| Unidade 1 | Módulo 1 | Tela 1 |
| 1- Balanço Patrimonial
Segundo a Lei das
S/A é composto de duas colunas: “Lei
das S/A – A sociedade será designada por denominação
acompanhada das expressões "companhia" ou "sociedade
anônima", expressas por extenso ou abreviadamente, vedada
à utilização da primeira ao final”. Na coluna da direita, ou coluna do Passivo, são apresentadas as contas referentes às obrigações da entidade e também ao seu patrimônio líquido, bem como os valores correspondentes.
A Lei das S/A considera o Patrimônio Líquido como parte integrante do passivo. Todavia, o passivo representa as obrigações exigíveis, ou seja, as obrigações com terceiros, enquanto que o Patrimônio Líquido representa as obrigações não exigíveis, ou seja, as obrigações com os proprietários. |
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Tela 2 |
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Pode-se ver o balanço patrimonial de maneira mais simples:
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Tela 3 |
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2 - Classificação das contas Ao classificarmos as contas no ativo devemos ter atenção especial a dois itens:
Ao estudarmos o passivo, especial destaque deve ser atribuído ao aspecto da exigibilidade.
É denominado de Capital de Terceiros, sendo formado pela soma do passivo circulante com o passivo exigível a longo prazo. |
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Tela 4 |
| Patrimônio Líquido – evidencia os recursos dos proprietários que são aplicados no empreendimento. Ao investimento inicial denominamos Capital Social. Caracteriza-se por não ser exigível. É denominado de Capital Próprio. O Patrimônio Líquido aumenta a partir de:
O lucro pertence aos proprietários. É a remuneração do capital investido, embora não seja totalmente retirado da empresa. Após a apuração do lucro ocorre sua destinação:
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Tela 5 |
| 3 - Estrutura do Balanço Patrimonial Com a alteração da Lei 6.404/76 pela Lei 11.941/09, o Balanço Patrimonial passou a ter a seguinte divisão: ATIVO: CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE, sendo o não circulante subdividido em Realizável a Longo Prazo, Investimentos, Imobilizado e Intangível. PASSIVO:
CIRCULANTE, NÃO CIRCULANTE E PATRIMÔNIO LÍQUIDO.
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Tela 6 |
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| 4 - Grupo de Contas
Os grupos investimentos, imobilizado e intangível eram conhecidos como ativo permanente. É importante destacar que o Balanço Patrimonial é uma demonstração estática. Reflete o saldo das contas em determinado momento (normalmente 31/12 de cada ano), sem, contudo explicar o que ocasionou a variação destes saldos de um exercício financeiro para outro. Existem empresas que apresentam um ciclo operacional curto (supermercado), outras com um ciclo operacional um pouco maior (indústria naval, construção civil) e outras, nas quais este ciclo é bastante longo, como no caso da atividade pecuária (quatro anos). Pela Lei das S/A, se o Ciclo Operacional de uma empresa for superior a um ano, para a classificação de contas no Balanço Patrimonial, passa a ser considerado este ciclo como curto prazo.
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Tela 7 |
| Resumo Ele é apresentado sob a forma de um quadro ou tabela dividido em duas colunas. Na coluna da esquerda, ou coluna do Ativo, são apresentadas as contas referentes aos bens e direitos da entidade e seus respectivos valores. Na coluna da direita, ou coluna do Passivo, são apresentadas as contas referentes às obrigações da entidade e também ao seu patrimônio líquido com seus valores correspondentes. O ativo é dividido
em dois grupos: circulante e não circulante. O passivo é dividido em três grupos: circulante, não circulante (exigível a longo prazo) e patrimônio líquido. Um dos aspectos mais
importantes do Balanço Patrimonial é a estrutura do passivo,
seu endividamento, dividido em dívidas exigíveis (capitais
de terceiros= passivo circulante + passivo exigível a longo prazo)
e dívidas não exigíveis (capital próprio =
patrimônio líquido). |
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| Unidade 1 | Módulo 2 | Tela 8 |
| 1
- Receita e despesa
A despesa pode, ainda, originar-se de outras reduções de Ativo (além do caixa), como é o caso de desgastes de máquinas (depreciação) e outros.
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Tela 9 |
| 2 - Estrutura da DRE
A preocupação na elaboração de um Relatório Contábil é a riqueza de detalhes, sem complicações, no sentido de propiciar um maior número de informações para a tomada de decisões. As parcelas dedutivas (subtrativas) são agrupadas de acordo com suas características.
Observe que, enquanto o Balanço Patrimonial é uma demonstração estática (posição em determinada data) a Demonstração do Resultado do Exercício é uma demonstração dinâmica (somatório das receitas e despesas ocorridas entre 01/01 e 31/12).
Se a empresa efetua vendas a prazo em janeiro para receber em 90 dias, o reconhecimento da receita (fato gerador) e um acréscimo em duplicatas a receber ocorrem em janeiro. Desta forma, esta receita irá proporcionar um lucro em janeiro que se converterá em dinheiro somente dentro de 90 dias (fator caixa).
Da mesma forma, temos também na DRE despesas que somente serão pagas em outro momento, mas que influenciaram na apuração do lucro. É importante lembrar que algumas despesas não representam para a empresa sacrifícios financeiros,mas reduzem o lucro. É o caso, por exemplo, das depreciações, amortizações, exaustões e do resultado da equivalência patrimonial. |
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Tela 10 |
| O que pretendemos destacar é que lucro é resultado econômico, não representa necessariamente dinheiro. Vamos fazer uma analogia. Você trabalhou em janeiro (fato gerador do seu direito de receber o salário), contudo a empresa irá pagar seu salário somente no quinto dia útil do mês subseqüente. Você teve uma receita em janeiro (irá proporcionar um lucro) que somente será recebido financeiramente em fevereiro. Mas, ainda, você estava devendo o cheque especial, e ao entrar o depósito do salário este não foi suficiente para cobrir o saldo devedor. Apesar do lucro você continua com uma situação financeira negativa. A estrutura de uma DRE completa e os principais grupos são:
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Tela 11 |
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| 3 - Como apurar a receita líquida
Exemplo do cálculo da Receita Líquida
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Tela 12 |
| 4 - Como apurar o lucro bruto
Antes de
continuarmos vamos identificar a diferença entre despesa
e custo.
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Tela 13 |
| 5 - Como apurar o Lucro Operacional
Os principais grupos de Despesas operacionais são:
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Tela 14 |
| 6 - Como calcular o Lucro Antes do IR Ao Lucro Operacional adicionamos as receitas não operacionais e subtraímos as despesas não operacionais, obtendo-se o Lucro Antes do Imposto de Renda. Consideram-se como não-operacionais as despesas e receitas não diretamente relacionadas com o objetivo do negócio da empresa, como por exemplo, lucro ou prejuízo na venda de ativos permanentes.
Para cálculo do Lucro Real, o LAIR é levado para um livro não contábil reservado exclusivamente para fins fiscais, conhecido como LALUR, isto é, Livro de Apuração do Lucro Real mantido pela empresa para atender a Legislação do Imposto de Renda.
Junto com o Imposto de Renda também é calculada a Contribuição Social, que é uma taxa sobre o lucro (9%) para o governo atender ao auxílio-desemprego e outras finalidades sociais. |
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Tela 15 |
| Alguns
ajustes no lucro - Vamos admitir que um fiscal qualquer passe
pela empresa e a autua por sonegação, aplicando-lhe uma
multa de $ 1.000. A empresa paga a multa e deduz como despesa na DRE.
