2001 – Enron Corporation – Estados Unidos

Fundada em 1984 por Kenneth Lay, a Enron alcançou o status, ao final dos anos 90 do século passado, de empresa símbolo de modernidade e inovação. Destacava-se nas áreas de distribuição de energia e de comunicações, tendo alcançado um faturamento da ordem de US$ 101 bilhões no ano de 2000, pouco antes de sua falência.

Alguns analistas consideram que a fraude da empresa ter-se-ia iniciado em 1992, quando seu presidente convenceu fiscais federais a conceder à empresa o direito de utilizar um método conhecido como “marcação a mercado” para reconhecer como valores presentes, em balanço, resultados que só viriam a ocorrer no futuro.

Com base em valores que só existiam no balanço, e não no mundo real (em uma das técnicas que passaram a compor a assim denominada “contabilidade criativa”), a empresa obtinha margem para contrair empréstimos e adquirir no mercado outras empresas, ou mesmo se utilizar desse valor patrimonial fictício como lastro para emissão de ações e dá-las em pagamento para adquirir outras empresas.

Em decorrência de tais manobras, a Enron adquiriu um papel de protagonista nos mercados em que atuava, o que se refletia em consecutivas altas nos preços das ações, pois não se percebiam erros em seus balanços, embora ninguém compreendesse a origem dos resultados ali estampados.

Diante de uma crise na área das comunicações, analistas financeiros buscaram responder a essa questão, investigando de forma mais aprofundada a origem das receitas da empresa. Essa investigação, contudo, tornou-se inconclusiva, pois a estrutura de governança da empresa era de tal forma complicada que não se conseguia determinar o que era feito, e se havia regularidade nas contas.



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