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- Internacionalização
da economia
Durante a
década de 1970, o Japão concebeu uma nova forma de organização empresarial
e produtiva mais flexível, eficaz e eficiente. Com a globalização,
os produtos japoneses passaram a ser vendidos no mundo todo a preços muito
mais competitivos e com qualidade superior aos similares nacionais. Posteriormente,
surgiram os Tigres Asiáticos, que também passaram a produzir produtos
similares aos produzidos em outros países, a preços também mais competitivos.
Globalização - a globalização (ou internacionalização da
economia, da produção e dos mercados) consiste num dos principais
aspectos que alteraram as condições em que vigorava o modelo
clássico de produção, uma vez que possibilitou a comparação
entre as diferentes condições ambientais nas quais as empresas
funcionavam. Os fatores fundamentais que possibilitaram o processo
da globalização foi o aperfeiçoamento dos transportes, das tecnologias
de comunicação e a informatização das empresas. Com o
a) barateamento dos transportes tornou-se possível fabricar
produtos num país e buscar pelo mercado consumidor em qualquer
lugar do planeta (atualmente, o transporte de uma mercadoria
aumenta, em média, de 4% a 10% o seu custo final);
b) as novas tecnologias de comunicação possibilitam a comercialização
entre fornecedores e clientes situados em pontos opostos do
planeta e
c) os sistemas informatizados possibilitam que uma mesma empresas
possua unidades fabris ou unidades organizacionais situadas
também em locais diferentes. Neste sentido, a globalização tem
modificado a ordem internacional de produção de bens e serviços
e, com isso, o conceito de produto nacional. A indústria de
computadores Compaq, tida como americana, usa em seus produtos
componentes vindos de vários outros países como a China, Taiwan,
Cingapura, Coréia, Japão, Vietnã e, até mesmo, dos Estados Unidos.
O planejamento de marketing, o gerenciamento e os projetos da
Nike são feitos por 9.000 funcionários que trabalham nos EUA,
contudo, a produção física do sapato é feita por 75.000 funcionários
que trabalham em várias outras empresas situadas fora dos EUA.
A
globalização também provocou impacto nas políticas salariais,
que passaram a incorporar o aspecto da competitividade internacional.
As indústrias passaram a instalar-se em países com mão-de-obra
mais barata, provocando o desemprego estrutural em países onde
o custo da mão-de-obra é alto ou onde a qualificação e a produtividade
dos funcionários é baixa. Devemos ressaltar que, se por um lado,
as novas tecnologias de informação, o barateamento dos transportes
e os avanços da informática permitiram o desenvolvimento da
globalização e com isso arranjos estruturais que possibilitam
a produção de produtos mais acessíveis com maior qualidade,
por outro lado, reflete também em incongruências sistêmicas
e sociais, levando desigualdade e desequilíbrio de renda, de
trabalho e de qualidade de vida entre as nações menos privilegiadas
e em desenvolvimento. Tal aspecto alerta para o fato de que
tais países devem trabalhar no sentido de posicionar-se estrategicamente
diante da nova conjuntura e ordem global.
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No Brasil, no final da década de 1980, a competitividade internacional colocou
em questionamento a viabilidade do modelo clássico de produção, já que o
mesmo fabricava produtos com qualidade inferior e preços superiores aos
praticados por outros países, não se apresentando em condições de responder
em pé de igualdade à concorrência internacional. |