Unidade 2 Módulo 1
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MÓDULO 02 - Mensuração De Demanda De Mercado

1 - Segmentação

Com a revolução industrial iniciou-se uma nova fase de comércio e consumo de massa. Porém, vivemos um longo período no início do Século XX em que havia muita procura por produtos e concorrência restrita, o que deu origem ao marketing de massa.

Nickels e Wood definem o marketing de massa como “o processo de usar uma estratégia padrão para vender produtos padronizados e fabricados em massa para todos os consumidores no mercado”. Assim, a empresa se dedica à produção, distribuição e promoção em massa de um produto para todos os consumidores.



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Porém, o cenário mudou. A crescente competição entre as empresas deixou claro que é preciso se especializar para atender bem, o que fez surgir o marketing segmentado, pois é difícil um único produto conseguir satisfazer a todos os clientes em um mercado.

A base da estratégia da segmentação está então nas diferenças que existem entre as pessoas e as suas necessidades. Ou seja, o foco de atuação das empresas deve estar no consumidor e em buscar atender às suas diferentes demandas. Assim, a segmentação é uma abordagem que fica entre o marketing de massa e o marketing um-a-um (ou marketing individualizado). A idéia básica da segmentação é de dividir os consumidores em grupos que tenham características de consumo que sejam semelhantes.



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Kotler descreve um segmento de mercado como “um grande grupo que é identificado a partir de suas preferências, poder de compra, localização geográfica, atitudes de compra e hábitos de compra similares”. Já os autores Pride e Ferrell (2001, p. 129) ”um segmento de mercado consiste em indivíduos, grupos ou organizações com uma ou mais características semelhantes que os levam a ter necessidades de produtos relativamente parecidas”.

Em uma e em outra definição fica claro que estamos falando em uma classificação de grupos de consumo que têm semelhanças em suas demandas. Assim, a idéia central da segmentação é tentar compreender como se dá o comportamento de consumo e como se distribui o mercado em um determinado setor e, a partir disso, dividir esse mercado em segmentos. O passo seguinte, analisando todos os segmentos desse mercado, é definir quais os segmentos serão atendidos pelos produtos e serviços da empresa.

Porém, é preciso escolher segmentos que a empresa possa realmente atender satisfatoriamente. As características essenciais de um bom segmento são: acessibilidade , mensurabilidade e relevância. A Figura 1 mostra que um bom segmento precisa estar sustentado por este tripé.


Figura 1: Características de um bom segmento



Se o segmento não for acessível para a empresa, mesmo sendo promissor, não será segmento-alvo em curto prazo.



Todo segmento precisa ser mensurável. É preciso conhecer o tamanho do segmento e suas principais especificidades em termos de composição.




O segmento precisa apresentar demanda que possa ser atendida pela empresa em questão. Por exemplo, para uma empresa que atua com roupas para invernos rigorosos, provavelmente os países tropicais não constituem um segmento relevante.



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Mas, além de considerar os aspectos de acessibilidade, mensurabilidade e relevância, é preciso conhecer a fundo os segmentos e dividi-los de acordo com suas características essenciais. Para facilitar esse processo, foi listada uma série de variáveis que podem influenciar a decisão de consumo, as quais foram agrupadas em quatro tipos de segmentação: geográfica, demográfica, psicográfica e comportamental, como mostra a Figura 2.


Figura 2: Tipos de Segmentação



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A segmentação geográfica divide o mercado com base em localidades. Essa segmentação é útil para reconhecer as tendências gerais de compra de uma determinada região. Também é necessária porque são poucas as empresas que conseguem atender ao mercado global. Pode-se considerar nessa divisão por localidades não só a localização geográfica como também a densidade populacional e o clima.

Quando se define um mercado geograficamente mais amplo, é importante levar em consideração as diferenças entre os costumes das regiões e, mais ainda, se a decisão for de atender a mais de um país. Nesse último caso será importante conhecer também a legislação dos países que se prentede atender.



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A segmentação demográfica costuma ser bastante utilizada na prática e baseia-se em variáveis: ocorre de acordo com variáveis como gênero, idade, renda, ocupação, educação, tamanho da família e estagio de ciclo de vida da família. Esta segmentação pode ser conhecida também como sócio-econômica. São variáveis de segmentação demográfica: o gênero (sexo masculino ou feminino), a idade, o estágio de ciclo de vida da família , o grau de escolaridade, a formação profissional, a renda, a classe social, a religião, a raça, a ocupação, a nacionalidade etc.

Mas há outros aspectos importantes no processo de consumo que não estão contemplados nas segmentações demográficas e geográficas: o estilo de vida de cada um, as necessidades e os desejos das pessoas. Assim, é preciso considerar também a segmentação psicográfica e a comportamental.



O estágio no ciclo de vida familiar representa o processo de formação e dissolução de famílias e são estágios que tem uma grande influência no comportamento de consumo de cada segmento. Exemplos de estágio de ciclo de vida: casal sem filhos, casal com filhos pequenos, mãe com filhos adolescentes etc.



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A segmentação psicográfica envolve a medição de estilos de vida dos consumidores, ou seja, a maneira como as pessoas conduzem sua vida, incluindo suas atividades interesses e opiniões. Os indicadores do estilo de vida são as Atividades, Interesses e Opiniões (A-I-O). As atividades e interesses envolvem os aspectos relacionados a lazer, vida cotidiana e trabalho. O indicador opiniões revela um sistema de crenças e valores da pessoa em face dela mesma e em seus relacionamentos.



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Finalmente, na segmentação comportamental, os compradores são divididos em grupos de acordo com seus comportamentos de compra que envolvem o conhecimento de um produto e suas atitudes com relação a ele, no uso dele ou em resposta a ele. Kotler defende que as variáveis comportamentais são os melhores pontos de partida para se construir segmentos de mercado. As principais variáveis comportamentais são: ocasião , benefícios , status do usuário ,índice de utilização , status de fidelidade e atitude em relação ao produto.

A Figura 3 resume os tipos de segmentação, apontando as principais variáveis contidas em cada um dos tipos de segmentos.


Figura 3: Resumo dos tipos de segmentação e suas variáveis.



Ocasião corresponde aos eventos em que os clientes sentem uma necessidade, adquirindo um produto ou o utilizam, como por exemplo, as viagens aéreas são feitas em ocasiões relacionadas a negócios, a férias ou a questões familiares.



Benefícios buscados pelos compradores ao adquirem um produto.



Os mercados podem ser segmentados em não-usuários, ex-usuários, usuários potenciais, usuários iniciantes e usuários regulares de um produto.



Mede o índice de consumo de cada usuário. São divididos em heavy-users que representam uma porcentagem baixa de mercado, mas uma porcentagem total de consumo alta. Os light-users que representam uma porcentagem alta de mercado, mas uma porcentagem de consumo baixa e os médium-users que representam uma porcentagem mediana de mercado e de consumo.



Que mede o grau de fidelidade dos clientes à marca. Como fiéis convictos que compram sempre as mesmas marcas, os fiéis divididos que são fiéis a duas ou três marcas, os fiéis inconstantes que mudam com freqüência de uma marca parta outra e os infiéis que não são fiéis a nenhuma marca.



Refere-se à atitude que um cliente tem em relação à marca, como entusiasmo, positivo, indiferente, negativo e hostil.



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2 - Diferenciação

A idéia da segmentação baseia-se, portanto, na divisão do mercado para que seus diferentes segmentos possam ser atendidos de forma diferenciada. Ou seja, nem todos querem a mesma coisa, portanto, é preciso que os players de mercado apresentem produtos, serviços e propostas de atuação diferenciados, cada um buscando atender ao máximo às demandas de seu segmento-alvo.

Porém, como bem salienta Michael Porter, a disputa está cada vez mais voraz, resultando em maior atratividade da arena, isto é, os concorrentes são a cada dia mais atraídos para a arena da disputa pelo consumidor. Essa atratividade cada vez maior da arena, leva acriações sucessivas de vantagens competitivas que vão sendo criadas e rapidamente copiadas, deixando portanto de ser um diferencial e ocasionando a chamada “erosão da vantagem competitiva” descrita por Porter.



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Em síntese, a partir da definição da segmentação, uma empresa realiza suas pesquisas para conhecer a demanda de seus clientes em potencial e estabelece algumas vantagens e/ou benefícios como diferenciais. Porém, o que é um diferencial hoje pode não mais ser amanhã se os demais concorrentes resolverem apresentar para os clientes o mesmo tipo de benefício ou vantagem. Ou seja, o diferencial pode ser algo bastante volátil, como mostra o ciclo da Figura 4, indicando que a empresa sempre precisa realizar novas pesquisas com seus consumidores e criar novos diferencias, mesmo sabendo que eles poderão ser copiados pela concorrência.


