serão repassados, haverá diminuição
da rentabilidade, a inovação da linha de produtos não
acontecerá no ritmo desejado etc.
Enfim, quando as expectativas contratuais não forem atendidas,
por causa de gestão ineficiente do franqueador, ambas as partes
terão de contornar essa situação de insatisfação
mútua buscando alternativas de solução para os
problemas, sem descaracterizar o sistema.
Se o caso, porém, for de gestão inescrupulosa e permanecer
o impasse por longo tempo, não haverá outro jeito senão
descontinuar o contrato com este franqueador e buscar outro que realmente
tenha condições de cumprir o contrato.
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Taxas
de franquia
Várias
taxas incidem sobre o franqueado. Eventualmente, tornarão inviável
o negócio se não forem compatíveis com os preços
de mercado. Muitas vezes o franqueador na ânsia de franquear
a sua marca, cobra taxas irreais. Os cálculos de rentabilidade
e de viabilidade econômico-financeira terão de ser compatibilizados
para permitir operacionalizar a franquia. Outras vezes, as taxas exigidas
dos franqueados não condizem com o suporte de serviços
oferecidos pelo franqueador. Nesses casos, as taxas são uma
desvantagem.
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Seleção
ineficiente
Também
pode haver seleção ineficiente por parte do franqueado,
caso selecione erradamente um franqueador que se supunha até
então possuir uma boa marca franqueável. Isso poderá
acarretar sérios problemas operacionais no futuro do negócio,
ainda mais se porventura vier a cair em mãos de empresário
inexperiente e/ou inescrupuloso. O processo de compra de uma franquia
certamente terá de passar por rigorosa seleção
de empresas que estejam aptas a vender um bom sistema acoplado a uma
conhecida marca.
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Localização
forçada
A responsabilidade
final pela localização do PDV será sempre do
franqueador, pressupondo que este tenha feito um completo estudo de
localização das unidades para a distribuição
dos seus produtos. Embora o franqueado possa fazer sugestões
de vários locais para instalar o seu ponto de venda, trazendo
alternativas para escolha do franqueador, este sempre o forçará
a seguir sua orientação, com base em sua experiência
anterior. Não basta, portanto, que o franqueado disponha de
bom imóvel para instalar a franquia, pois, muitas vezes, lhe
falta o conhecimento do negócio como um todo, para se efetuar
uma boa seleção entre as alternativas mais adequadas
para o sucesso das vendas.
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Restrições
na cessão do sistema
Tendo
em vista que o contrato de franquia é intuiitus personae,
isto é, entre pessoas, o franqueado não pode cedê-lo
a terceiros. Quando da sucessão inter vivos ou causa
mortis, nada pode ser transferido sem a prévia autorização
do franqueador, explicitada em novo contrato. Para tanto, os sucessores
do franqueado terão de iniciar o mesmo processo de seleção
realizado pelo franqueado original que, uma vez aprovado, passará
pelo escrutínio do franqueador, podendo este autorizar a cessão
ou descontinuar o contrato. Essas circunstâncias serão
atenuadas se o franqueado indicar como seu sucessor pessoa de confiança
e preparada para assumir o negócio.
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Independência do seu negócio
O franqueado
que se associar a um sistema de franquia será independente
jurídica e financeiramente em relação ao franqueador.
Em outras palavras, a sua razão social estará desvinculada
da razão social do franqueador. O vínculo existirá
somente com relação ao nome de fantasia, isto é,
com a denominação da marca e logotipo que giram na praça.
O vínculo contratual é intuitus personae, isto
é, existe somente entre o titular do nome/marca/logotipo e
a pessoa física do franqueado. Este precisa abrir uma empresa,
pessoa jurídica, para administrar o contrato de franquia em
nome da sua pessoa física.
Financeiramente, não existe vínculo pelo contrato de
franquia e todas e quaisquer operações financeiras são
de responsabilidade individual, inexistindo, contratualmente, o instituto
da responsabilidade solidária entre as partes, pois tratam-se
de duas pessoas jurídicas distintas.
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Pesquisa e desenvolvimento
O franqueado
não despenderá seus recursos financeiros, seu tempo
e tirocínio na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos.
