f) Conflitos de política monetária

O grande paradoxo da política monetária é que pelas políticas econômicas verifica-se que para cada nível de oferta de moeda existe apenas uma taxa de juros para equilibrar o mercado de moeda. Por causa disso, o governo – por meio de sua autoridade monetária – se defronta com um conflito de política monetária:


Não é possível controlar, ao mesmo tempo, a oferta de moeda e a taxa de juros!

Se o governo escolhe aumentar a oferta de moeda, ele deve deixar a taxa de juros flutuar livremente até seu nível de equilíbrio, dada a demanda por moeda. O inverso também é verdade. Se o governo decide fixar a taxa de juros em um determinado nível, vê-se obrigado a prover a oferta de moeda que dê equilíbrio ao sistema naquela taxa de juros.
É por esta razão que o Banco Central utiliza a política monetária para influenciar a atividade econômica (crescimento da economia real). Isto porque o Bacen não possui controle direto sobre a taxa de crescimento da economia, mas sim monitoramento indireto através dos seus instrumentos de política. É um círculo virtuoso:

1 - Com mudanças na oferta de moeda, o BC influencia a taxa de juros.
2 - Movimentos na taxa de juros influenciam investimento, que é parte da demanda agregada.
3 - Movimentos na demanda agregada, mantendo-se inalterada a oferta agregada, o BC consegue influenciar a taxa de crescimento do PIB.



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