Dessa forma, o lucro contábil que seria de $ 5.000,00 foi reduzido
para $ 4.000,00. Exemplo de cálculo do Imposto de Renda
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Tela 16 |
| 7 - Dados para cálculos do Lucro Real • No
Custo do Produto Vendido – CPV a empresa calculou a Depreciação
das Máquinas e Equipamentos tendo como base 15%, e não 10%,
como o Imposto de Renda determina. O valor das Máquinas e Equipamentos
é de $ 60 milhões. Cálculo do Lucro Real: Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR)
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Tela 17 |
Como apurar o lucro líquido:
Ano-base e exercício financeiro
O Imposto de Renda incide sobre o lucro da empresa. Quando a empresa apura no exercício social “X” um lucro de $ 200.000, declara-se e recolhe-se aos cofres públicos, 15% sobre o lucro ($ 30.000), no Exercício “X+1”. O exercício social em que é gerado o lucro (ano X) denomina-se “Ano-base”. O exercício social em que se paga o Imposto de Renda (ano X+1) denomina-se “Exercício financeiro”. Ressalte-se
que as grandes empresas pagam Imposto de Renda trimestralmente. |
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Tela 18 |
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Resumo A Demonstração
do Resultado do Exercício é um resumo das receitas e despesas
incorridas durante o exercício financeiro. É uma demonstração
dinâmica, essencialmente econômica que apura o lucro ou prejuízo
da entidade.
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| Unidade 1 | Módulo 3 | Tela 19 |
| 1
- DLPA e o Balanço Patrimonial
A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) é obrigatória para as empresas; todavia, deverá ser substituída pela Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido no caso das Companhias Abertas, conforme exigência da Comissão de Valores Mobiliários.
O Balanço Patrimonial, como se pode constatar é uma demonstração estática, onde são evidenciados o Ativo, o Passivo e o Patrimônio Líquido em uma determinada data. Balanço Patrimonial
Podemos verificar os saldos que a empresa tinha no início e no final do período, sem, contudo sabermos as razões das variações. Pode-se verificar que ao final do ano 2005 o saldo da conta Reservas de Lucro era de $ 1.200,00 e que ao final do ano 2006 era de $ 1.400,00 Novamente observa-se o aspecto estático do Balanço Patrimonial, que evidencia os saldos no início e no final do exercício, mas não destaca os motivos da variação. |
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Tela 20 |
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| A Demonstração do Resultado do Exercício – a DRE é uma demonstração dinâmica que informa os resultados das operações ocorridas ao longo de um determinado período. Podemos observar o total de vendas ocorrido ao longo de um período, bem como o total de despesas. Não é uma situação estática de um momento, mas a somatória de todas as operações (Receitas e Despesas) no período em análise.
O Lucro Líquido Apurado na Demonstração do Resultado do Exercício pertence aos proprietários da empresa. Contudo não é totalmente retirado da mesma:
Pode-se concluir que o lucro apurado na DRE irá então para o BP, uma parte para o passivo (dividendos a pagar) e outra parte para o Patrimônio Líquido (lucro retido). |
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Tela 21 |
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2
- A integração entre o BP e a DRE
O lucro
do período pertence aos acionistas. Contudo parcela do lucro
é reinvestida na empresa (reservas de lucro) e outra parcela
é destinada a remunerar aos acionistas (dividendos) pelo investimento
efetuado na empresa.
Estrutura da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados:
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Tela 22 |
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Ajustes de Exercícios Anteriores
A nossa legislação estabelece que o Lucro Líquido do Exercício não deve ser influenciado por valores oriundos de outros exercícios. Dessa forma, teremos o Lucro Líquido realmente obtido com as operações num determinado ano. Encontramos respaldo para esta disposição legal, considerando o princípio de Competência de Exercícios. Assim,
se, por exemplo, constatássemos um erro de soma de cálculo
na apuração dos Estoques em X0, não poderíamos
considerá-lo na DRE em 19x1 (ano em que o erro foi descoberto),
pois estaríamos sendo incoerentes.
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Tela 23 |
| 3
- Proposta da Administração para destinação
do lucro
Após a apuração do montante disponível
do lucro, será destacada a proposta dos órgãos da
administração da companhia, apresentada aos acionistas (Assembléia
Geral), sobre a destinação a ser dada ao Lucro Líquido
do Exercício, que é o lucro do período apurado na
demonstração do resultado do exercício. Reserva
Legal – Do Lucro Líquido do exercício, 5%
(cinco por cento) serão aplicados, antes de qualquer destinação,
na constituição da Reserva Legal, que não excederá
20% (vinte por cento) do Capital Social.
O estatuto poderá criar reservas, desde que para cada uma:
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Tela 24 |
A proposta
dos órgãos da administração deverá
indicar a causa da perda prevista e justificar, com as razões
de prudência que a recomendem, a constituição da
Reserva.
Dessa forma
não é justo pagar dividendos sobre a parcela não
realizada financeiramente, caso contrário enfraqueceria a situação
financeira da empresa. |
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Tela 25 |
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Resumo
A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados evidencia a distribuição do lucro. Tem a finalidade de realizar a interligação da Demonstração do Resultado do Exercício com o Balanço Patrimonial, uma vez que o lucro apurado na DRE retorna ao BP na forma de dividendos (passivo circulante) ou lucros retidos (patrimônio líquido). O lucro pertence ao acionista que não pode retirá-lo integralmente da empresa. A parcela do lucro distribuída aos acionistas é denomina de dividendos. O lucro não distribuído fica registrado como reservas de lucros. As reservas de lucro são a legal, estatutária, contingência, orçamentária e de lucros a realizar. Tais reservas são constituídas na forma dos Estatutos e de acordo também com a Proposta da Administração para a destinação do lucro. A Reserva legal é tratada no art. 193 da Lei 6.404/76 e deverá ser constituída com a destinação de 5% do lucro líquido do exercício. Será constituída obrigatoriamente, pela companhia, até que seu valor atinja 20% do capital social realizado, quando então deixará de ser acrescida; ou poderá, a critério da companhia, deixar de receber créditos, quando o saldo desta reserva, somando ao montante das reservas de capital, atingir 30% do capital social. Sua utilização está restrita à compensação de prejuízos e ao aumento do capital social. A reserva estatutária é constituída por determinação do estatuto da companhia. Essas reservas não podem restringir o pagamento do dividendo obrigatório. A reserva para contingência, segundo o artigo 196 de Lei 6.404/76 é constituída por proposta dos órgãos da administração, e tem a finalidade de compensar, em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável, cujo valor possa ser estimado. O objetivo de constituição dessa reserva é separar uma parcela de lucros, inclusive com a finalidade de não distribuir como dividendo, o valor correspondente a prováveis perdas extraordinárias futuras. A reserva orçamentária constitui-se na retenção de lucros para expansão da empresa, quando prevista em orçamento de capital aprovado pela Assembléia Geral. A reserva de lucros a realizar é constituída com o objetivo de evidenciar a parcela de lucros ainda não realizada financeiramente, evitando a distribuição de dividendos de valores não realizados financeiramente. |
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| Unidade 1 | Módulo 4 | Tela 26 |
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| 1 - Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR):
Apesar de não ser obrigatória a DOAR é de grande importância para o planejamento da empresa, pois evidencia a variação do Capital Circulante Líquido (CCL), ou seja, a situação financeira da empresa no curto prazo.