Figura 4: Ciclo contínuo do processo de diferenciação



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Mas o fato é que, sem um diferencial, torna-se praticamente impossível conseguir a atenção dos consumidores. O diferencial é decorrência da segmentação e ao mesmo tempo, costuma levar a novas segmentações, num processo de segmentar, diferenciar, segmentar novamente, diferenciar novamente e assim por diante.

Levada ao extremo, a segmentação conduz ao marketing customizado ou marketing um-a-um (one-to-one), tratando os clientes individualmente. O marketing um-a-um não é novidade. No passado, ele costumava ser aplicado em pequenos estabelecimentos, mesmo que sem o nome de “marketing”. Os comerciantes conheciam seus clientes pelo nome e sabiam o que gostavam e compravam. Ao entrar numa mercearia, um cliente era cumprimentado pelo nome, o atendente, muitas vezes o dono do estabelecimento, oferecia-lhe as compras habituais e sugeria-lhe novos produtos que estivessem de acordo com seus gostos ou, até mesmo, de seus familiares.

Esse marketing um-a-um permite a fidelização dos clientes. Eles preferem voltar para um local, onde são conhecidos e bem tratados. Porém, a capacidade produtiva crescente provocou a busca por mais clientes e, conseqüentemente, por maiores fatias de mercado. A partir de então, passaram a ser desenvolvidas tanto pesquisas de mercado, com o objetivo de descobrir o que os consumidores de um determinado segmento preferiam, como estatísticas, que permitiam predizer tendências e padrões de compras. Dessa forma, viveu-se uma época de marketing de massa.



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Porém, a alta competitividade entre as empresas tornou o marketing de massa perigoso, pois as empresas deixavam de atender às demandas específicas de seus clientes. Em função disso, as empresas voltaram a segmentar, buscar conhecer seus clientes potenciais e apresentar diferenciais competitivos que satisfizesse a esses clientes. Mas como esses diferenciais não são perenes, as empresas perceberam que teriam que investir em um marketing que fosse quase individualizado e que conduzisse à fidelização dos clientes. Mas, mais que isso, elas perceberam que seria necessário que os clientes a percebessem de uma forma distinta da forma como percebem os outros players de mercado, surgindo, então, a idéia do conceito de Posicionamento.

Basicamente, existem três maneiras de uma empresa fornecer mais valor que suas concorrentes: a) cobrando um preço menor; b) ajudando o cliente a reduzir seus custos; e, c) acrescentando benefícios que tornem o produto mais atraente. As empresas devem auxiliar seus clientes a obter o máximo valor de uso de seus produtos e procuram entender os negócios dos clientes.



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A diferenciação de um produto no mercado pode estar baseada em vários fatores: tecnologia, preço, aplicação, qualidade, serviço, canais de distribuição, público-alvo, clientes específicos e alianças.

Michel Porter enfatiza alguns conselhos fundamentais para as empresas que buscam um diferencial no mercado e, portanto, procuram destaque não como maiores, mas sim como as melhores em seu ramo de atividade.

Segundo esse autor, a vantagem competitiva surge do valor que uma empresa consegue criar para seus compradores e que ultrapassa o custo de fabricação pela empresa. O valor é aquilo que os compradores estão dispostos a pagar.

Uma empresa ganha vantagem competitiva executando suas atividades estrategicamente de forma mais barata ou melhor que a concorrência. E, para diagnosticar a vantagem competitiva, Michel Porter criou o conceito de cadeia de valores (reunião de todas as atividades – principais e de apoio – executadas por uma empresa de forma integrada).

Mas, como obter vantagem competitiva? Porter responde que, na era da concorrência total, existem duas maneiras básicas para se obter vantagem competitiva: os custos baixos e a diferenciação.



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3 - Posicionamento

Posicionamento é o pensamento organizacional central. Por meio dele se comunica ao mercado os diferenciais do produto e ao seu redor é construída a personalidade da marca. Ou seja, o posicionamento não só coloca uma marca num padrão de referência competitivo, mas também registra suas vantagens/benefícios como diferencial competitivo.

Segundo Al Ries e Jack Trout, o posicionamento começa com um produto. Uma mercadoria, um serviço, uma empresa, uma instituição ou até mesmo uma pessoa... mas posicionamento não é o que você faz com o produto. O posicionamento é o que você faz com a mente do cliente potencial. Ou seja, você posiciona o produto na mente do cliente.



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Ries e Trout afirmam que produtos conhecidos geralmente possuem uma posição destacada na mente dos consumidores. Por exemplo, a Hertz é conhecida como a maior empresa de aluguel de carros do mundo. A Coca-Cola, como a maior empresa de refrigerantes. Seria difícil para um concorrente modificar as posições dessas marcas, mas eles apresentam algumas estratégias alternativas para os concorrentes. O quadro 1 apresenta posições que poderiam ser adotadas por marcas concorrentes.

ESTRATÉGIA 1 ESTRATÉGIA 2 ESTRATÉGIA 3

Reforçar sua atual posição na mente do consumidor e usar sinceridade na divulgação.

Conquistar uma posição não-ocupada. Ou seja, buscar encontrar uma categoria onde seja possível ser o líder. Buscar o ponto fraco na estratégia do líder, pois por trás de toda fortaleza, há uma fraqueza
Exemplo: A 7-Up capitalizou o fato de não ser um refrigerante de cola fazendo sua propaganda como não-cola. Exemplo: A Apple lançou o microcomputador. Ela podia ter criado um mainframe, mas potente, mas este espaço já era ocupado pela IBM. Por isso, ela precisava criar uma categoria onde pudesse ser a primeira. Exemplo: O United Jersey Bank, ciente de que bancos gigantes eram lentos posicionou-se como “o banco que se move com rapidez”.

Quadro 1: Estratégias alternativas para serem adotadas por marcas concorrentes


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Cada empresa deve decidir quantas diferenças (benefícios, características) deve promover para seus consumidores-alvo. Muitos profissionais de marketing defendem a promoção de apenas um benefício central. Por exemplo, o creme dental Crest promove sistematicamente sua proteção anti-cárie, enquanto a Mercedes promove sua grande engenharia. Ries e Trout são a favor de uma mensagem de posicionamento sistemática. Para eles, cada marca deveria selecionar um atributo e tentar ser a ‘número um’ nesse atributo, pois os consumidores não conseguem memorizar muitas coisas sobre uma mesma marca, daí a necessidade de concentrar a divulgação em uma idéia central única.

Os posicionamentos “número um” apresentam diferentes posições, por exemplo:

ALTERNATIVAS PARA SER O POSICIONAMENTO NÚMERO UM

melhor qualidade

maior rapidez.
melhor atendimento maior customização
preço mais baixo mais praticidade
maior valor tecnologia mais avançada
maior segurança mais inovação


Quadro 2: Posições possíveis para empresas que buscam posicionamento “número um”


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Se uma empresa trabalhar com afinco em um desses posicionamentos e conseguir entregá-lo ao cliente, ela provavelmente será mais conhecida e mais lembrada por esse ponto forte.

Os quatro principais erros de posicionamento que devem ser evitados são mostrados no Quadro 3.

PRINCIPAIS ERROS DE POSICIONAMENTO

Sub-posicionamento

Algumas empresas descobrem que os consumidores têm apenas uma vaga idéia da marca. A marca é vista como ‘mais uma’ em um mercado já saturado.
Super-posicionamento Os consumidores podem ter uma imagem demasiadamente estreita de uma marca.
Posicionamento confuso Os consumidores podem possuir uma imagem confusa da marca, que resulta de um excesso de mensagens ou de mudanças freqüentes no posicionamento.
Posicionamento duvidoso Os consumidores podem achar difícil acreditar no que a marca alega possuir, tendo em vista as características, o preço ou o fabricante do produto.


Quadro 3: Principais erros de posicionamento


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Solucionar o problema do posicionamento permite à empresa definir as estratégias do mix de marketing. Por exemplo, a ‘posição de alta qualidade’ exige que a empresa fabrique produtos de alta qualidade, cobre um preço maior por eles, distribua-os por meio de revendedores de alto nível e divulgue-os em revistas de qualidade. A Figura 5 mostra que o Mix de Marketing precisa ser pensado de acordo com a estratégia de Posicionamento.


