Como observado por Kindleberger, é difícil que haja, na literatura econômica, um assunto mais convencional do que crises financeiras. O tema encontra maior atenção nos momentos em que elas causam prejuízos no mercado, e já existe vasta literatura associada ao seu estudo.

Essa literatura apresenta uma diferenciação básica entre a análise metodológica de historiadores e a dos economistas: para os primeiros, cada evento é único; para os economistas, entretanto, as forças que atuam nas sociedades e na natureza comportam-se em conformidade a padrões que podem ser estudados e compreendidos. Existem modelos que estudam os ciclos econômicos e as crises a eles associadas:

Para os fins do presente estudo, e seguindo Kindleberger, é apresentado o modelo de Hyman Minsky, que embora fosse um teórico do monetarismo e não um historiador econômico, é autor de uma teoria que se ajusta perfeitamente à interpretação da história econômica e financeira, a despeito de críticas apresentadas quanto a sua opinião sobre a fragilidade dos sistemas monetários existentes.

Minsky enfatiza a instabilidade dos instrumentos de crédito como de grande importância para o início de uma crise. As estruturas de débito das organizações acabariam por causar dificuldades financeiras, especialmente quanto às dívidas contraídas para financiar aquisições de ativos com objetivos unicamente especulativos, visando à obtenção de ganhos financeiros em posterior revenda.



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