Ao final de 2006 o CCL era de R$100 (AC = $300 – PC = $200). |
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Tela 27 |
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Podemos obter este CCL de uma outra forma:
Podemos concluir que o CCL de R$100,00 trata-se de recursos obtidos a longo prazo ou com os proprietários (financiamentos) investidos no ativo circulante. Vejamos: O Patrimônio Líquido no valor de R$900,00 financiou totalmente o Ativo Não Circulante Imobilizado no valor de R$800,00. Sobraram, ainda, $100 que foram aplicados no Ativo Não Circulante Realizável a Longo Prazo (R$100,00). Sobraram então R$100,00, do Passivo não circulante (Exigível a Longo Prazo), que foram aplicados no ativo circulante.
Podemos concluir
que o CCL de – R$100,00 trata-se de recursos obtidos a curto prazo
(passivo circulante) aplicados no ativo não circulante. Vejamos: Para complementar o financiamento do Ativo Não Circulante Imobilizado, faltaram, ainda, R$100,00 que foram obtidos no Passivo Não Circulante (Exigível a Longo Prazo.) Para financiar o Ativo Não Circulante realizável a longo prazo, foram obtidos R$100,00 por meio de dívidas de curto prazo (passivo circulante). O que temos são dívidas de curto prazo (R$100,00) utilizadas para financiar o ativo não circulante.
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Tela 28 |
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2
- Como elaborar a DOAR Entende-se como não circulante:
Na elaboração da DOAR devemos analisar as variações ocorridas no grupo não circulante e no Patrimônio Líquido, visto que as operações cujos reflexos ocorrem dentro do grupo circulante não afetam o CCL. Exemplificando:
A empresa
possui $100 de ativo circulante e R$70,00 de passivo circulante, seu CCL
(AC – PC) será de R$30,00. |
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Tela 29 |
A finalidade da DOAR
a) Ativo Não
Circulante Realizável a Longo Prazo – ARLP:
b) Ativo Não
Circulante Investimento –Inv:
c) Ativo Não
Circulante Imobilizado –Imob:
d) Passivo
Exigível a Longo Prazo:
e) Patrimônio
Líquido – PL
A Doar
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Tela 30 |
| 3 - Estrutura completa a DOAR Costumamos afirmar que o aluno tem três formas de obter recursos (origem) para financiar seus estudos: 1) Trabalhando. O
valor do seu trabalho é expresso por sua remuneração
que pode ser visualizada em seu contracheque; Fazendo uma
analogia com a empresa, podemos dizer que as três principais origens
de recursos são:
Contudo existem valores que influenciam na apuração do lucro na DRE, mas cujos reflexos são não operacionais ou não afetam o CCL. O Resultado não operacional (positivo ou negativo) deve ser ajustado ao lucro líquido e considerado nas origens/aplicações de terceiros (conforme o caso), pois buscamos no momento o resultado provocado pelas atividades operacionais. Outros valores influenciam o lucro líquido apurado na DRE, mas não afetam o CCL. É o caso do Resultado com Equivalência Patrimonial (cujo reflexo é no Ativo Não Circulante Investimento) e as depreciações (cujo reflexo é no Ativo Não Circulante Imobilizado). |
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Tela 31 |
Pode, também, vender seus ativos não circulantes, o que provocará um aumento de ativos (pela entrada do recurso ou do direito a receber). Verifica-se, então, que as origens de terceiros pode ocorrer pelo aumento do passivo não circulante ou pela diminuição do ativo não circulante.
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Tela 32 |
Exemplo: Considere as demonstrações contábeis abaixo e atente para o fato de que não houve distribuição do lucro (dividendos):
Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos
Pela análise da DOAR podemos observar que:
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Tela 33 |
Resumo A Demonstração
das Origens e Aplicações de Recursos tem a finalidade de
evidenciar a variação do Capital Circulante Líquido
(diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante).
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| Unidade 1 | Módulo 5 | Tela 34 |
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1 - Demonstração de Fluxo de Caixa
A DFC tem a finalidade de auxiliar o planejamento financeiro da empresa, antecipando o momento em que a empresa precisará de um financiamento, ou quando a empresa terá, mesmo que temporariamente, sobra de recursos para aplicar no mercado financeiro. A DFC é
obrigatória: Uma das principais diferenças entre a elaboração da DOAR e da DFC refere-se ao tratamento a ser dispensado aos investimentos efetuados a prazo. Principais diferenças entre a elaboração da DOAR e da DFC em relação aos investimentos efetuados a prazo:
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Tela 35 |
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A DFC utiliza a classificação do fluxo de caixa em três grupos: 1. Atividades
operacionais, Aspectos da classificação que geram polêmica:
Para fins do estudo, classificaremos:
Existem dois métodos para elaboração da DFC: Direto e Indireto ou reconciliação. Vamos estudar apenas o método direto. |
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Tela 36 |
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Como elaborar a DFC pelo método direto - Na elaboração da DFC pelo método direto, temos que saber a relação entre as contas da DRE e do Balanço Patrimonial – BP. Considerando que todas as operações foram efetuadas a prazo, teremos a seguinte relação entre a DRE e o BP.
Com base no quadro citado anteriormente, vamos supor os seguintes saldos ao final de um exercício financeiro:
O saldo inicial, em 2006, das duplicatas a receber era de R$ 100,00. As vendas geram aumento no saldo de duplicatas a receber, que passou então para R$400,00 (R$100,00 + R$300,00). Como o
saldo final é de R$50,00 podemos deduzir que R$350,00 (R$400,00
– R$50,00) foram recebidos durante o ano de 2006. Este pensamento é válido para as demais contas da DRE. |
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Tela 37 |
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Balanço Patrimonial– Cia. Avaliação S/A.
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Tela 38 |
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Demonstração do Resultado do Exercício
Notas
Explicativas: Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados
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Tela 39 |
| 2 - Demonstração do Fluxo de Caixa pelo Método Direto a) Caixa Líquido das Atividades Operacionais
Saldo Inicial
de Duplicatas a receber : R$ 120.000 Podemos deduzir que o recebimento de vendas/duplicatas foi de R$ 171.000 (R$ 120.000 + R$ 150.000 - R$ 99.000). Seguindo a estrutura da DRE, a próxima conta é CMV. CMV é quanto de estoque que saiu da empresa: Saldo Inicial
de estoque: R$ 80.000 Podemos deduzir que durante o período a empresa não comprou mercadorias para estoque. Vamos recordar de que quando a empresa compra estoque ela aumenta sua dívida com fornecedores. Então a pergunta que temos a responder é: quanto foi pago pela empresa aos fornecedores? Saldo Inicial
de fornecedores : R$ 140.000,00
A próxima conta da DRE é salários. A despesa com salários gera salários a pagar: Saldo Inicial
de salários a pagar : R$ 30.000
Seguindo a estrutura da DRE, a próxima conta é juros. A despesa com juros gera juros a pagar: Saldo Inicial
de juros a pagar : R$ 0
A próxima conta da DRE é fretes. A despesa com fretes gera fretes a pagar: Saldo Inicial
de fretes a pagar : R$ 0
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Tela 40 |
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Na seqüência da DRE temos o Resultado não operacional. O Resultado não operacional refere-se a ganho ou perda na alienação de ativo permanente. Como estamos verificando as atividades operacionais, vamos verificar esta variação quando estivermos analisando a variação do ativo não circulante. O Imposto de Renda na DRE gera Imposto de renda a pagar no passivo circulante. Saldo Inicial de
imposto de renda a pagar : R$ 3.200,00
As participações deduzidas na DRE geram participações a pagar no passivo circulante.