Figura 5: Mix de Marketing alinhado com o Posicionamento

De maneira resumida, pode-se dizer que posicionamento é o ato de desenvolver a oferta e a imagem da empresa para ocupar um lugar destacado na mente dos clientes-alvo. O resultado final do posicionamento bem-sucedido é a divulgação para os consumidores de uma proposta de valor distinguida no mercado.



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Resumo

A crescente competição entre as empresas deixa claro que é preciso se especializar para atender bem, o que fez surgir o marketing segmentado. A base da estratégia da segmentação está nas diferenças que existem entre as pessoas e as suas necessidades. Kotler descreve um segmento de mercado como “um grande grupo que é identificado a partir de suas preferências, poder de compra, localização geográfica, atitudes de compra e hábitos de compra similares”.

A idéia central da segmentação é tentar compreender como se dá o comportamento de consumo e como se distribui o mercado em um determinado setor e, a partir disso, dividir esse mercado em segmentos e definir quais os segmentos serão atendidos pelos produtos e serviços da empresa. As características essenciais de um bom segmento são: acessibilidade, mensurabilidade e relevância.

Para facilitar esse processo, foi listada uma série de variáveis que podem influenciar a decisão de consumo, as quais foram agrupadas em quatro tipos de segmentação: geográfica, demográfica, psicográfica e comportamental.



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A partir da definição da segmentação, uma empresa realiza suas pesquisas para conhecer a demanda de seus clientes em potencial e estabelece algumas vantagens e/ou benefícios como diferenciais. Porém, o que é um diferencial hoje pode não mais ser amanhã se os demais concorrentes resolverem apresentar para os clientes o mesmo tipo de benefício ou vantagem. Mas o fato é que, sem um diferencial, torna-se praticamente impossível conseguir a atenção dos consumidores. O diferencial é decorrência da segmentação e ao mesmo tempo, costuma levar a novas segmentações, num processo de segmentar, diferenciar, segmentar novamente, diferenciar novamente e assim por diante.

Basicamente, existem três maneiras de uma empresa fornecer mais valor que suas concorrentes: a) cobrando um preço menor; b) ajudando o cliente a reduzir seus custos; e, c) acrescentando benefícios que tornem o produto mais atraente. A diferenciação de um produto no mercado pode estar baseada em vários fatores: tecnologia, preço, aplicação, qualidade, serviço, canais de distribuição, público-alvo, clientes específicos e alianças.



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Posicionamento é o pensamento organizacional central. Por meio dele se comunica ao mercado os diferenciais do produto e ao seu redor é construída a personalidade da marca. O posicionamento não só coloca uma marca num padrão de referência competitivo, mas também registra suas vantagens/benefícios como diferencial competitivo.

Segundo Al Ries e Jack Trout, o posicionamento começa com um produto. Uma mercadoria, um serviço, uma empresa, uma instituição ou até mesmo uma pessoa... mas posicionamento não é o que você faz com o produto. O posicionamento é o que você faz com a mente do cliente potencial. Ou seja, você posiciona o produto na mente do cliente.

Muitos profissionais de marketing defendem a promoção de apenas um benefício central como estratégia de posicionamento. Para eles, cada marca deveria selecionar um atributo e tentar ser a ‘número um’ nesse atributo, pois os consumidores não conseguem memorizar muitas coisas sobre uma mesma marca.

Os quatro principais erros de posicionamento que devem ser evitados são sub-posicionamento, superposicionamento, posicionamento confuso e posicionamento duvidoso. Solucionar o problema do posicionamento permite à empresa definir as estratégias do mix de marketing com base na estratégia de Posicionamento.



Unidade 2 Módulo 2
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1 - Mix de Marketing

O mix de marketing é um dos temas mais importantes em Marketing. Ele foi criado por McCarthy que classificou as principais estratégias mercadológicas em quatro grupos amplos, denominados os 4 Ps do Marketing: Produto, Preço, Praça (ou Ponto-de-Venda, ou Distribuição) e Promoção (que também pode ser entendido como Divulgação ou Comunicação).

O composto mercadológico criado por McCarthy, com algumas adaptações, pode ser utilizado em qualquer tipo de organização, independente do tamanho ou do setor de atuação, pois eles constituem ferramentas para ajudar a organização a atender aos desejos e às necessidades dos clientes.



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Para o Kotler “mix de marketing (ou composto de marketing) é o conjunto de ferramentas de marketing que a empresa utiliza para perseguir seus objetivos de marketing no mercado-alvo”. A Figura 1 mostra os componentes de cada um dos 4 Ps e que serão abordados detalhadamente nos próximos tópicos.



Figura 1: Os 4 Ps do Mix de Marketing



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2 - Estratégia de Produto

Em marketing produto tem um conceito amplo. Ele é definido por Kotler como “Qualquer coisa que pode ser oferecida a um mercado para aquisição, atenção, utilização ou consumo e que possa satisfazer um desejo ou necessidade. Inclui objetos físicos, serviços, pessoas, locais, organizações e idéias.”

Os produtos se dividem em: básico (ou central), tangível (ou real) e ampliado, conforme pode ser visto na Figura 2.



Figura 2: Os tipos de produtos



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De acordo com a durabilidade ou tangibilidade os produtos podem ser classificados em três grupos: bens não duráveis, bens duráveis , e serviços .

Um aspecto importante em relação à estratégia de produto refere-se às decisões sobre as marcas dos produtos, compreendendo pelo menos cinco decisões importantes como pode ser visto no Quadro 1.

Decisão
Comentário
Exemplo
Colocar ou não marca no produto
Nem todos os produtos têm marca, por isso o fabricante precisa decidir se deve ou não colocar uma marca, mas vale lembrar que a tendência é de cada vez mais a marca ser valorizada. Há vários produtos hortifrutigranjeiros sem marca.
Patrocínio de marca
A decisão aqui se refere a qual marca deverá ser colocada: a do fabricante ou uma marca privada (marca do intermediário, do distribuidor, do revendedor)? Vários produtos vendidos nas grandes redes de hipermercados, como Extra e Carrefour, levam a marca do distribuidor e não de seus fabricantes.
Decisão de marca de família
Deve-se adotar uma marca de família? Isto é, usar uma mesma marca para produtos semelhantes Os Correios usam Sedex, Sedex-Hoje, Sedex-10! – produtos diferentes, mas todos com a marca “Sedex”.
Decisão de extensão da marca
Será que se deve usar um nome bem sucedido para nomear outros produtos da mesma fábrica? A Parmalat adota a mesma marca para todos os produtos, enquanto a Nestlé adota um nome para cada produto, mas todos com a assinatura da Nestlé.
Decisão de multimarcas
Duas ou mais marcas numa mesma categoria de produtos A Gessy Lever colocam nas prateleiras dos supermercados 3 ou 4 marcas diferentes de margarina.

Quadro 1: Decisões importantes sobre marcas de produtos

Como será detalhado em módulos posteriores, o desenvolvimento de um produto demanda a pesquisa de necessidades do cliente e uma série de etapas para que possa ser lançado no mercado.



Bens de consumo normalmente consumidos em poucos usos
.



Bens de consumo utilizados durante um período extenso de tempo e que subsistem a várias utilizações



Atividades, benefícios ou satisfações que são oferecidos para venda



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3 - Estratégia de Preço

O preço significa o valor estabelecido para a troca de um produto do ponto de vista tanto do comprador quanto da parte vendedora. Segundo Pride e Ferrell, “a variável preço tem a ver com decisões e ações associadas ao estabelecimento de objetivos e políticas de apreçamento e com a determinação dos preços dos produtos”.

O preço é a única estratégia do composto mercadológico que gera receitas para a empresa, pois todas as outras são investimentos a serem feitos. Assim, é comum que as organizações olhem para esta variável com bastante cuidado. Além disso, cada vez mais os consumidores comparam preços e a maioria já não aceita aquela máxima de “preço baixo ou qualidade”. O consumidor agora quer os dois! Por isso, é preciso bastante cuidado na elaboração da estratégia de preço.



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Os preços estabelecidos precisam ser, portanto, lucrativos e considerados justificáveis pelo consumidor, sendo que a competitividade é um dos fatores que mais influencia a estratégia de preço.

Na formulação clássica, o preço equivale aos custos mais o lucro desejado (o lucro desejado compreende além do retorno esperado pelos acionistas, também o valor necessário aos reinvestimentos na empresa). Porém, na visão de Marketing, a estratégia de preço necessita também levar em conta, além dos custos, as variáveis: (a) preço cobrado pelos concorrentes; e (b) valor atribuído ao produto pelo consumidor.

