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Esse conjunto de fatores possibilitou a criação do sistema acionário de propriedade das modernas corporações, ao lado da formação dos grandes conglomerados empresariais e da concentração de capital em empresas, que por fusões sucessivas, tornaram-se verdadeiros gigantes. Entretanto, outro fenômeno se manifestou: a multiplicação do número de acionistas e a pulverização da propriedade. Ainda mais, a propriedade, que era uma relação mais perene, tornou-se eventual, pela facilidade de negociação de parcelas de propriedade nas bolsas de valores. Essa situação, por fim, chega à despersonalização da propriedade, pois não mais existe uma identidade entre proprietários e empresas, entre acionistas e o dia a dia da empresa. Na economia norte-americana já se encontrava caracterizada a dispersão do capital no início dos anos 30 do século XX, o que deu oportunidade a profundos estudos. Destacam-se as conclusões de Monks e Minow que comprovaram não apenas a dispersão como também novo relacionamento entre esses acionistas e as empresas, mais distante. Esses acionistas encontram-se não apenas distanciados como ausentes, denominando-os “proprietários passivos”. Essa nova forma de relacionamento acaba por conduzir a um verdadeiro “divórcio” entre a propriedade e a gestão, como será registrado na próxima seção.
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