Finalizamos, assim, a análise de todas as contas da DRE e, como conseqüência as atividades operacionais. |
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Tela 41 |
| b) Caixa Líquido das Atividades Investimentos: As atividades
de investimentos estão relacionadas com a variação
do Ativo Não Circulante. Se o ativo não circulante, por exemplo, empréstimo a receber, diminui de um exercício financeiro para outro, significa que recebemos parte do empréstimo, e ocorre a entrada de recursos. Pelo exposto, podemos concluir que:
Assim, no Balanço Patrimonial temos:
Antes de afirmarmos que se trata de novos investimentos em outras empresas (compra de ações) devemos considerar a hipótese de que esta variação tenha sido resultado da avaliação dos investimentos por Equivalência Patrimonial. Se fosse esse o caso, haveria na DRE uma receita/despesa com equivalência patrimonial. Verificando as contas Imóveis para Renda e Veículos, constatamos uma redução de R$ 95.000,00 (R$70.000,00 em imóveis para renda e R$25.000,00 em veículos). Podemos deduzir que houve venda de Ativo Permanente. A pergunta agora é: por quanto a empresa vendeu estes ativos permanentes contabilizados por R$95.000,00? Na DRE temos um Resultado não operacional de R$5.000,00, o que nos leva a deduzir que o imobilizado foi vendido por R$100.000,00 gerando uma entrada de recursos no caixa da empresa. Os equipamentos tiveram um acréscimo no valor de R$43.000,00, o que pode ser fruto da nova aquisição de equipamentos. Antes de fazermos esta afirmação, devemos verificar se este acréscimo não é conseqüência da reavaliação. Caso fosse este o caso, haveria o surgimento da Reserva de Reavaliação no Patrimônio Líquido. |
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Tela 42 |
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| c) Caixa Líquido das Atividades Financiamento/ Passivo não Circulante Normalmente, relacionam-se as variações ocorridas no Passivo não Circulante. Se o passivo não circulante, por exemplo, financiamento, aumenta de um exercício financeiro para outro, significa que houve a obtenção de novo empréstimo e uma entrada de recursos da empresa. Se o passivo não circulante, por exemplo, empréstimo a pagar, diminui de um exercício financeiro para outro, significa que pagamos parte da dívida, e ocorre saída de recursos. Pelo exposto, podemos concluir que:
A próxima demonstração a ser analisada é a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados. Na DLPA é evidenciada a distribuição do lucro: reservas e dividendos.
Saldo Inicial
de dividendos a pagar : R$ 10.000,00 A empresa pagou de dividendos no período o valor de R$ 7.000,00 (R$ 10.000,00 + R$ 5.087,00 – R$ 8.087,00). Vejamos, então, como fica a DFC: |
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Tela 43 |
| 3 - O Princípio da Competência do Exercício
Para exemplificar o efeito do atendimento a este princípio, vamos supor que a empresa, efetue em dezembro de 2006 uma venda a prazo, no valor de R$ 10.000,00 para recebimento em fevereiro de 2007, e que a única despesa da empresa seja com salários, no valor de R$ 2.000,00 que serão pagos também em janeiro de 2007. Com base nestes dados teríamos: Balanço Patrimonial
Demonstração
do Resultado do Exercício
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Tela 44 |
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A elaboração de uma demonstração à parte dos fluxos de caixa e sua análise justifica-se:
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Tela 45 |
| 4 - Comparação entre DRE e a DFC DRE – Demonstração do Resultado do Exercício X DFC – Demonstração do Fluxo de Caixa ou DRE X DFC Balanço Patrimonial
Demonstração do Resultado do Exercício (R$)
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados
Notas Explicativas: O Resultado não Operacional refere-se à alienação de itens do ativo permanente. Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR)
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Tela 46 |
Na DRE constatamos um lucro de R$ 9.197, contudo a variação do disponível foi de – R$ 137.800,00 (R$ 200.000,00 – R$ 62.200,00). Se aprofundarmos a análise verifica na DOAR que houve um aumento no Capital Circulante Líquido (AC – PC) de R$68.323,00.
Analisando
a DFC temos que as atividades operacionais consumiram caixa no valor
de R$ 197.800,00 apesar do lucro apurado na DRE. |
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Tela 47 |
| Resumo
A DFC é obrigatória para as empresas que
negociam suas ações em Bolsa (Capital Aberto) e para as
S/A de Capital Fechado que tenham o Patrimônio Líquido
superior a R$2.000.000 (dois milhões de reais). A variação dos ativos/passivos não circulantes provoca a seguinte alteração no caixa:
A falta
de geração de caixa em volume suficiente para financiar
as operações de uma empresa é o que tem levado
muitas empresas ao processo de falência, com a ressalva de que
nem sempre uma empresa lucrativa consegue gerar caixa. |
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| Unidade 1 | Módulo 6 | Tela 48 |
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| 1
- Método de análise vertical
Este tipo de análise vertical tem como objetivo detalhar as demonstrações financeiras, ressaltando por meio de cálculos percentuais a participação de cada conta dentro de um total. Demonstra a importância de cada conta em relação à demonstração financeira a que pertence e, por meio da comparação com padrões do ramo ou com percentuais da própria empresa em anos anteriores, permite inferir se há itens fora das proporções normais.
A Análise Vertical mostra, de um lado, qual a composição detalhada dos recursos tomados pela empresa, qual a participação dos capitais próprios e de terceiros, qual o percentual de capitais de terceiros a curto e a longo prazo, qual a participação de cada um dos itens de capitais de terceiros. De outro lado, a Análise Vertical mostra quanto por cento dos recursos totais foi destinado ao Ativo Circulante e quanto ao ativo não circulante (Realizável a Longo Prazo, investimentos, imobilizado e intangível). A comparação dos percentuais da Análise Vertical da empresa com os de concorrentes permite saber se a alocação dos recursos no Ativo é típica ou não para aquele ramo de atividade. É sabido, por exemplo. |
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Tela 49 |
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A análise do percentual de cada item do Ativo permite detectar a política de investimento da empresa em relação a estoques, duplicatas, imobilizado, enquanto no Passivo permite visualizar a política financeira de obtenção de recursos.