Três aspectos precisam ser observados no estabelecimento da política de preços de qualquer empresa:


1) A redução de custos deve ser foco permanente de atenção da empresa.
2) Para a maioria dos produtos/serviços, o valor atribuído pelo consumidor diminui ao longo do tempo.
3) Reinvestimento na empresa é necessário para manter seu nível de competitividade.



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Normalmente, as políticas e as estratégias de preços são estabelecidas, ou modificadas, para ajudar a atingir um ou mais dos seguintes objetivos:

1) Taxas de Retorno
2) Liderança de Mercado
3) Liderança da Qualidade do Produto



Especifica uma porcentagem de retorno em dinheiro tanto nas vendas quanto nos investimentos.




Geralmente antecedem os lucros iniciais para lucros maiores, em longo prazo, com a adoção de preços abaixo do mercado para atingir uma forte posição de liderança.



Geralmente requer um preço introdutório alto para criar e conotar a qualidade do produto para os membros do mercado-alvo. A percepção dos clientes é a principal consideração para atingir esse objetivo.




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Algumas estratégias de preço comumente utilizadas são mostradas no Quadro 2.

Decisão
Comentário
Preço baseado na concorrência
A estratégia de preço precisa levar em conta os preços cobrados pela concorrência e também o valor entregue pelos concorrentes aos clientes, pois os consumidores costumam comparar a relação custo-benefício entre as diferentes marcas que encontram no mercado.
Preço baseado na demanda
O preço baseado na demanda é aquele que varia de acordo com a procura pelo produto ou serviço. Alguns produtos e setores de atuação são mais sujeitos à influência da demanda do que outros.
Preço baseado no custo
O preço baseado no custo é aquele no qual o custo de produção é o principal componente da formação de preço, colocando-se uma margem de lucro como um percentual sobre o custo. É mais comum para produtos que são commodities (baixo valor agregado).
Preço-isca
O preço-isca caracteriza a estratégia de colocar alguns produtos com preço mais baixo para atrair os consumidores, tendo como objetivo lucrar com a venda de outros produtos.
Preço promocional
Preço promocional é aquele que apresenta um valor mais baixo por um período estabelecido, que pode ser tanto para queima de estoque como para atrair os consumidores em períodos de redução de vendas.
Preço Psicológico
Adoção de preços que buscam alterar a percepção do consumidor como as ofertas de R$ 999,00, em vez de R$1.000,00 ou preços expressos em dia (Ex.: custa menos de R$1,00 ao dia), embora a pessoa pague por ano.

Quadro 2: Decisões importantes sobre marcas de produtos



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Uma outra decisão a ser tomada relativamente ao preço refere-se ao preço de lançamento de novos produtos. Nesses casos, há duas estratégias possíveis: a estratégia de preço por desnatação (significa cobrar um preço alto inicialmente, em geral com distribuição seletiva, e ir abaixando este preço para atingir outras camadas do público-alvo) e a estratégia de preço por penetração (significa preço baixo e distribuição intensiva para conquistar o maior número de clientes potenciais possível). A estratégia de penetração é a mais indicada quando há a possibilidade de a concorrência oferecer o mesmo tipo de produto brevemente no mercado, pois, neste caso, o mercado estará mais “protegido”.



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Finalmente, um aspecto muito importante relativamente ao preço é o equilíbrio necessário entre Preço e Qualidade. A seguir é apresentada uma matriz (Figura 3) que mostra como são classificadas as estratégias conjugadas de Preço e Qualidade, considerando as opções “Alto”, “Médio” e “Baixo” para cada uma delas.

Figura 3: Classificação das estratégias conjugadas de Preço e Qualidade



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Não há dúvida que a oferta de diferentes níveis preço-qualidade de produto permite atender melhor aos vários segmentos de demanda e possibilita capitalizar as relações que o cliente estabelece entre produtos de níveis diferentes. Nesse sentido é que se pode falar nas técnicas de trading-up e tranding-down. Embora essas duas estratégias possam ser muito eficientes, elas só devem ser utilizadas após profundo exame dos resultados que se pode esperar em termos de reação do consumidor e do volume de vendas para a linha já existente e para a linha que se pretende introduzir.



É a técnica usada para aumentar o prestígio e, portanto, as vendas, de um produto estabelecido, de qualidade e preço mais baixos, pela adição de uma variedade de preço e qualidade mais altos, com nome igual ou semelhante.



É a técnica que consiste na introdução da variedade de preços mais baixos, a fim de capitalizar na reputação do item de preço mais alto, por meio da associação de nomes. Espera-se que o consumidor transfira para a nova linha a reputação de qualidade do produto já conhecido considerando-a, por isso, como boa.



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4 - Estratégia de Praça

A estratégia de Praça é também conhecida como estratégia de Distribuição e consiste na tarefa de tornar um bem disponível no local e no momento em que será necessário ao seu usuário. É fundamental na determinação da própria estratégia de negócios e na diferenciação dos produtos/serviços como arma mercadológica.

Assim, pode-se dizer que o planejamento da Distribuição consiste na tomada de decisão sistemática envolvida na implementação de programas para transferir fisicamente os produtos/serviços do produtor para o consumidor.

Este processo inclui a seleção e o controle dos canais de distribuição. Um canal de distribuição são todos os indivíduos ou organizações envolvidos no processo de movimentação dos produtos/serviços do produtor para o consumidor.



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Um canal convencional de distribuição consiste em um ou mais fabricantes, atacadistas e varejistas () independentes. Cada um se constitui em um negócio separado.

Os diferentes tipos de varejo são apresentados no Quadro 3.

Tipo de Serviço Prestado
Tipo de Produto Vendido
Tipo de Preço
Varejo de Auto Serviço
Loja de Especialidades
Loja de Descontos
Varejo de Auto Seleção
Loja de Departamentos
Varejo de Serviços Limitados
Supermercado
Loja de Depósito
Varejo de Serviço Completo
Loja de Conveniência
Catálogos e Show-Room
Business Service

Quadro 3: Classificações dos tipos de varejo


Organizações ou indivíduos envolvidos nas atividades comerciais necessárias para vender bens e serviços a varejistas, organizações ou outros intermediários, para revenda ou uso industria
l




Organizações ou indivíduos envolvidos na venda de bens e serviços para o consumidor final




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Os atacadistas têm grande importância para os fabricantes, pois: compram em grande quantidade; são escoadores de produção e estoques excessivos; suprem o fabricante de importantes informações, assumem o risco de crédito e ajudam a espalhar as mais diferentes mercadorias pelo país.

Para os varejistas, a importância do Atacado também é grande, pois os atacadistas vendem pequenas quantidades para os varejistas, dispõem de variedades, reduzem o custo de frete e prestam assessoria e serviços.



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Cada atacadista ou varejista constitui um canal do sistema de distribuição. O número de canais (ou intermediários) a ser utilizado é uma decisão que deve ser tomada quando se estabelece a Estratégia de Praça. Uma distribuição com canal de nível zero significa a venda direta do produtor ao consumidor. A distribuição de canal de nível um significa a presença de um intermediário – em geral um varejista. Finalmente, a distribuição de canal de nível dois compreende dois intermediários sendo o mais comum ter um atacadista e um varejista entre o produtor e o consumidor, como mostra a Figura 4.

Figura 4: Diferentes estratégias de definição de canais de distribuição



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A definição de quantos canais devem ser usados é influenciada pelo grau de exposição de mercado procurado pela empresa. Três graus de exposição de mercado podem ser adotados. São eles:



Produtores de bens de conveniência e matérias-primas comuns geralmente procuram uma distribuição intensiva, isto é, a estocagem de seus produtos no maior número de pontos de vendas que forem possíveis. O fator dominante no marketing desses bens é sua utilidade no local.



Alguns produtores deliberadamente limitam o número de intermediários que lidam com seus produtos. A forma extrema disso é a distribuição exclusiva, uma política de conceder a revendedores os direitos exclusivos de distribuir os produtos da empresa em locais respectivos.




Entre as duas políticas extremas de distribuição - intensiva e exclusiva - há uma gama completa de acordos intermediários que foram chamados de distribuição seletiva. A distribuição seletiva envolve a utilização de mais de um, mas seleciona entre todos os intermediários os que estão dispostos a lidar com determinado produto.



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O sucesso de todo o sistema de marketing depende de quão bem os membros interagem para realizar o trabalho. Muitas empresas utilizam o sistema vertical de marketing para realçar a cooperação. Nesses arranjos, o produtor, o atacadista e o varejista se comportam como um sistema unificado, desse modo mantendo mínimo o nível de conflito, como ilustra a Figura 5.



