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| 2. Escândalos corporativos Como descrito por Candeloro, fraudes e escândalos começam por uma mentira. Não qualquer mentira, não a “mentira social” que, por vezes é contada para se evitar um constrangimento momentâneo, seja para proteger a si mesmo ou outrem de algum choque, de alguma mágoa. A mentira apontada pela autora é aquela conscientemente contada, articulada e estrategicamente planejada como parte de um plano maior, cujo objetivo é omitir um fato, alterar a percepção de um agente econômico quanto ao conteúdo de algum evento de natureza negocial.
Outro aspecto de suma importância para gestores que lidam com o mundo das finanças é o destacado pela mesma autora ao registrar a opinião expressa pela revista britânica The Economist, a qual destaca o fato de que grandes erros no mundo das finanças vêm sendo cometidos em consequência da adoção de “um conjunto de ideias surgidas no pensamento acadêmico nos últimos 30 anos”.
Ideias tais como o individualismo metodológico, que assume que todas as pessoas agem de forma a maximizar resultados, destituídos de valores como transparência e credibilidade, conduziram ao surgimento de falhas éticas que tornam o ambiente mais propício a atitudes limítrofes e ao surgimento de escândalos financeiros. Ainda na
obra de Candeloro, em interessante seção denominada “Baú
de Histórias”, vão sendo descritos diversos casos
de manias, bolhas e escândalos que têm se sucedido na história
das finanças, os quais serão aqui resumidos e apresentados. |
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