Conforme Brito (2012), o ideal é ter apenas um protocolo de roteamento em toda a rede, porém muitas vezes isso não é possível devido a inúmeros fatores, como por exemplo, a fusão de empresas, múltiplos departamentos gerenciados por vários administradores de rede, ambientes com equipamentos de diversos fabricantes e etc. Por esses motivos ter múltiplos protocolos de roteamento é geralmente comum e muitas vezes faz-se necessário redistribuir as rotas aprendidas por um ou outro protocolo.
As diferenças nas características dos protocolos de roteamento, como métricas, distâncias administrativas, se são classful ou classless podem afetar a redistribuição. Essas diferenças devem ser levadas em consideração para ter sucesso nas redistribuições de rotas.
Ao redistribuir informações de rotas de um protocolo para outro, lembre-se que as métricas de cada protocolo desempenham um papel importante na redistribuição. Cada protocolo usa diferentes métricas. Por exemplo, As métricas do RIP são baseadas em contagem de saltos, mas EIGRP usam uma composição de métricas baseadas em largura de banda (Bandwidth), carga (Load), atraso (Delay), confiabilidade (Reliability) e MTU (Maximum Transmission Unit), porém bandwidth e delay são os únicos utilizados por padrão. O mneumônico “Boa Leitura Do Ricardo Meira” nos ajuda a lembrar desses parâmetros.