Figura 5: Sistema Vertical de Marketing



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São três os principais tipos de Sistema Vertical de Marketing - SVM: SVM Corporativo, SVM Contratual (subdividido em produtor-atacadista, produtor-varejista e varejista-atacadista) e SVM Administrado.

Mas o fundamental é que haja cooperação com os canais de distribuição. Algumas possibilidades de ferramentas para esta cooperação são:


1) Propaganda cooperativa
2) Prêmios para os vendedores
3) Concursos para compradores e/ou vendedores
4) Promotores no ponto de venda
5) Amostra grátis
6) Brindes para transportador
7) Reposição de estoque
8) Ajuste de preço nas gôndolas



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No processo de distribuição física é preciso estabelecer alguns controles, relativos a: custo de processamento de pedidos, armazenagem, manutenção do estoque e transporte dos produtos acabados. Além disso, para diagnosticar se está tudo bem com a estratégia de distribuição, também é preciso verificar:


1) Se a demanda de mercado e os objetivos de distribuição são compatíveis
2) Se a capacidade de produção e a demanda de mercado estão em consonância
3) Se a localização de filiais, com e sem depósitos, atende às necessidades de minimizar custos de transporte, abastecimento e expedição
4) Se a localização de fábricas atende às necessidades de minimizar os custos de frete, abastecimento de matéria-prima e produtos acabados ao mercado consumidor
5) Se os custos de localização de clientes, seu potencial, freqüência de compra e os momentos de expedição e roteiros de entrega estão corretos
6) Se o tipo de transporte, o tipo de veículo e as rotas de abastecimento de filiais e depósitos estão corretos
7) Se o sistema de distribuição atende às necessidades do cliente



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Quanto à distribuição logística, ela é usada para definir a procura, distribuição, manutenção e recolocação de produtos e pessoas. A área de logística está subdividida em três atividades básicas: Administração da Distribuição Física, Administração de Materiais, e Coordenação Logística.



Refere-se ao movimento de produtos acabados do fabricante até os clientes consumidores, envolvendo todos os canais e a disponibilidade de estoques, em apoio ao marketing



Refere-se à movimentação de matérias-primas e componentes dos pontos de compra para os locais de fabricação e/ou montagem, nas quantidades, variedades e tempo indispensáveis



É a coordenação que estabelece a continuidade operacional de uma empresa, através do elo entre as necessidades internas de suprimentos e a administração de materiais



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O Franchising também pode ser considerado uma forma de distribuição que se caracteriza pelo licenciamento, pelo qual o proprietário ou titular (franchisor) de um produto ou método obtém sua distribuição através de revendedores afiliados (franchisee). O Franchising traz vantagens tanto para o franchisor como para o franchisee, como pode ser visto no Quadro 4.

Vantagens para o franchisor
Vantagens para o franchisee
Rapidez na expansão Marca conhecida e boa reputação
Cobertura mais eficiente de mercados distantes da matriz Conceito mercadológico já testado e aprovado
Alta motivação dos administradores dos pontos de varejo Facilidade na instalação da sua unidade e início de operação
Maior garantia de mercado para seus produtos e serviços Publicidade
Fortalecimento da marca Redução de custos de instalação e operação
Menor envolvimento nos problemas diários dos PDV Desenvolvimento constante de novos produtos e técnicas

Quadro 4: Vantagens do Franchising


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5 - Estratégia de Promoção

A Estratégia de Promoção pode também ser denominada Estratégia de Comunicação ou Estratégia de Divulgação e refere-se à informação feita pelo vendedor para influenciar as atitudes e o comportamento dos compradores potenciais. Para Boone e Kurtz, promoção é o elo de comunicação entre vendedores e compradores.

As empresas usam meios muito diferentes para enviar suas mensagens sobre bens, serviços e idéias. A mensagem pode ser comunicada diretamente pelo pessoal de vendas ou indiretamente por meio de anúncios e promoções de vendas.



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A Estratégia de Promoção utiliza diversas ferramentas, sendo a Propaganda a mais difundida. Propaganda é o conjunto dos meios de comunicação destinados a informar o público e a convencê-lo a comprar um produto/serviço. Ela tem como objetivo criar um elo entre o produtor e o consumidor que, sem ele, se ignorariam mutuamente. Para veicular uma propaganda é preciso seguir alguns passos que começam com o plano de marketing e a análise dos objetivos de marketing e termina com a avaliação do quanto esses objetivos fora atingidos. A Figura 6 mostra as oito etapas essenciais no processo de contratação de uma campanha publicitária.



Figura 6: Etapas do processo de contratação de campanha publicitária



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Para compreender essas etapas é importante compreender alguns conceitos, são eles:



Área da propaganda que seleciona os meios e os veículos, determina mercados, períodos e intensifica a utilização dos veículos.



Canal de comunicação com um segmento da população.




Conjunto de veículos




Número de pessoas expostas a uma mídia específica pelo menos uma vez durante um período específico de tempo.



Número de vezes dentro de um período de tempo, que uma pessoa é exposta à mensagem



Esta mensuração recebe o nome de GRP (Gross Raiting Point) - Pontos Brutos de Audiência ou Audiência Bruta Acumulada. O GRP mede a exposição potencial de um comercial. Desse modo GRP 180 significa uma exposição potencial de uma mensagem a 100% dos lares com TV por 1,8 vez. O número total de exposição ou GRP é calculado considerando-se o alcance vezes a freqüência, como mostra a fórmula:

E = A x F



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Para a veiculação de uma campanha, pode-se usar vários tipos de mídias, cada um com suas peculiaridades, vantagens e desvantagens. A seguir serão apresentados as mídias mais utilizadas no Brasil: Televisão aberta, TV por assinatura, Rádio, Jornal, Revista, Outdoor e Cinema.

Televisão aberta - No Brasil é um dos veículos mais eficientes por sua ampla cobertura, seu custo relativamente baixo (se relacionado com freqüência) e impacto de imagem e som. Por estar presente no dia-a-dia das pessoas, a televisão permite maior aproximação com o cotidiano. Permite medir com segurança qual o total do público-alvo que estamos atingindo e com que freqüência isto se verifica.

Televisão por assinatura - Concentra-se nos maiores mercados consumidores. Atinge pouco mais de 10% de todos os domicílios com TV, com penetração de 25% nos domicílios das classes sociais A e B. É difícil obter uma freqüência eficaz em função do uso intenso do controle remoto. O maior desafio é adequar a mensagem ao conteúdo do filme ou da programação.

Rádio - Permite aumentar o nível de freqüência com baixo investimento, tanto em veiculação como em produção. É uma fonte de diversão e entretenimento e de informação e cultura. É um veículo de apelo popular, com o qual se pode atingir rapidamente grandes massas. É um veículo de ação local. Tem como vantagens ser fonte de entretenimento; alto impacto pelo uso da música e da sonoplastia que reforça o efeito da palavra; não absorve a atenção total e por isso o ouvinte pode, ao mesmo tempo, executar outras tarefas; e maleabilidade, pois permite cancelar, trocar ou inserir a mensagem publicitária, em poucas horas. As desvantagens do rádio são: age exclusivamente pelo ouvido, é inadequado para apresentação de temas complexos ou muito técnicos, a mensagem radiofônica vive apenas no momento em que está no ar.

Jornal - Suas características permitem maior nível de informação. Os jornais cresceram nas classes mais baixas porque jornal é serviço: varejo, mercado imobiliário, turismo, automóveis. compra-se o formato e paga-se em função da circulação, prestígio e tipo de público atingido.

Revista – Apresenta maior cobertura e freqüência junto a um público mais qualificado. É o veículo ideal para lançamentos ou informações mais técnicas. Tem maior expansão geográfica e é adequada para campanhas de marca. Suas vantagens são melhor produção e aparência dos anúncios, vida mais longa e textos mais longos, maior porcentagem de leitores por número e ser mais seletiva. Tem como limitações a menor maleabilidade que o jornal e o fato de os anúncios terem que ser preparados com muita antecedência. Não é adequada para campanhas estritamente locais.

Outdoor - Apesar da audiência de pesquisas, o Outdoor é normalmente utilizado como reforço das ações que requeiram altos índices de impacto, especialmente em combinação com a televisão. Sua limitação se refere à dimensão da mensagem. Pesquisas mostram que frases com mais de nove palavras são menos percebidas.

