A arquitetura permite, ainda, que diferentes sistemas operacionais coexistam em um mesmo hardware computacional, já que os SO são executados sobre uma mesma camada de alto nível. Isto é possível pois existe uma camada que fornece uma emulação do hardware do computador para cada máquina virtual, que passa a executar os seus processos como a impressão de que está acessando diretamente os componentes do computador, como memória e processador.

Além disto, a emulação provida pelo modelo permite a extensão dos conceitos de multiprogramação e multiprocessamento, assim como ocorre na instalação de sistemas operacionais dedicados.

Dentre outras vantagens de se utilizar esta arquitetura, pode-se citar:

• Possibilidade de aferição do desempenho dos sistemas operacionais que estão sendo executados em cada uma das máquinas virtuais providas.
• Adição ou alteração dos requisitos de hardware de cada VM sem a necessidade de se realizar backup do atual sistema em execução.
• Execução de diferentes versões de um mesmo sistema operacional sobre um mesmo hardware.

Já como principais desvantagens da arquitetura de máquinas virtuais, têm-se:

• Em função da criação de uma camada intermediária, existe um overhead na comunicação entre os sistemas operacionais hospedados nas VMs e o hardware computacional, o que leva a um desempenho inferior em comparação aos SO que acessam diretamente o hardware.
• Um problema no Sistema que provê a emulação faz com que todos os sistemas operacionais hospedados tornem-se indisponíveis simultaneamente.
• O modelo de máquinas virtuais possui muito mais complexidade do que os outros modelos estudados, principalmente em função da necessidade de se promover a gerência dos recursos computacionais entre as diferentes máquinas virtuais.
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