1.5 - OSPF Multi-Área

Segundo Filippetti (2008), o protocolo OSPF possui algumas restrições quando mais de uma área é configurada. Se apenas uma área existir, esta área será SEMPRE a área “0”, chamada de backbone area. Quando existem múltiplas áreas, uma destas áreas deve ser a área “0”. Uma das boas práticas ao se desenhar redes com o protocolo OSPF é começar pela área “0” e expandir a rede criando outras áreas (ou segmentando a área “0”).

A área “0” deve ser o centro lógico da rede, ou seja, todas as outras áreas devem ter uma conexão física com o backbone (área “0”). O OSPF aguarda que todas as áreas encaminhem informações de roteamento para o backbone, e este, se encarregará de disseminar estas informações para as outras áreas. Em situações nas quais não é possível estabelecer uma conexão direta com a área “0”, um link virtual (virtual link) deverá ser estabelecido. O link virtual OSPF funciona como uma “VPN” que integra uma área, não conectada diretamente ao backbone, por meio de uma área diretamente conectada a ele.

Informações sobre rotas que são geradas e utilizadas dentro de uma mesma área são chamadas de “intra-area routes” e são precedidas pela letra “O” na tabela de roteamento. Rotas que são originadas em outras áreas são chamadas de “inter-area routes”, ou “summary-routes”. Estas são precedidas por “O IA”, na tabela de roteamento. Rotas originadas por outros protocolos de roteamento e redistribuídas em uma rede OSPF são conhecidas por “external-routes”. Estas são precedidas pelas letras “O E1″ ou “O E2″, na tabela de roteamento.

Quando temos múltiplas rotas para um mesmo destino, o critério de desempate em uma rede OSPF obedece a seguinte ordem: intra-area, inter-area, external E1, external E2.
OSPF em áreas diferentes.
Fonte: O Autor, 2015.
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