Cinema – É uma mídia que atinge principalmente um perfil mais jovem (maior concentração entre 15 e 30 anos). Tem uma velocidade de cobertura mais lenta e em geral é escolhido como um meio complementar.



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Mas, independente da mídia que tenha sido escolhida, é fundamental avaliar se a propaganda foi eficaz. Para isso, é preciso considerar se ela cumpriu os objetivos básicos de comunicação, se evitou bloqueios sócio-éticos e jurídicos e se conseguiu ter apelos soft (estético e emocional) e hard (racional e comercial), como mostra a Figura 7.



Figura 7: Requisitos para uma propaganda eficaz



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Além da Propaganda, há outros meios bastante utilizados como estratégia de Promoção, como o Merchandising, a Promoção de Vendas e as Relações Públicas.

Merchandising é o conjunto de operações táticas efetuadas no ponto de venda para se colocar no mercado: o produto/serviço certo, no lugar certo, na quantidade certa, com o preço certo, no tempo certo, com impacto visual adequado e na exposição correta. O objetivo do merchandising é criar um cenário para o produto/serviço no ponto de venda, proporcionando maior giro nos estoques.

Para realizar uma ação de Merchandising é possível usar diferentes peças promocionais, tais como: pôster, folhetos, display, cartaz/cartazete, adesivo, móbile, botton, etc.



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A Promoção de Vendas, por sua vez, corresponde ao conjunto de técnicas mercadológicas acionadas sobre os intermediários e consumidores para erguer a demanda através da aceleração do fluxo de consumo. Suas funções são: (a) acentuar o desejo de compra; (b) melhorar o nível de rotação dos produtos; (c) criar motivação para a força de vendas; e (d) enfatizar determinado produto em confronto com os concorrentes.



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Finalmente, Relações Públicas refere-se ao processo de informação de conhecimento e de educação, com um fim social, utilizando-se de uma sistematização de técnicas para conseguir a boa vontade e a cooperação das pessoas com as quais uma entidade trata ou depende. Os objetivos das ações de Relações Públicas são construir uma imagem para a empresa e induzir o público-alvo a ações favoráveis em relação à mesma. Para isso, são realizadas atividades de relações com a imprensa, comunicações da corporação, lobby e preservação da imagem da empresa.



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Resumo

O mix de marketing é um dos temas mais importantes em Marketing. Ele foi criado por McCarthy que classificou as principais estratégias mercadológicas em quatro grupos amplos, denominados os 4 Ps do Marketing: Produto, Preço, Praça (ou Ponto-de-Venda, ou Distribuição) e Promoção (que também pode ser entendido como Divulgação ou Comunicação).

O composto mercadológico criado por McCarthy, com algumas adaptações, pode ser utilizado em qualquer tipo de organização, independente do tamanho ou do setor de atuação, pois eles constituem ferramentas para ajudar a organização a atender aos desejos e às necessidades dos clientes.



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Estratégia de Produto - Em marketing produto tem um conceito amplo. Ele é definido por Kotler como “Qualquer coisa que pode ser oferecida a um mercado para aquisição, atenção, utilização ou consumo e que possa satisfazer um desejo ou necessidade. Inclui objetos físicos, serviços, pessoas, locais, organizações e idéias.” Os produtos se dividem em: básico, tangível e ampliado.

De acordo com a durabilidade ou tangibilidade os produtos podem ser classificados em três grupos: bens não duráveis, bens duráveis e serviços. Um aspecto importante em relação à estratégia de produto refere-se às decisões sobre as marcas dos produtos: colocar ou não marca no produto, patrocínio de marca, decisão de marca de família, decisão de extensão da marca e decisão de multimarcas.



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Estratégia de Preço - O preço significa o valor estabelecido para a troca de um produto do ponto de vista tanto do comprador quanto da parte vendedora. O preço é a única estratégia do composto mercadológico que gera receitas para a empresa, pois todas as outras são investimentos a serem feitos. Assim, é comum que as organizações olhem para esta variável com bastante cuidado. Os preços estabelecidos precisam ser lucrativos e considerados justificáveis pelo consumidor, sendo que a competitividade é um dos fatores que mais influencia a estratégia de preço.

Normalmente, as políticas e as estratégias de preços são estabelecidas para ajudar a atingir um ou mais dos seguintes objetivos: Taxas de Retorno, Liderança de Mercado e Liderança da Qualidade do Produto. Algumas estratégias de preço comumente utilizadas são: Preço baseado na concorrência, Preço baseado na demanda, Preço baseado no custo, Preço-isca, Preço promocional e Preço Psicológico.

Uma outra decisão a ser tomada relativamente ao preço refere-se ao preço de lançamento de novos produtos. Nesses casos, há duas estratégias possíveis: a estratégia de preço por desnatação e a estratégia de preço por penetração. Finalmente, um aspecto muito importante relativamente ao preço é o equilíbrio necessário entre Preço e Qualidade.



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Estratégia de Praça - A estratégia de Praça é também conhecida como estratégia de Distribuição e consiste na tarefa de tornar um bem disponível no local e no momento em que será necessário ao seu usuário. É fundamental na determinação da própria estratégia de negócios e na diferenciação dos produtos/serviços como arma mercadológica.

O planejamento da Distribuição consiste na tomada de decisão sistemática envolvida na implementação de programas para transferir fisicamente os produtos/serviços do produtor para o consumidor. Este processo inclui a seleção e o controle dos canais de distribuição. Um canal de distribuição são todos os indivíduos ou organizações envolvidos no processo de movimentação dos produtos/serviços do produtor para o consumidor. Um canal convencional de distribuição consiste em um ou mais fabricantes, atacadistas e varejistas independentes. Cada um se constitui em um negócio separado. Os atacadistas têm grande importância para os fabricantes e para os varejistas. Uma distribuição com canal de nível zero significa a venda direta do produtor ao consumidor. A distribuição de canal de nível um significa a presença de um intermediário – em geral um varejista.

Finalmente, a distribuição de canal de nível dois compreende dois intermediários sendo o mais comum ter um atacadista e um varejista entre o produtor e o consumidor. A definição de quantos canais devem ser usados é influenciada pelo grau de exposição de mercado procurado pela empresa. Três graus de exposição de mercado podem ser adotados. São eles: distribuição intensiva, distribuição exclusiva e distribuição seletiva.

O sucesso de todo o sistema de marketing depende de quão bem os membros interagem para realizar o trabalho. Muitas empresas utilizam o sistema vertical de marketing para realçar a cooperação. Nesses arranjos, o produtor, o atacadista e o varejista se comportam como um sistema unificado, desse modo mantendo mínimo o nível de conflito.

O Franchising também pode ser considerado uma forma de distribuição que se caracteriza pelo licenciamento, pelo qual o proprietário ou titular (franchisor) de um produto ou método obtém sua distribuição através de revendedores afiliados (franchisee). O Franchising traz vantagens tanto para o franchisor como para o franchisee.



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Estratégia de Promoção - A Estratégia de Promoção pode também ser denominada Estratégia de Comunicação ou Estratégia de Divulgação e refere-se à informação feita pelo vendedor para influenciar as atitudes e o comportamento dos compradores potenciais. Para Boone e Kurtz, promoção é o elo de comunicação entre vendedores e compradores. As empresas usam meios muito diferentes para enviar suas mensagens sobre bens, serviços e idéias. A mensagem pode ser comunicada diretamente pelo pessoal de vendas ou indiretamente por meio de anúncios e promoções de vendas. A Estratégia de Promoção utiliza diversas ferramentas, sendo a Propaganda a mais difundida.

Propaganda é o conjunto dos meios de comunicação destinados a informar o público e a convencê-lo a comprar um produto/serviço. Ela tem como objetivo criar um elo entre o produtor e o consumidor que, sem ele, se ignorariam mutuamente. Para a veiculação de uma campanha, pode-se usar vários tipos de mídias, cada um com suas peculiaridades, vantagens e desvantagens. As mídias mais utilizadas no Brasil são: Televisão aberta, TV por assinatura, Rádio, Jornal, Revista, Outdoor e Cinema. Mas, independente da mídia que tenha sido escolhida, é fundamental avaliar se a propaganda foi eficaz. Para isso, é preciso considerar se ela cumpriu os objetivos básicos de comunicação, se evitou bloqueios sócio-éticos e jurídicos e se conseguiu ter apelos soft (estético e emocional) e hard (racional e comercial).

