A principal razão da recompra dos C-Bonds foi a economia que esta ação proporcionou ao Tesouro. A troca de títulos alongou prazos de vencimento e reduziu a taxa de juros da dívida (custo da dívida), o que gerou uma economia de quase US$ 1 bilhão no ano de 2004, com efeito no fluxo de caixa dos anos que se seguiram.

Em abril de 2005, pela primeira vez desde a reestruturação da dívida externa de 1994, o título brasileiro C-Bond deixou de ser o título mais negociado dos mercados emergentes. Isto porque o Global 40 assumiu o seu lugar tornou-se o título com o maior volume de negócios. O resgate dos C-Bonds emitidos em 1994, pelos Global 40 e A-Bond marcou a transição de uma época pontuada pela luta da estabilização da economia do país e de sua moeda e por elevados níveis de dívida externa.

Por fim, vale lembrar e salientar que quando o governo brasileiro emite papéis no mercado internacional está tomando empréstimos e aumentando a dívida externa pública, normalmente em dólar ou euro.

Nesse caso, a captação de recursos tem aspectos positivos para a economia, pois aumenta a disponibilidade de moeda forte à disposição do Bacen. Contudo aumenta o seu nível de endividamento. A boa gestão busca exatamente o equilíbrio desta equação.


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