Os pós-fordistas pensam que a reengenharia
é aspecto gerencial, pelo qual se manifesta a passagem
da base técnica do processo produtivo de eletromecânica
para eletrônica. Esse aspecto leva à comprovação
do distanciamento do paradigma produtivo fordista. Traduz o
afastamento do fordismo, a partir da organização
diferenciada do processo produtivo, tanto no que diz respeito
à força de trabalho (novas regulações
sociais) como à estrutura da produção.
Por outro lado, os neofordistas entendem que
essas mudanças caracterizam mais um tipo de superação
do fordismo, porque as transformações da forma
de se organizar o trabalho (rotação de cargos,
diminuição de hierarquias, flexibilidade, polivalência
funcional) indicam que está havendo aperfeiçoamento
do modelo. Essa perspectiva é identificada como neofordista.
Independente
do ângulo de análise, a reengenharia, enquanto proposta
técnica de gerenciamento e organização do processo
produtivo é estressante e provoca perda de memória técnica
da empresa que propõe mudanças quantitativas, porquanto
não traduz mudança substancial na base técnica
da produção.