O funcionamento das organizações pode ser abstraído como um conjunto de processos, controlar, portanto, significa ter o pleno domínio sobre os detalhes daquele conjunto de processos. Assim, o Sistema de Controles Internos (SCI) representa o conjunto de todos os controles levados a efeito dentro da organização, os quais atuam de forma harmônica e sincronizada no sentido de assegurar a efetividade de normas e manuais de procedimentos.

Os princípios de controle interno são formulações teóricas cuja aplicação confere ao SCI robustez em sua metodologia de trabalho, e em consequência robustez aos seus resultados. Alguns dos principais princípios de controles internos são: Rodízio de Funcionários, Supervisão das Operações, Estabelecimento de Responsabilidades, Segregação de funções, Autorização de Transação, Procedimentos Documentados, Verificação independente e Controles Físicos.

O SCI representa o conjunto de todos os controles internos que verificam os ciclos operacionais existentes, os quais podem ser organizados em:

  • vendas – contas a receber – recebimentos;
  • compras – contas a pagar – pagamentos;
  • recursos humanos;
  • atividades de produção; e
  • controle dos ativos fixos.

O Banco Central do Brasil emitiu a Resolução 2.554/98 na qual torna obrigatória a existência de um Sistema de controles internos para as instituições financeiras, o qual deve assegurar que seja do conhecimento geral as responsabilidades de cada um dos níveis da organização, bem como a respectiva função de cada um nos processos desenvolvidos. Prevê, também, que exista definição de responsabilidades, segregação de funções, avaliação de riscos internos e externos e contínua reavaliação, o acompanhamento sistemático das atividades e a aplicação periódica de testes de segurança. Os controles devem ser periodicamente revisados e atualizados, sendo objeto de exame por parte de auditoria, cujas conclusões devem ser reportadas diretamente ao conselho de administração, ou na falta desse, à diretoria da instituição.



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