Vejamos um exemplo da Análise Vertical do Balanço Balanço
Patrimonial
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| Da
análise vertical do Balanço Patrimonial da Cia. Exemplo
pode concluir que:
a) No Ativo, em 2005: • As aplicações de recursos no ativo estão divididas, principalmente, entre o ativo circulante e o ativo não circulante investimentos, que representam, 39% e 28%, respectivamente, do ativo total da empresa; • A empresa preferiu investir em outras empresas (28% dos seus recursos estão aplicados em investimentos e 22% dos recursos foram aplicados no realizável a longo prazo em empréstimos a estas empresas), do que em estoques que representam apenas 11% dos ativos totais; • Os créditos referentes a vendas a prazo de mercadorias representam apenas 14% dos recursos totais da empresa. b)
No Ativo, em 2006:
•
Nota-se uma alteração na estrutura do ativo da empresa,
pois o ativo circulante, que em 2005 representava 39% dos recursos totais,
em 2006 passa a representar 70%, com destaque para a conta Créditos
(vendas a prazo) que passou a representar 44% dos recursos totais;
• Percebe-se, ainda, que a empresa investiu em imobilizado, pois estes passaram a representar 18% do total do ativo; • Outra observação importante é o que diz respeito ao relacionamento com empresas ligadas (controladas/coligadas), pois foram reduzidos os investimentos nestas empresas, que agora representam apenas 9% do total do ativo, contra 28% do ano anterior. • Ocorreu, ainda, o recebimento dos créditos com pessoas ligadas, que em 2006 representam 3% dos recursos totais, contra 22% no ano anterior. c) No Passivo, em 2005: •
A empresa trabalhou com 44% de capital de terceiros (soma do passivo
circulante com o exigível a longo prazo) e 56% de capital próprio
(patrimônio líquido);
d) No Passivo, em 2006:
•
A empresa trabalhou com 53% de capital de terceiros (soma do passivo
circulante com o exigível a longo prazo) e 47% de capital próprio
(patrimônio líquido); |
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2 - Análise Vertical da Demonstração do Resultado do Exercício
Toda a atividade de uma empresa gira em torno das vendas. São elas que devem determinar o que a empresa pode consumir em cada item de despesa. Por isso, na Análise Vertical da Demonstração do Resultado, as vendas são igualadas a 100%, e todos os demais itens têm seu percentual calculado em relação às Vendas. Com isso, cada item de despesa da Demonstração do Resultado do Exercício pode ser controlado em função do seu percentual em relação a Vendas. Esse controle é extremamente importante quando se lembra que o percentual de lucro líquido em relação a Vendas costuma ser muito pequeno (de 5% a 10% para as atividades comerciais e industriais. Já para as empresas que prestam serviços, a lucratividade média costuma ser de 15% a 20%). Por isso, o aumento percentual de qualquer item da Demonstração do Resultado em relação a Vendas é indesejável. Há empresas que controlam rigorosamente esses percentuais, não permitindo que ultrapassem metas. |
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Tela 52 |
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Na análise vertical da DRE calcula-se o percentual de cada conta em relação às vendas. Obviamente, o valor das vendas é igualado a 100%, conforme o exemplo que segue: Demonstração
do Resultado do Exercício de 2006
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Tela 53 |
| Análise vertical da demonstração do resultado do Exercício da Cia. Exemplo S/A, pode observar que:
•
Para uma receita bruta de venda de $1.000, a empresa tem um lucro líquido
de $205, ou seja, um lucro de aproximadamente 21% (20,5%) sobre o valor
das vendas efetuadas;
•
Para uma receita bruta de venda de R$1.500,00 a empresa tem um lucro
líquido de R$ 470, 00, ou seja, um lucro de 31% sobre o valor
das vendas efetuadas; |
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Tela 54 |
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Resumo A análise vertical tem o objetivo de detalhar as demonstrações financeiras, ressaltando mediante cálculos percentuais a participação de cada conta dentro de um total. Quando aplicada ao Balanço Patrimonial, a análise vertical busca evidenciar o percentual de cada conta em relação ao total do Ativo e do Passivo, ou seja, a real importância de cada grupo de conta no conjunto. Dessa forma, irá indicar a estrutura do Ativo e do Passivo, bem como suas modificações. O balanço evidencia os recursos tomados (financiamentos) e as aplicações desses recursos (investimentos). A Análise Vertical mostra, de um lado, qual a composição detalhada dos recursos tomados pela empresa, qual a participação dos capitais próprios e de terceiros, qual o percentual de capitais de terceiros a curto e a longo prazo, qual a participação de cada um dos itens de capitais de terceiros. De outro lado, a Análise Vertical mostra quanto por cento dos recursos totais foi destinado ao Ativo Circulante, quanto ao Realizável a Longo Prazo e quanto ao Ativo Permanente. Quando aplicada, a DRE evidencia o percentual de receita consumido pelo Custo da Mercadoria Vendida, pelas despesas, e quanto sobra de lucro para a empresa. |
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| Unidade 1 | Módulo 7 | Tela 55 |
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1
- Análise Horizontal
Quando aplicada ao Balanço Patrimonial, a Análise Horizontal procura indicar a variação ocorrida em cada uma das contas. A análise horizontal do Balanço mostra a que itens do Ativo a empresa vem dando ênfase na alocação de seus recursos e, comparativamente, quais recursos adicionais vem utilizando. Por exemplo. É interessante, na Análise Horizontal do balanço, observar comparativamente os seguintes itens:
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Tela 56 |
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O quadro seguinte ilustra esse procedimento, tanto para análise da composição do total do ativo e do passivo, como da composição de cada um dos principais grupos do ativo e do passivo. Balanço
Patrimonial
Cálculo: Por
meio da análise horizontal do balanço patrimonial observa-se
que o ativo circulante apresentou um crescimento de 226%, provocado
principalmente pela variação da conta créditos
(vendas a prazo), que apresenta um crescimento de 480%. Houve uma redução
de 75% no ativo realizável a longo prazo e um aumento de 200%
no ativo imobilizado. |
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Tela 57 |
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Análise
Horizontal da Demonstração do Resultado do Exercício
Houve um aumento de 50% na Receita Bruta e um aumento mais do que proporcional no lucro líquido (129%). |
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Tela 58 |
| Pergunta-se: Como vendemos 50% a mais e nosso lucro aumenta 129%? Destacamos inicialmente que, para vender 50% a mais, houve um aumento de 75% no custo da mercadoria vendida. Este fato ocasionou que o lucro bruto aumentasse apenas 33%.
Contudo, as despesas operacionais apresentaram um crescimento de apenas 3%, destacando-se a redução de 13% nas despesas gerais e administrativas e de 50% nas despesas financeiras.
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Tela 59 |
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Análise Conjunta: Horizontal e Vertical
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Demonstração do Resultado do Exercício
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Tela 61 |
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2 - Conclusões da análise vertical e horizontal O ativo total da empresa cresceu 82%, de 31/12/05 para 31/12/06, em termos reais. Esse crescimento deveu-se, principalmente, ao Ativo Circulante que teve expansão de 226%. O Ativo não circulante apresenta um decréscimo de 9%. O Ativo Realizável a Longo Prazo apresentou um decréscimo de 75% e o imobilizado um aumento de 200%. Dessa forma, alterou-se a estrutura de ativo da empresa. Em 2005, 39% dos recursos achavam-se investidos no Ativo Circulante, 61% no ativo não circulante, sendo que 28% em investimentos e 11% no imobilizado. O Ativo Realizável a Longo Prazo representava 22% do ativo total. Em 2006, 70% dos recursos achavam-se investidos no Ativo Circulante, 18% no Ativo imobilizado, e apenas 3% no Ativo Realizável a Longo Prazo. Os Capitais de Terceiros, que representavam 44% dos recursos totais em 2005, passam a representar 53% em 2006, tendo ocorrido um crescimento de 79% nas dívidas de curto prazo e de 308% nas dívidas de Longo Prazo. O Patrimônio Líquido (capital próprio), que fornecia 56% dos recursos em 2005, caiu para 47% em 2006, apesar do crescimento real de 55%.
Outro aspecto que se destaca é a alteração havida em Fornecedores. Essa foi a principal fonte de recursos de curto prazo da empresa. |
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Tela 62 |
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Em resumo, a empresa investiu maciçamente no Ativo Circulante, principalmente pelo aumento dos créditos a receber e investiu no Ativo Imobilizado, reduzindo os valores a receber a longo prazo e os investimentos em outras empresas. Financiou essa expansão com Capitais de Terceiros e com Capital Próprio. A situação financeira não ficou sacrificada em virtude de a empresa ter-se valido de Exigíveis a Longo Prazo e, tendo o Passivo Circulante crescido menos do que o Ativo Circulante, a empresa aumentou sua folga financeira de curto prazo (capital circulante líquido) As vendas apresentaram expansão de 50%, a empresa vendeu mais a prazo (aumento dos créditos a receber de 480%). A empresa teve um desempenho ruim no Custo dos Produtos Vendidos, os quais passaram de 40% para 47% de absorção das vendas. Com isso, o Lucro Bruto que representava 60% das vendas caiu para 53%. Esse decréscimo de 7 pontos percentuais é extremamente significativo diante do fato de o Lucro Líquido representar 21% das vendas em 2005. Se tudo o mais se mantivesse constante, a empresa iria alcançar a percentagem de 14% de Lucro Líquido sobre as Vendas em 2006.
