Outra relação já estabelecida, que auxilia a percepção da importância do estudo do risco para os negócios é a existente entre risco e inovação. Ao se examinar a história das civilizações, ao lado da relação entre risco e recompensa, verificou-se, como uma constante, a existência de um impulso no sentido de se atender ao desejo de eliminar o risco nas atividades humanas, mantendo-se nas atividades expostas a risco. Esse impulso tem conduzido o engenho humano no emergir de invenções de grande valor. Ainda o mesmo Damodaran aponta a forma como tal fenômeno se deu no caso da navegação. Os riscos associados às viagens em busca de especiarias, e a correspondente recompensa financeira, conduziram a variadas inovações. O risco financeiro dos proprietários deu margem à criação de apólices de seguro, a primeira seguradora foi fundada em 1688 por um grupo de mercadores, armadores e outros investidores. O risco físico dos marinheiros, por sua vez, deu oportunidade a um grande avanço tecnológico nas artes da navegação: melhores equipamentos e embarcações, armas mais poderosas, tudo para aumentar as chances de sucesso da empreitada. Tal evolução permitiu a criação de diversas ferramentas nos mercados financeiros, os quais se tornaram sofisticadamente complexos.
A importância,
aqui, reside no fato de que a assunção de riscos associa-se
com inovações, e inovações alteram a forma
como riscos apresentam-se e a forma como podem ser geridos, conhecer tais
mudanças é fundamental para todos aqueles responsáveis
por processos decisórios. |
Copyright
© 2012 AIEC.
|