Essa tarefa cabe inteiramente ao franqueador que, a seu custo, vai
manter equipes de profissionais que identifiquem outros nichos de
mercado, buscando conhecer aquilo que os clientes de seus produtos
querem. Com base nos dados de pesquisas de mercado, o franqueador
desenvolverá novos produtos e/ou aperfeiçoará
os já existentes, objetivando aumentar as vendas através
das técnicas de obsoletismo planejado de seus produtos e/ou
serviços. Além disso, quando estes novos produtos forem
lançados na rede, elas já terão passado pela
fase de testes nas unidades próprias do franqueador.
Dessa forma, o custo de aprendizado do franqueado será bem
menor do que as despesas de pesquisa de mercado e o desenvolvimento
do produto por sua própria conta.
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Retorno sobre investimento mais rápido
O retorno sobre o investimento inicial em unidades franqueadas será
também obtido mais rapidamente que o negociante independente,
uma vez que todos os benefícios de economias de escala influirão
positivamente, reduzindo os custos previstos ou imprevistos e, consequentemente,
os prazos para se atingir o ponto de equilíbrio e iniciar a
fase de obtenção de lucros.
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Maior lucratividade
O franqueado
terá maior índice de lucratividade do que um negociante
independente, uma vez que ele se beneficiará das economias
de escala com maiores créditos, prazos de pagamento mais elásticos,
menores custos de instalação, despesas reduzidas pelo
rateio da verba de propaganda da marca e outras despesas inerentes
à montagem do seu novo negócio. Conseguirá então
obter melhor balanceamento dos investimentos inerentes à implantação
da sua unidade, pois, sem dúvida, o seu fluxo de caixa refletirá
um perfil de dívida alongado, permitindo financiar parte dessas
despesas, com as entradas de suas vendas, equilibrando o seu capital
de giro.
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Maior
crédito
Os franqueados
poderão vender os produtos e/ou serviços a um custo
menor do que a concorrência local e do negociante independente
que, por não ter um tamanho econômico significativo,
não usufruirá de descontos nos preços e prazos
alongados ou de pagamentos em condições especiais. Os
pequenos comerciantes individuais geralmente não possuem um
sólido cadastro financeiro para garantir compras a prazo e,
em conseqüência, não conseguem obter créditos
privilegiados junto às instituições financeiras,
ou outros benefícios que façam aumentar a sua margem
de lucro.
Já os participantes de uma Rede franqueada gozam dos maiores
benefícios creditícios, pois o sistema financeiro conhece
as ligações do franqueador com seus associados, o que
facilita a obtenção de créditos especiais, pois
o franqueador dispõe de um significativo cadastro financeiro.
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Economia
de escala
Todos
os custos de propaganda serão rateados entre os participantes
da rede franqueada, o que faz diminuir o investimento em termos de
quantidade, bem como melhorar a sua qualidade. Nas campanhas de publicidade,
por exemplo, a rede pode contar com uma verba de propaganda maior,
visando a melhorar a qualidade de mídia e obter maior abrangência
geográfica dos meios de comunicação, permitindo,
assim, melhor visualização da marca e fortalecimento
da imagem a um custo bem menor do que uma campanha totalmente financiada
pelo negociante independente.
O fundo de publicidade arrecadado entre os participantes da rede para
financiar as despesas de propaganda e publicidade será investido
dentro de um plano de marketing global integrado, que beneficiará
toda a rede. Quanto maior a rede de distribuição, maior
será a sua visibilidade pelos consumidores de seus produtos
e/ou serviços.
Quanto às vantagens de preços obtidas por uma central
de compras da rede, são evidentes as economias de escala, não
só pela aquisição de lotes econômicos ideais,
bem como em relação à manutenção
de estoques reguladores, logística e distribuição
de produtos, administração de materiais e outros benefícios.
No investimento em ativo fixo, isto é, compra de máquinas,
equipamentos e construção da sua unidade, os franqueados
também poderão usufruir dos benefícios de redução
de preços por quantidade, pois o franqueador irá indicar
os melhores fornecedores de bens e serviços.
Suprimentos bem administrados podem gerar grandes lucros ao franqueador,
cujas vantagens de economia de escala são parcialmente repassados
à rede franqueada.