Felizmente para e empresa, porém, suas despesas operacionais que consumiam 29% da receita bruta em 2005, consomem apenas 20% em 2006, apresentando em valores absolutos um aumento de apenas 3%. Ressalta-se a redução das despesas financeiras que tiveram uma queda de 50%. Essas despesas que consumiram 6% da receita em 2005 passaram a consumir 2% em 2006. Ao final, o percentual de Lucro Líquido/Vendas cresceu para 31%. Para um aumento de 50% nas vendas, a empresa apresenta um aumento de 129% no lucro líquido. Vejamos uma DOAR simplificada. |
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Tela 63 |
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Resumo Na análise horizontal, a evolução de cada conta mostra os caminhos trilhados pela empresa e as possíveis tendências. Baseia-se na evolução de cada conta de uma série de demonstrações financeiras em relação à demonstração anterior e/ou em relação a uma demonstração financeira básica, geralmente a mais antiga da série. Quando aplicada ao Balanço Patrimonial, a Análise Horizontal procura indicar a estrutura de Ativo e Passivo, bem como suas modificações. A análise horizontal do Balanço mostra a que itens do Ativo a empresa vem dando ênfase na alocação de seus recursos e, comparativamente, quais recursos adicionais vem utilizando. Quando aplicada, a Demonstração do Resultado do Exercício tem a finalidade de verificar se a variação ocorrida no lucro líquido é compatível com a variação ocorrida na receita de vendas. Se a empresa vender 100% a mais que no ano anterior, espera-se que seu lucro tenha o mesmo crescimento, contudo pode ocorrer um aumento de custos ou despesas mais do que proporcional à variação da venda, gerando uma redução no lucro líquido apesar de um aumento nas vendas. |
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| Unidade 1 | Módulo 8 | Tela 64 |
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1 - Situação financeira: ativo circulante X passivo circulante
Evidentemente, o desejável seria que o Ativo Circulante (AC) fosse sempre maior que o Passivo Circulante. Enquanto o segundo significa obrigações a pagar, o primeiro significa dinheiro (caixa e bancos) e valores que se transformarão em dinheiro (Duplicatas a Receber e Estoques) Muitas vezes, mesmo que o AC seja maior que o PC, a empresa encontra dificuldades de pagamento das suas obrigações, isto porque as dívidas estão vencendo com rapidez maior do que os valores que se transformarão em dinheiro. Isto é, os recebimentos da empresa ocorrem de forma mais lenta que os vencimentos das Contas a Pagar. Quando ocorre este fato, a empresa recorre a empréstimos, descontos de duplicatas etc., no sentido de reforçar seu caixa para cobrir seus compromissos em vencimento. Em outras palavras, a empresa recorre a Capital de Giro. Capital Circulante Líquido (CCL) - Ativo Circulante menos Passivo Circulante. Evidencia o Capital Circulante Líquido, ou seja, a parte do Ativo Circulante que não está comprometida com o Passivo Circulante. A variação do CCL é evidenciada na Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos (DOAR).
Quanto maior for o CCL maior será a flexibilidade financeira da empresa. A análise
da capacidade de pagamento interessa particularmente aos credores em
curto prazo da entidade. É o principal fator a ser considerado
quando se trata de efetuar um empréstimo em curto prazo ou um
desconto de duplicatas ou de conceder prazos para pagamento.
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Tela 65 |
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Índices
de liquidez - Os índices de liquidez não medem
com exatidão matemática a capacidade de pagamento da entidade,
pois, como vimos anteriormente, receitas não são entradas
de caixa. Para isso, teríamos que ter uma previsão exata
dos fluxos de caixa.
a) Índice de liquidez imediata - é também chamado índice de liquidez instantânea resulta da divisão das disponibilidades da organização (caixa, bancos, aplicações financeiras resgatáveis a qualquer tempo) pelas suas obrigações vencíveis em curto prazo (passivo circulante, devidamente ajustado):
Não
seria razoável exigir de uma organização que disponha
de recursos para pagar hoje todas as suas dívidas, sabendo-se
que o seu vencimento se estende pelo período de um ano. Não
se poderia sequer considerar que ela estava sendo bem administrada se
assim procedesse.
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b) Índice de liquidez corrente - Este índice mostra quantas unidades monetárias a entidade tem a receber no curto prazo (ativo circulante), para cada unidade monetária que tem a pagar no mesmo período (passivo circulante). Resulta, pois, da divisão do ativo circulante pelo passivo circulante.
Muito divulgado e considerado o melhor indicador da capacidade da organização de pagar suas dívidas em curto prazo, o índice de liquidez corrente exige do analista atenção para o fato de que, tanto no numerador (dividendo) como no denominador (divisor) estão agrupados valores com prazos de vencimento diferentes.
c) Índice de liquidez seco – os estoques, em princípio, têm a mais demorada conversibilidade em dinheiro, além de apresentarem também o menor grau de certeza quanto a sua conversibilidade. Este índice mede a dependência da empresa em relação à realização dos estoques. Utiliza-se este índice, bastante conservador, para avaliar a situação de liquidez das entidades com maior segurança. Resulta também da divisão do ativo circulante, porém excluídos os estoques, pelo passivo circulante.
Com esse procedimento elimina-se do ativo circulante o elemento de conversibilidade mais incerto e, ainda, cuja avaliação dá margem a dúvidas.
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d) Índice de liquidez geral - este índice embora sofra restrições ainda maiores que o índice de liquidez corrente, face à grande variabilidade dos prazos de recebimento e pagamento, é o índice utilizado para avaliar a capacidade total de pagamento da organização em curto e longo prazo. Em outras palavras, mostra quantas unidades monetárias ela tem a receber, em curto e longo prazo, para cada unidade monetária que tem a pagar, também em curto e longo prazo.
Apesar da limitação apontada, o índice de liquidez geral mostra-se útil também por permitir identificar distorções no índice de liquidez corrente, provocadas por variações nos itens de longo prazo. Por exemplo, um excesso de liquidez ocasionado pela entrada de um grande volume de recursos no circulante, tendo como origem empréstimos a Longo prazo. Vejamos um exemplo: |
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Cia.
Orga S/A
Vamos supor que do total do ativo circulante, R$10,00 sejam disponíveis, R$190,00 sejam duplicatas a receber e R$ 100,00 sejam estoques.
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| 2 - Endividamento a) Histórico e média de endividamento No primeiro número, em 1973, da Melhores e Maiores, publicada pela Revista Exame, o Capital de Terceiros utilizado para financiar o Ativo era de aproximadamente 30% (70% de Capital Próprio). Em menos de 10 anos a situação quase se inverteu: a empresa brasileira utilizava-se de mais de 60% de Capital de Terceiros para constituir o seu Ativo (menos de 40% de Capital Próprio). A edição “Melhores e Maiores” da Revista Exame, 2002, apresenta uma média de endividamento das empresas brasileiras de 58%. b) Considerações sobre o Ativo Imobilizado
O volume de aplicações no Imobilizado varia de empresa
para empresa, de acordo com o seu ramo de atividade: c) Capital próprio X Capital de terceiros
Sabe-se que o Ativo (aplicação de recursos) é financiado por Capitais de Terceiros (Passivo Circulante + Passivo Não Circulante) e por Capitais Próprios (Patrimônio Líquido). Portanto, Capitais de Terceiros e Capitais Próprios são fontes (origens) de recursos.