Além da Propaganda, há outros meios bastante utilizados como estratégia de Promoção, como o Merchandising, a Promoção de Vendas e as Relações Públicas. Merchandising é o conjunto de operações táticas efetuadas no ponto de venda para se colocar no mercado: o produto/serviço certo, no lugar certo, na quantidade certa, com o preço certo, no tempo certo, com impacto visual adequado e na exposição correta. O objetivo do merchandising é criar um cenário para o produto/serviço no ponto de venda, proporcionando maior giro nos estoques. A Promoção de Vendas, por sua vez, corresponde ao conjunto de técnicas mercadológicas acionadas sobre os intermediários e consumidores para erguer a demanda através da aceleração do fluxo de consumo. Suas funções são acentuar o desejo de compra, melhorar o nível de rotação dos produtos, criar motivação para a força de vendas e enfatizar determinado produto em confronto com os concorrentes.

Finalmente, Relações Públicas refere-se ao processo de informação de conhecimento e de educação, com um fim social, utilizando-se de uma sistematização de técnicas para conseguir a boa vontade e a cooperação das pessoas com as quais uma entidade trata ou depende. Os objetivos das ações de Relações Públicas são construir uma imagem para a empresa e induzir o público-alvo a ações favoráveis em relação à mesma. Para isso, são realizadas atividades de relações com a imprensa, comunicações da corporação, lobby e preservação da imagem da empresa.



Unidade 2 Módulo 3
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1 - Conceitos mais utilizados

Existem alguns conceitos que são centrais em marketing e que com freqüência precisam ser utilizados pelos profissionais da área. Com base em uma coletânea de diversos autores que escrevem sobre Marketing, foi elaborada esta síntese de verbetes cujo objetivo é lembrar os principais conceitos de marketing e mostrar como eles estão inter-relacionados. Para maior facilidade de consulta, eles serão mostrados em ordem alfabética.



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Acordo provisório compreende uma aliança entre empresas, na qual as empresas-mães colocam um conjunto mínimo de recursos, freqüentemente em base temporária, pela complementação uma da outra. Tais recursos são totalmente recuperados posteriormente.
Ambiente de marketing é todo o ambiente capaz de influenciar de alguma forma a estratégia de marketing, seja este ambiente o político-legal, o sócio-cultural, o tecnológico, o ambiental.



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Benchmarking arte de aprender com as melhores práticas das empresas que possuem resultados notoriamente superiores ou que foram bem sucedidas em alguma ação específica.

Cadeia de Suprimento representa todo o percurso do produto até o estágio final. Ou seja, desde o momento da sua concepção, até o momento do fechamento da transação. Representa entrega de valor, uma vez que existe um valor a ser acrescido em cada etapa cumprida para a formação do produto.



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Canais de comunicação são os meios usados para levar e receber mensagens do público-alvo.

Canais de distribuição são os meios capazes de entregar produtos ou serviços aos consumidores.

Canal de nível zero significa uma empresa que atende diretamente o consumidor sem nenhum intermediário no processo de venda. Por exemplo: lojas de fábrica, padarias quando vendem seu próprio pão e vendas pela Internet).

Canal nível de nível um
significa um processo de distribuição que tem um intermediário entre a empresa fabricante e o consumidor; será de nível dois, se tiver dois intermediários e assim sucessivamente.



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Comércio Eletrônico é o conjunto de todas as transações comerciais mediadas pela rede mundial Internet com o objetivo de atender, direta e indiretamente, a seus clientes.

Commodity é um produto que não possui diferenças perceptíveis aos olhos do consumidor, ou seja, é igual em suas características ou não há valor perceptível para diferenciar uma marca da outra.

Concorrência todo o universo que pode tirar a atenção ou influenciar no desejo de compra de um determinado produto. Concorrente pode ser produto similar com marcas diferentes, pode ser um segmento que produz o mesmo tipo de produto; pode ser outros produtos alternativos, ou todo o universo de produtos que faz com que os consumidores escolham um em detrimento de outro.

Consórcio compreende uma aliança entre empresas, cujas partes estão dispostas a colocar seus melhores recursos e os valores gerados dentro da aliança são distribuídos entre as sócias.



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CRM (Customer Relationship Management) é uma abordagem empresarial destinada a entender e influenciar o comportamento dos clientes, por meio de comunicações significativas para melhorar as compras, a retenção, a lealdade e a lucratividade deles.

Demanda combina necessidade, desejo e poder de compra. Ou seja, não basta apenas ter o desejo, para gerar demanda, é preciso estar disposto a pagar para satisfazê-lo.

Demanda em declínio compreende a queda pela procura e consumo de algum produto ou serviço específico.

Demanda excessiva é a procura pelo produto ou serviço além do que a empresa pode suportar.

Demanda inexistente ocorre quando um determinado produto ou serviço é desconhecido ou não desperta interesse de consumo no seu público-alvo.

Demanda irregular apresenta variações na procura pelos produtos/serviços, sejam elas sazonais, diárias ou por quaisquer outros motivos.

Demanda latente deriva de um mercado no qual não existem produtos ou serviços que atendam plenamente às necessidades ou interesses comuns à grande parcela do mercado.

Demanda negativa configura-se quando uma parcela do mercado rejeita um produto ou serviço.

Demanda plena é a situação em que a empresa tem um volume de negócios compatível com a sua capacidade de produção.



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Estratégia de Diferenciação pressupõe criar algo que seja considerado único em relação aos varejistas que concorrem diretamente no mesmo mercado. Adota um posicionamento mais centrado no consumidor, procurando atender a necessidades específicas de alguns segmentos de mercado. Essas lojas elegem algumas dimensões valorizadas pelo consumidor, para serem percebidas como as melhores opções (benchmarks) em seu posicionamento de mercado.

Estratégia de especialização direciona maior atenção para determinado grupo de comprador (ex: lanchonetes para diabéticos), para uma linha de produtos (ex: loja de instrumentos musicais) ou mercado geográfico (ex: rede de lotéricas com muitas lojas em uma cidade). Ao adotar essa estratégia, a empresa desenvolve um conhecimento profundo das necessidades específicas de certos segmentos de consumidores e, com isso, consegue atendê-las muito bem.

Estratégia é a formulação de um plano que defina de que forma os objetivos propostos serão atingidos, compreendendo orientações a todas as áreas da empresa envolvidas no processo de alcançar esses objetivos.




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Interação Empresa – Ambiente - Também conhecida como 4 As do Marketing, consiste nas ações de Análise (do ambiente de Marketing), Adaptação (das estratégias da empresa ao ambiente de Marketing), Ativação (estímulos de Marketing enviados para o mercado) e Avaliação (mensuração dos resultados da atuação da empresa no mercado).

Joint venture é uma aliança entre empresas, nas quais as empresas-mães colocam um mínimo de recursos estratégicos entrando em acordo para criá-los em conjunto por meio de organização comum. Os recursos gerados não são distribuídos entre as partes, exceto como resultados financeiros (dividendos).

Joint venture plena compreende uma aliança entre empresas, na qual ambas as partes colocam recursos em abundância, permitindo que os recursos gerados sejam mantidos na aliança (exceto dividendos, pagamento de royalties etc.). Este tipo de aliança estratégica pode ser caracterizado de forma mais ou menos autônoma com vida estratégica própria.



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Liderança de custo significa que a empresa possui o custo mais baixo no mercado. Isso exige um alto volume de vendas, economias de escala, perseguição vigorosa de reduções de custo pela curva da experiência, controle rígido dos custos e despesas gerais; minimização do custo em áreas como prestação de serviços e marketing. Faz parte de uma estratégia muito centrada na concorrência.

Logomarca é o símbolo de uma organização ou de um produto que pode ser relacionada com imagens ou metáforas.

Marca como organização compreende associações com a organização. Esse âmbito engloba todos os atributos organizacionais de determinada empresa.

Marca como produto são associações diretamente vinculadas às decisões de escolha e a experiência de uso da marca. Trata do âmbito, atributos, qualidade/valor, usos, usuários e país de origem do produto.

Marca é o uso de um nome, termo, símbolo, sinal, desenho ou design, ou ainda a combinação de todos eles, com o objetivo de identificar bens ou serviços de um vendedor para diferenciá-los dos concorrentes.



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Marketing de Permissão é a prática de pedir autorização para o consumidor para realizar alguma ação de marketing ao contrário de impor a ação sem saber se o cliente a deseja. O Federal Trade Comission americano gerencia o “DO NOT CALL” que é um serviço que permite que as pessoas que não querem receber chamadas de telemarketing registrem o número de seus telefones. A empresa que desrespeitar esta lista recebe pesadas multas cobradas pelo telefonema indevido efetuado.