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Menores custos de instalação
Geralmente,
os custos de instalação de um negócio independente
fogem à previsão, causando enormes problemas de fluxo
de caixa ao empreendedor. Isto não acontece no caso de uma
franquia formatada.
O franqueador informará ao franqueado todos os custos, desde
a concepção até a instalação total
da sua unidade. Calculará e informará o custo a ser
rateado com outros franqueados ao fornecer o projeto arquitetônico
e as plantas de engenharia de construção, executar a
fiscalização da obra, especificar máquinas e
equipamentos, enfim, dar todo o apoio necessário à construção
e instalação da nova unidade, tomando por base os custos
de sua unidade-padrão. Nem sempre, porém, essa contribuição
valiosa, adquirida pelo "know-how" anteriormente
desenvolvido pelo franqueador, é repassada integralmente de
forma a viabilizar a instalação da unidade a um menor
custo ao franqueado. Muitas vezes, as informações publicadas
em artigos, guias e propaganda paga não correspondem à
realidade do mercado.
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Garantia de mercado
O franqueado
gozará da vantagem competitiva de seu franqueador, pois este,
além de já ter testado seus produtos e marcas no mercado,
também planejou sua expansão de tal forma que é
conhecedor do perfil dos clientes de seus produtos. Conhece, também,
todos os pormenores do processo de melhor produzir e/ou vender, tem
informações sobre as estratégias de seus concorrentes,
elaborou um bom plano de marketing e vem obtendo sucesso no seu mercado
cativo. O consumidor, rapidamente, se acostumará a adquirir
os mesmos produtos e/ou serviços da rede franqueada, além
da possibilidade de negociar a exclusividade de vendas em seu território
devidamente delimitado, o que dará maior garantia na exploração
de um mercado cativo no local da sua unidade.
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Garantia de mercado
Enquanto
o franqueado está indo, o franqueador já estará
voltando, pois a tarefa de planejar o seu negócio para o futuro
é de responsabilidade exclusiva desse. Um bom e efetivo Plano
de Negócio, que antecede qualquer investimento e prevê
tanto receitas quanto despesas, precisa ser objeto de permanente preocupação
do empreendedor.
Muitas vezes o pequeno empreendedor independente não tem tempo
e habilidade para prever fatos político-sociais e econômicos
que afetem o seu negócio. Rapidamente, o esforço despendido
na montagem da estratégia inicial do seu empreendimento estará
desatualizado. Se o plano de negócios não for constantemente
revisado, alguma surpresa desagradável não prevista
poderá surgir repentinamente, como por exemplo, uma crise de
mercado, causada pelo baixo nível de consumo, a criação
de novo negócio pela concorrência mais forte e organizada
das grandes redes de distribuição ou uma nova lei criada
pelo governo. Em qualquer dessas hipóteses, além de
outros obstáculos que o negociante independente normalmente
teria de ultrapassar, melhor ele faria se estivesse apoiado por competente
franqueador e pudesse instalar-se e expandir com menor risco financeiro
com base em um completo Plano de Negócios do Franqueador.
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Maior chance de sucesso
Sem dúvida
alguma, o franqueado terá maior chance de sucesso em seu negócio
utilizando-se do sistema de franquia formatada do que lançando-se
por conta própria em um negócio independente. A razão
é bastante simples: entrar em um negócio já existente
e de sucesso diminui os riscos de fracasso em 90% dos casos, segundo
estatísticas publicadas.
Enquanto o negócio independente terá de fortalecer a
sua marca, com todas as dificuldades inerentes a qualquer atividade
econômica, o franqueador poderá transferir o seu sistema
e marca já comprovado ao franqueado, a um risco bem menor do
que as prováveis perdas, erros e testes, cujo custo de aprendizado
certamente será bem mais alto.
Outro fato a se considerar é a relativa facilidade de instalação
de um ponto de venda, em relação à difícil
tarefa de mantê-lo produtivo e rentável ao longo do tempo.
Muitas das tarefas de responsabilidade do franqueador dentro do sistema
de franquia formatada não serão realizadas pelo proprietário
de um negócio independente, ou por falta de recursos financeiros
e humanos ou por desconhecimento do mercado.
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