Um dos aspectos importantes do Passivo é avaliar a estrutura do Capital:
Quanto maior for o Capital de terceiros, mais a empresa estará endividada (quantidade de dívida). Todavia, ao se analisar o Capital de Terceiros, detecta-se:
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d) Os índices de endividamento, usualmente expressos em porcentagens, permitem avaliar o quanto à organização depende de capitais de terceiros, bem como a distribuição de suas obrigações entre o curto e o longo prazo. Os dois quocientes de grande utilidade para se avaliar a situação são:
No cálculo do grau de endividamento buscamos identificar se a empresa recorre a mais capital de terceiros ou capital próprio para financiar seu ativo. Seu cálculo é feito da seguinte forma:
No tópico anterior, analisamos o “quanto” a empresa tem de dívidas, dividindo o passivo em capital de terceiros e capital próprio. Vamos, agora, estudar a composição de endividamento. Neste estudo vamos nos preocupar apenas com as dívidas exigíveis (capital de terceiros), buscando identificar quanto da dívida é exigível no curto e quanto é exigível no longo prazo. O cálculo é feito da seguinte forma:
Este quociente mostra a participação percentual dos compromissos em curto prazo no total do endividamento exigível. |
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Obviamente, a diferença entre 100% e o percentual encontrado nos dirá qual a participação do Exigível a Longo Prazo no endividamento total. Vejamos um exemplo:
Cia. Orga S/A
Temos
um passivo total de R$1.000,00 dividido entre R$600,00 de capital
de terceiros (passivo circulante + passivo não circulante)
e $400 de capital próprio. Quadro de Endividamento
Da
análise do quadro acima, podemos concluir que: A importância no estudo do endividamento, pode ser melhor exemplificada a partir do texto disponível na página do IEDI (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial – www.iedi.org.br), ou (Noticiário - Seleção Diária de Notícias Nacionais 22/Maio/2007) em que seu Diretor-Executivo afirma: |
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Tela 72 |
| (Noticiário
- Seleção Diária de Notícias Nacionais 22/Maio/2007) A estrutura de capitais refletiu essa redução do endividamento, com os recursos próprios passando a representar 42,8% das fontes de recursos em 2004, contra 37% em 2003. Paralelamente, uma outra mudança teve lugar: o endividamento empresarial de curto prazo encolheu como proporção da dívida total, o que também pode ser interpretado como uma melhora no perfil do endividamento. Considerando as empresas pesquisadas, respectivamente, com e sem Petrobras, a participação dos empréstimos de curto prazo nas dívidas totais das empresas passa de 33% para 28% e de 39% para 34%, entre 2003 e 2004. Ou seja, não somente o endividamento empresarial caiu como melhorou sua qualidade no período em tela. Os dados sugerem ainda uma expressiva melhora no desempenho operacional das empresas industriais. O lucro da atividade sobre a receita líquida para o total das empresas sem a Petrobras subiu de 15,5%, em 2003, para 21,1%, em 2004. Note-se que a relação entre o lucro líquido (que inclui o resultado não-operacional) e a receita líquida cresceu de 10,7% para 13,5%. Em termos de rentabilidade (relação entre o lucro líquido e o patrimônio líquido), essa aumentou expressivamente para o conjunto das empresas. Não considerando a Petrobras, a evolução foi de 20, 8% em 2003 para 25,5% em 2004; levando em conta a Petrobras, o aumento foi menor, mas ainda assim a rentabilidade manteve um nível excepcional: 26,3% em 2003 e 26,6% em 2004. Um último dado deve ser sublinhado: o aumento de 33,1% no valor do lucro líquido acumulado das empresas selecionadas, um percentual significativamente mais elevado do que o crescimento da receita líquida, de 23,8%. Note que a variação do IGP-M no período foi de 12,4%. Em grande parte, esses importantes avanços no desempenho e na estrutura de capitais das empresas brasileiras em 2004 podem ser atribuídos à recuperação da demanda doméstica e à expressiva ampliação das exportações. Esses fatores levaram ao aumento da utilização da capacidade instalada das empresas que tanto assusta (mas não deveria fazê-lo) as autoridades econômicas brasileiras, pois, diferentemente do que muitos imaginam, a maior utilização de capacidade é um fator que, além de incentivar o investimento, amortece tensões de preços. Também contribui para ampliar a rentabilidade, na medida em que abre oportunidade para que as empresas diluam seus custos fixos de produção. A maior produtividade da indústria, que, segundo dados preliminares dos estudos do Iedi, evoluiu cerca de 6% em 2004, foi certamente um outro fator destacado que contribuiu para que o setor melhorasse significativamente seu desempenho e rentabilidade. Boa lucratividade e redução (além da melhora do perfil) das dívidas significa que as empresas ganharam capacidade de investir, seja porque passaram a dispor de mais expressivas fontes internas de recursos, seja porque se habilitaram novamente a se endividar como meio alternativo de financiamento dos eventuais novos investimentos. Ou seja, no presente momento, a restrição financeira das empresas brasileiras é menor, pelo menos no que se refere à grande empresa. É relevante
preservar essa capacitação financeira porque essa é
uma precondição para o aumento do investimento na economia
brasileira, embora não seja a única, pois perduram dúvidas
sobre a segurança do investimento de longo prazo e se a economia
brasileira de fato apresenta uma boa perspectiva de aumento de demanda.
Em particular, as incertezas ainda presentes dizem respeito à segurança
que se pode atribuir a um investimento de longo prazo como em infra-estrutura
e, sobre a demanda, persiste a indagação se ela será
contida em nome do controle inflacionário ou se terá prosseguimento
a sua evolução. “A política econômica
em curso poderia dedicar maiores esforços para, no que depender
de sua ação, deixar ambas as questões esclarecidas”.
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Tela 73 |
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Resumo Os
índices de liquidez indicam a capacidade de pagamento da entidade.
Os mais utilizados são o índice de liquidez corrente,
que mede a capacidade da organização de honrar os compromissos
assumidos no exercício seguinte com os recursos que tem a receber
no mesmo exercício, e o índice de liquidez seca, que desconsidera
os estoques existentes, por se tratar do item menos líquido do
ativo circulante. |
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| Unidade 1 | Módulo 9 | Tela 74 |
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1 - Lucro e lucratividade
Por lucrativa
entende-se, portanto, uma entidade capaz de gerar receitas superiores
às suas despesas. |
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Tela 75 |
| Como já
observamos, ao estudarmos a Demonstração do Resultado
do Exercício – DRE, os excedentes das receitas sobre as
despesas recebem diferentes denominações, em função
dos tipos de receitas e despesas consideradas: lucro bruto, lucro operacional,
lucro antes e depois do imposto de renda, lucro líquido.
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Tela 76 |
| 2 - Indicadores de lucratividade Uma vez
que o volume de vendas, do ponto de vista financeiro, é o fator
determinante do lucro, pois para que haja lucro é indispensável
vender para gerar receitas, os indicadores básicos da lucratividade
(as margens) relacionam as várias expressões de lucro
com as vendas. Demonstração
do Resultado do Exercício de 2006
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Tela 77 |
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a)
Margem Bruta
Margem
Bruta (2005) = 600 ÷ 1.000 = 0,60 = 60% |
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Tela 78 |
| b) Margem Operacional Para se obter a margem operacional, que nos mostra a lucratividade das operações da empresa, divide-se o lucro operacional pelas vendas líquidas.
No caso
da empresa Exemplo S/A: É
notória a importância desse indicador, por nos revelar
o resultado obtido pelas operações que constituem a própria
finalidade da organização, sua razão de ser, o
“seu negócio”. |
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Tela 79 |
| c)
Margem Líquida
Utilizando
os dados da DRE do Exemplo S/A: A importância da margem líquida torna-se evidente se considerarmos que a magnitude da lucratividade líquida é que tornará possíveis maiores ou menores remunerações aos proprietários (dividendos).
