1.1 – OSPF x RIP
Conforme Filippetti (2008), o protocolo RIP possui características que limitam sua aplicação em redes complexas. O protocolo OSPF resolve todas as limitações. Observe a comparação:
| Protocolo RIP | Protocolo OSPF |
|---|---|
| 1. Limite de 15 saltos (roteadores) até a rede destino. | 1. Não existe limite de saltos com OSPF. |
| 2. RIP não oferece suporte a VLSM. | 2. OSPF suporta VLSM. |
| 3. RIP não suporta autenticação. | 3. OSPF utiliza anúncios multicast, e as atualizações apenas são disparadas quando existe alguma alteração na rede (anúncios incrementais). |
| 4. RIP adota o procedimento de enviar broadcasts periódicos contendo a totalidade da tabela de roteamento para a rede. Em redes de grande porte e nas WAN, isso gera um consumo excessivo de largura de banda e causa problemas mais sérios. | 4. Redes OSPF convergem mais eficientemente do que redes RIP. |
| 5. O processo lento e ineficiente de convergência de uma rede. | 5. OSPF permite um meio mais eficaz de balanceamento de carga. |
| 6. RIP baseia-se na contagem de saltos para definição da melhor rota. | 6. OSPF permite a implementação de hierarquia às redes, por meio das áreas. Isso facilita o planejamento da rede, assim como tarefas de agregação e sumarização de rotas. |
| 7. Redes baseadas no protocolo RIP são planas. Não existe o conceito de fronteiras ou áreas. RIP não é compatível com redes classless e com conceitos de agregação e sumarização de redes. As limitações de não suporte a VLSM, autenticação e anúncios multicast foram amenizadas com a introdução da versão 2 do protocolo RIP (RIPv2), entretanto, o restante das limitações permaneceram inalteradas. | 7. OSPF permite a transferência e marcações de rotas externas, injetadas em um AS (Sistema Autônomo). Isso permite rastrear rotas injetadas por protocolos EGP, como o BGP. |
O OSPF também apresenta desvantagens:
Essas desvantagens são compensadas pela qualidade e pelas funcionalidades proporcionadas por ele às conexões.