4.1 - Sistema de arquivos Ext2
O Ext2 é o sistema de arquivos Linux mais antigo dentre os que estão atualmente em uso. O Ext2 é sucessor do Ext (Extended). É muito robusto, rápido e confiável. Mas não possui o recurso de Journal. Infelizmente o Ext2 não possui este importante recurso e é a primeira partição a dar problema quando o sistema não é desligado de modo adequado. O Ext2 ainda é utilizado em alguns casos, saiba por que.
4.2. Sistema de arquivos Ext3
O sistema de arquivos Ext3 é basicamente o sistema de arquivos Ext2 com recursos de Journaling e por essa razão o seu uso é amplo.
O Ext3 passou a ser efetivamente suportado pelo Kernel do Linux a partir da versão 2.4. Consequentemente, todas as distribuições Linux lançadas com esse Kernel ou superior, tem suporte padrão para Ext3.
No Ext3, o código de Journaling usa uma camada chamada "Journaling Block Device" (JBD). A JBD foi criada com o propósito de implementar Journal em qualquer tipo de dispositivo com base em blocos de dados. Por exemplo, o código Ext3 informa e "pede autorização" à JDB para efetuar as mudanças, antes de modificar/adicionar qualquer dado no disco. Sendo assim, é o JDB que verdadeiramente "gerencia" o Journal. O fato mais interessante disso é que, a JDB funciona como uma entidade independente, permitindo que não só o Ext3 a use, mas também outros sistemas de arquivos. Saiba+
4.2.1. Níveis de Journaling
Há três níveis de operação do Journaling disponíveis na implementação do Ext3:
Apesar de todos os recursos apresentados, cabe lembrar que o Ext3 também apresenta desvantagens.
O Ext2 ainda é utilizado em alguns casos, pois seu sistema de quota de disco é perfeito. O do Ext3 não é confiável, o ReiserFS nem dispõe deste recurso, o xfs possui um quota só dele que funciona muito bem.
XVeja algumas desvantagens do Ext3:
Para muitos, este sistema de arquivos é obsoleto e para outros ele é considerado estável, e tem um bom desempenho.
XA JDB utiliza um método diferente de outros Journalings para recuperação de informações. Ao invés de armazenar as informações em bytes que depois devem ser implementados, a JDB grava os próprios blocos modificados do sistema de arquivos. Assim, o Ext3 também armazena "réplicas" completas dos blocos modificados em memória para rastrear as operações que ficaram pendentes. A desvantagem desta forma de trabalho é que o Journal acaba sendo maior. No entanto, o Ext3 não precisa lidar com a complexidade dos Journalings que trabalham gravando bytes.
XSomente os metadados dos arquivos são escritos na área de Journal. O conteúdo de cada arquivo não é armazenado no Journal, mas é forçado a ser escrito no sistema de arquivos, logo após o Journal receber os metadados. Este nível de operação disponibiliza a melhor relação entre desempenho e confiabilidade. Este comportamento faz com que o Journal consiga (nem sempre) restaurar o conteúdo do arquivo que está sendo criado ou lido no momento de desligamento repentino, por exemplo.
XO Journal armazena apenas informações referentes à estrutura do sistema de arquivos (metadados) e não em relação aos arquivos propriamente ditos. Os blocos de qualquer dado é gravado no sistema de arquivos de forma ocasional, pois é o kernel quem define quando será feita a gravação. Assim, o conteúdo de um arquivo pode ser escrito em disco antes ou depois que os metadados são atualizados no Journal. Este modo é o mais rápido, mas em compensação oferece uma segurança muito menor contra perda e corrompimento de arquivos causados pelos desligamentos incorretos.
XÉ o mais seguro, porém, mais lento. Nele, o Journal armazena não apenas informações sobre as ações sofridas, mas também uma cópia de segurança de todos os arquivos modificados, que ainda não foram gravados no disco. A cada alteração, o sistema grava uma cópia do arquivo (no Journal), atualiza as informações referentes à estrutura do sistema de arquivos, grava o arquivo e atualiza novamente o Journal, marcando a operação como concluída. Como disse, isso garante uma segurança muito grande contra perda de dados, mas em compensação, reduz o desempenho drasticamente. Justamente por causa disso, este é o modo menos usado.
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