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Tela 80 |
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3
- Indicadores de rentabilidade |
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Tela 81 |
| a)
Taxa de Retorno sobre o Investimento Para DRE, por ser dinâmica, iremos utilizar o valor anual.
No caso
da empresa exemplo, temos: Lucro líquido (2006) = R$470,00 TRI = R$ 470,00/R$ 2.540,00 = 0,1850 = 18,50%. A conclusão
que temos é de que, em 2006, os investimentos feitos no ativo
geraram um retorno (lucro) de 18,50%. |
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Tela 82 |
| Assim, sem que se altere a essência da fórmula anterior, temos que:
Como se pode constatar, a primeira parte da fórmula constitui a fórmula da margem líquida e, a segunda, a fórmula do giro do ativo total. Portanto:
Esse desdobramento
da fórmula permite identificar os fatores determinantes da TRI,
e sobre eles atuar, com vistas à sua maximização,
ou para corrigir eventuais desvios observados na gestão dos elementos
patrimoniais, quais sejam as receitas e os custos e despesas decorrentes
de suas operações, bem como o tipo e a qualidade dos ativos
utilizados, sua capacidade de produção, sua manutenção,
etc.
TRI = 18,50% |
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Tela 83 |
| Desdobrando-se
a fórmula original: O quadro a seguir ilustra a possibilidade de se aprofundar a análise, decompondo-se sucessivamente os elementos da fórmula. Quadro Analítico da Taxa de Retorno do Investimento - TRI
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Tela 84 |
| b)
Taxa de retorno sobre o Patrimônio Líquido
No caso da empresa Exemplo S/A:
Convém salientar que os resultados (lucros) obtidos pelos proprietários foram gerados tanto pela aplicação de recursos dos proprietários (capitais próprios) como de terceiros, devendo ser, estes últimos, remunerados pela empresa.
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Tela 85 |
| Resumo Os indicadores
de lucratividade e rentabilidade são os que despertam maior interesse
e causam maior impacto sobre as partes interessadas nas demonstrações
financeiras das entidades. |
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| Unidade 1 | Módulo 0 | Tela 86 |
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1
- Requisitos da análise global
A análise de apenas um exercício é de pouca utilidade, sendo usualmente considerado indispensável que se analisem pelo menos três exercícios consecutivos, o que implica em ter acesso aos dados de pelo menos quatro demonstrações financeiras, uma vez que em muitos casos convém utilizar valores médios (ativo, patrimônio líquido, estoques etc.). Analisando-se apenas um ou dois exercícios, fica dificultada, se não impossibilitada, a identificação de tendências.
Foi
mencionado que, uma vez que as entidades atuam em ambientes diferenciados,
quais sejam os diversos ramos de atividade existentes, e se distinguem
umas das outras em diversos pontos, a começar pelo seu porte,
é preciso confrontar os resultados da análise com os que
foram obtidos por entidades congêneres.
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Tela 87 |
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A título de exemplo da complexidade do trabalho dos profissionais da área, concluiremos com uma análise – tão abrangente quanto possível – de uma empresa de porte médio, do ramo de materiais de construção, cujos demonstrativos essenciais, os balanços patrimoniais e as demonstrações de resultado do exercício apresentamos a seguir. ORGANIC
S/A – MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO Balanços Patrimoniais (US$ 1.000,00)
Demonstrações do Resultado do Exercício (US$ 1.000,00)
Observe
que os valores constantes das demonstrações já
se encontram em moeda mais estável que a nossa, com o que se
minimizam os efeitos inflacionários. |
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Tela 88 |
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| 2
- Análises horizontal e vertical Os cálculos
preliminares foram já efetuados, cabendo agora ao analista examiná-los
e interpretá-los em busca do conhecimento da entidade no que
diz respeito aos aspectos relevantes para as partes interessadas. Balanços Patrimoniais
Em primeiro lugar, quanto ao Ativo, nota-se que o crescimento de 104% ao longo do período deveu-se, sobretudo, ao aumento do Imobilizado, da ordem de 221%. O Ativo Circulante também apresentou crescimento (55%), porém muito inferior ao crescimento do Imobilizado. Além disso, enquanto a participação do Imobilizado na composição do Ativo passou de 27% para 43%, a do Ativo Circulante caiu de 70% para 54%. Obviamente, caiu também a participação na composição do Ativo dos itens que compõem o Ativo Circulante, embora tenham ocorrido aumentos em termos absolutos e relativos, com exceção do disponível que apresenta uma redução de 25%. Isso nos diz que a empresa está investindo pesado, ampliando ou renovando suas instalações e equipamentos. |
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Tela 89 |
Dos três
grandes grupos que compõem o Passivo, vê-se que o que mais
cresceu, e cresceu extraordinariamente (mais de 1.000%), foi o Exigível
a Longo Prazo. Além disso, sua participação na composição
do Passivo passou de apenas 6% para 34%. Não há como negar
que o endividamento da empresa sofreu um grande aumento. |
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Tela 90 |
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Análise
das Demonstrações do Resultado do Exercício
A análise
das demonstrações do resultado do exercício
parte efetivamente da receita líquida (vendas líquidas).
No entanto, seu confronto com a receita bruta é de utilidade,
razão por que seu valor aparece duas vezes. |
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Tela 91 |
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A análise
dos dados permite constatar uma queda significativa no Lucro Líquido,
tanto em termos absolutos (R$ 70,00) como relativos (16%), em 2007,
quando passou a representar apenas 4% da receita líquida, contra
7% nos anos anteriores. Essa queda se mostra ainda mais acentuada quando
confrontamos os valores de 2007 com os de 2006. Quais as razões? |
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Tela 92 |
3
- Análise por índices Principais
índices econômico-financeiros da empresa
É claro que poderíamos ampliar ou reduzir o rol de índices da tabela, conforme os objetivos da análise. Poderíamos, por exemplo, acrescentar o grau de alavancagem financeira ou o índice de cobertura de juros, mas o que está acima é suficiente para os nossos propósitos. |
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Tela 93 |
| A
análise dos índices extraídos das demonstrações
financeiras da empresa comprova algumas conclusões e observações
das análises horizontal e vertical efetuadas, e acrescentam outras
de grande importância para o analista e as partes interessadas: Sintetizando tais informações, pode-se dizer, sem esgotar a análise, que o futuro da organização está na dependência de três fatores:
A análise
dos índices poderia ser complementada por uma análise
dos fluxos de caixa, porém essa não acrescentaria informações
de importância maior para o futuro da organização.
Apenas permitiria identificar a existência de eventuais pontos
de estrangulamento sazonais, e prevenir-se antecipadamente. |
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Tela 94 |
| 4 - Análise comparativa
Para responder à
questão, é necessário primeiramente delimitar o
universo das empresas do mesmo porte e ramo da organização
que estamos examinando e dele extrair uma amostra representativa. a) Índice
Liquidez Corrente (X = 0,95; s = 0,05) |
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Tela 95 |
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Confrontando os índices da empresa, analisando-os com os de suas concorrentes, e utilizando a categorização adotada, poderíamos enquadrá-los como segue:
Portanto, apenas o Grau de Endividamento e a Margem
Líquida situam-se em níveis realmente dignos de preocupação,
se para tal considerarmos a situação das empresas de porte
equivalente que atuam no mesmo setor que a nossa. Resolvida a questão
do endividamento e, por conseqüência, diminuindo-se as despesas
financeiras, a margem líquida se elevará.
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Tela 96 |
| Resumo |
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