Marketing Direto constitui a utilização de várias mídias para interagir diretamente os consumidores, geralmente solicitando destes que efetuem uma resposta direta. Significa atuar com o cliente sem intermediários e é uma resposta à desmassificação do mercado, que resultou em um crescente número de mini-mercados com necessidades e desejos altamente individualizados.

Marketing é a atividade humana dirigida para a satisfação das necessidades e desejos, por meio dos processos de troca. Market significa mercado; o sufixo “ing” significa que a palavra está no gerúndio, portanto, uma ação está acontecendo. Marketing, então, significa mercadando. Como a palavra mercadando não existe em nossa língua, pode-se traduzir marketing como: “fazendo mercado o tempo todo”.



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Matriz de SWOT consiste na avaliação da posição de uma empresa em relação à sua envolvente interna, com base nos pontos fortes e pontos fracos, e em relação à sua envolvente externa, com base nas oportunidades e ameaças. Objetiva obter respostas para as seguintes questões: (a) Quais são os pontos fracos e fortes?; (b) Quais são as oportunidades e ameaças?; (c) Qual é a posição da empresa junto ao mercado concorrente?; (d) Quais são os fatores-chave?; (e) Quais são os tópicos que se inter-relacionam?.

Mercado - Lugar onde os vendedores e compradores se encontram com o propósito de satisfazer suas respectivas necessidades de troca.

Mercado empresarial conjunto composto por corporações que realizam a comercialização de produtos e/ou serviços entre empresas. Acontece quando uma empresa disponibiliza seus produtos e/ou serviços exclusivamente para o consumo de outra empresa, que pode finalizar o consumo em si mesma ou fabricar outros produtos a partir do bem adquirido e revender para terceiros.

Mercado global é a disponibilização de bens de consumo para todo o mundo e requer adaptação das atividades que envolvem desde a produção de bens até a comercialização ao consumidor final de acordo com as características sociais, políticas e econômicas do país em que a emprese se propõem a atuar.

Mercado sem fins lucrativos é composto por organizações governamentais e não-governamentais de instâncias variadas.



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Merchandising é toda atividade no ponto-de-venda que tem como objetivo final aumentar as vendas e gerar compras que não foram planejadas.

Mix de marketing conjunto de estratégias utilizadas de forma não padronizada por diferentes profissionais de marketing, para atingirem seu público-alvo e atender à sua demanda. McCarthy define as ferramentas do composto de marketing em quatro partes: Produto; Preço; Promoção e Praça (distribuição). Também conhecido como os 4 Ps do marketing ou composto mercadológico.



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Necessidades são exigências humanas básicas, indispensáveis para a sobrevivência. Estas necessidades tornam-se desejos à medida que se tornam mais específicas para objetos com capacidade de supri-las.

Novo produto é um bem, serviço ou idéia que é percebido como novo por alguns consumidores em potencial.

Objetivos do marketing - Kotler apresenta 4 objetivos centrais de marketing: maximizar o consumo, maximizar a satisfação do consumidor, maximizar a escolha e maximizar a qualidade de vida.



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Percepção de marca é o resumo do contato prático dos consumidores com as organizações ou com seus produtos, cuja relação gera valores e que possui aspectos racionais e emocionais, relacionando-se uns com os outros.

Planejamento estratégico é um processo gerencial voltado a desenvolver e manter a adequação entre os objetivos e capacidades da organização às diversas oportunidades de mercado. Baseia-se no desenvolvimento de uma missão, objetivos organizacionais e estratégias coordenadas.

Posicionamento é o esforço de atribuir certa identidade ou imagem ao produto ou à empresa para ocupar um lugar destacado na mente dos clientes-alvo, de forma a ser compreendido e a ter características ou benefícios distintivos em relação aos concorrentes. Pode-se dizer que o posicionamento é o pensamento organizacional central, que coloca a marca num padrão de referência competitivo. Ao seu redor é construída a personalidade da marca.



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Praça ou distribuição envolve as atividades da empresa que tornam o produto disponível para os consumidores-alvo. Ela pode ser feita por meio de venda direta dos bens aos consumidores ou venda por meio de intermediários.

Preço significa a soma de dinheiro que os clientes devem pagar para obter o produto. O preço difere dos outros três elementos do mix de marketing no sentido de que gera receitas, ao invés de custos.

Produto é a base de qualquer negócio. Tudo que for capaz de satisfazer desejos é chamado por produto; podendo ser este produto de várias categorias de oferta, como bens, serviços, lugares, informações, entretenimento, pessoas, partidos etc.

Promoção de vendas é um conjunto diversificado de ferramentas de incentivo, em sua maioria de curto prazo, que visa estimular a compra mais rápida e/ou em maior volume de um produto específico por consumidores ou comerciantes..

Promoção ou Divulgação significa as atividades que comunicam os atributos das mercadorias e persuadem os consumidores-alvo a adquiri-los.



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MÓDULO 02 - Mensuração De Demanda De Mercado

Propaganda é uma das ferramentas de comunicação de marketing recomendadas à pequena empresa. Ela é definida como qualquer forma de comunicação paga, impessoal, de autoria do anunciante, que identifica o patrocinador e utiliza veículos de mídia para promover produtos ou serviços junto a um público-alvo definido.

Publicidade deriva do latim publicus e significa o ato de vulgarizar, de tornar público um fato ou idéia (enquanto a propaganda compreende a idéia de incutir uma idéia, uma crença na mente alheia). A publicidade é uma técnica de comunicação de massa, paga, com a finalidade precípua de fornecer informações, desenvolver atitudes e provocar ações benéficas para os anunciantes, geralmente para vender produtos ou serviços. Atualmente, muitos profissionais têm utilizado as palavras Propaganda e Publicidade indistintamente.

Rede de marketing conjunto de relacionamentos de uma empresa, com aqueles que acreditaram nela; sejam clientes, parceiros, fornecedores, imprensa, funcionários entre outros.



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Segmentação é o princípio da cadeia de conceitos e atributos do marketing. Profissionais de marketing desenvolvem produtos para atender a determinado tipo de público, analisando características geográficas, demográficas, psicográficas e comportamentais.

Táticas são as formas práticas pelas quais as estratégias serão alcançadas. Ou seja, é a descrição das ações que devem ser tomadas para que as estratégias sejam viabilizadas.



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Tecnologia de Informação (TI) compreende a coleta, o processamento, o armazenamento, a apresentação e a transmissão da informação.

Troca é o conceito básico e central dos fundamentos de marketing e que depende dos seguintes fatores básicos: mínimo de duas partes envolvidas no processo; que possuam algo de valor uma para a outra; que possam se comunicar e tenham capacidade de entrega; que sejam livres para escolher e recusar a oferta.

Up-selling compreende a melhoria da categorização dos produtos do cliente, ou seja, é um up grade em um mesmo produto.

Valor agregado é o que permite diferenciar um produto do outro, no sentido de o público-alvo perceber que um produto lhe traz mais benefícios que o da marca concorrente. Mesmo que haja mais benefícios, se o cliente não os perceber, não se conseguiu agregar valor ao produto.



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Resumo

Existem alguns conceitos que são centrais em marketing e que com freqüência precisam ser utilizados pelos profissionais da área. Com base em uma coletânea de diversos autores que escrevem sobre Marketing, foi elaborada esta síntese de verbetes cujo objetivo é lembrar os principais conceitos de marketing e mostrar como eles estão inter-relacionados. Para maior facilidade de consulta, eles serão mostrados em ordem alfabética.

Os conceitos apresentados são os seguintes: acordo provisório, ambiente de marketing, benchmarking, cadeia de suprimento, canais de comunicação, canais de distribuição, canal de nível zero e de nível um, comércio eletrônico, commodity, concorrência, consórcio, CRM (Customer Relationship Management), demanda, demanda em declínio, demanda excessiva, demanda inexistente, demanda irregular, demanda latente, demanda negativa, demanda plena, estratégia de diferenciação, estratégia de especialização, estratégia, interação empresa – ambiente, joint venture, joint venture plena, liderança de custo, logomarca, marca como organização, marca como produto, marca, marketing de permissão, marketing direto, marketing, matriz de SWOT, mercado, mercado empresarial, mercado global, mercado sem fins lucrativos, merchandising, mix de marketing, necessidades, novo produto, objetivos do marketing, percepção de marca, planejamento estratégico, posicionamento, praça ou distribuição, preço, promoção de vendas, promoção ou divulgação, propaganda, publicidade, rede de marketing, segmentação, táticas, tecnologia de informação (TI), troca, up-selling e valor agregado.